Dicas de como anotar seus sonhos
Dicas de como anotar seus sonhos:
- Tenha sempre ao lado da sua cama um bloco de notas ou um gravador para registrar o seu sonho - escreva, desenhe ou grave tudo o que lembrar de seu sonho, faça o registro calmamente sem se preucupar com a lógica, vá lembrando e escrevendo ou gravando de acordo com as lembranças que forem surgindo. Evite acender a luz do teto do quarto, prefira acender a luz de um abajur ou lanterna.
- Tenha um diário de sonhos, transfira as anotações do bloco de notas para o caderno assim que possivel, anote todos os detalhes do sonhos e que emoções sentiu, defina qual foi o ponto central do sonho( o que mais chamou atenção).
- Dê um título para o sonho, ele vai dizer muito sobre o seu estado emocional.
- Anote também o que vc. fez e o que sentiu no dia anterior, tente fazer uma ligação entre as emoções que sentiu durante o dia ou dias anteriores ao sonho. Veja se vc. quer lembrar das imagens ou elas lhe causam constrangimento? Porque?
- Pense nas personagens que apareceram e dê um significado para cada um deles. Geralmente as personagens representam partes da psique do sonhador. Observe se apareceu alguma imagem mítica(arquétipo).
- O sonho é uma ferramenta e uma experiência muito importante para o desvendar o aculto em nós .
- Antes de dormir peça para si-mesmo que ao acordar lembre o que sonhou.
- Uma das funções dos sonhos é provocar um encontro entre a racionalidade do pensamento verbal com a liberdade do pensamento em imagens e símbolos.
O sonho é a realização de um desejo:
“…Quando, após passarmos por um estreito desfiladeiro, de repente emergimos num trecho de terreno elevado, onde o caminho se divide e as mais belas paisagens se desdobram por todos os lados, podemos parar por um momento e considerar em que direção deveremos começar a orientar nossos passos. É esse o nosso caso, agora que ultrapassamos a primeira interpretação de um sonho. Encontramo-nos em plena luz de uma súbita descoberta. Não se devem assemelhar os sonhos aos sons desregulados que saem de um instrumento musical atingido pelo golpe de alguma força externa, e não tocado pela mão de um instrumentista (cf. págs. 98-9); eles não são destituídos de sentido, não são absurdos; não implicam que uma parcela da nossa reserva de representações esteja adormecida enquanto outra começa a despertar. Pelo contrário, são fenômenos psíquicos de inteira validade, realizações de desejos; podem ser inseridos na cadeia dos atos mentais inteligíveis de vigília; são produzidos por uma atividade mental altamente complexa…”
FREUD, Sigmund. A Interpretação dos Sonhos. Volumes 1 e 2. São Paulo: Círculo do Livro. Tradução de Walderedo Ismael de Oliveira e revisão de Vera Ribeiro.
“Dentro de cada um de nós há um outro que não conhecemos. Ele fala conosco por meio dos sonhos.”(Carl Jung)
Tenha bons sonhos,
Marilda Limberger
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