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	<title>Blog do Psique.org &#187; psicanálise</title>
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	<description>Psicanálise - Terapias - Grupos</description>
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		<title>O Sofrimento!</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Jun 2010 02:44:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilda Limberger</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[dor]]></category>
		<category><![CDATA[sentimento]]></category>

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		<description><![CDATA[Quanto maior o contato com as pessoas, mais  sensíveis nos tornamos às dores dos outros. É  como uma dádiva, quanto mais compreendo a dor do outro mais humano me torno. Deus se manifesta naquele que aceita viver as dores do &#8220;Ser&#8221; humano essa é  a  maior oportunidade de nos humanizarmos e nos santificarmos (imitadores de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quanto maior o contato com as pessoas, mais  sensíveis nos tornamos às dores dos outros. É  como uma dádiva, quanto mais compreendo a dor do outro mais humano me torno.</p>
<p>Deus se manifesta naquele que aceita viver as dores do &#8220;Ser&#8221; humano essa é  a  maior oportunidade de nos humanizarmos e nos santificarmos (imitadores de Cristo).</p>
<p>O tempo não é importante para as transformações pessoais, uma semana de sofrimento pode parecer um século, um dia de felicidade vale  por  meses de sofrimento, uma compreesão espiritual vale a paz permanente.</p>
<p>&#8211; O sofrimento nos coloca na experiência do ponto de partida:  uma viagem para dentro e para fora de nós. Toda viagem tem um tempo certo, quando  demora sentimos saudades da nossa cama, casa, da comida. Todo sofrimento tem seu tempo, quando não respeitamos o tempo do nosso sofrimento corremos o risco de não o aproveitarmos e sairmos dele sem achar o seu significado (&#8220;a vida existe para organizarmos o luto&#8221;.  Freud).<br />
Toda vez que tentamos pôr em palavras um sofrimentos caímos  na ausência de palavras para exprimi-lo,  porque a dimensão do sofrimento só pode ser alcançada pelo sofredor. O ouvinte só pode observar seu  efeito, o sofrimento psíquico é invisível e não pode ser objetivamente transmitido porque o sofrimento só faz parte da dimensão psicológica do sujeito-sofredor.</p>
<p><a href="http://psique.org/wp-content/uploads/2010/06/abismo.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-400" title="abismo" src="http://psique.org/wp-content/uploads/2010/06/abismo-225x300.png" alt="Ovelha no abismo" width="225" height="300" /></a><br />
<span id="more-398"></span></p>
<p>A dor  pode ser tão forte e tão mortal que cria um grande abismo onde o sofredor corre o risco  de se fechar e se perder.</p>
<p> <br />
Para o sofredor  falta  visão do todo, ou seja, falta  horizonte sobra parede.<br />
Vivendo nossos sofrimentos asumindo nossas limitações poderemos nos purificar de nós mesmos.<br />
Existe um tempo certo para tudo&#8230;</p>
<p><em>Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de colher;<br />
Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;<br />
Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;<br />
Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de se afastar;<br />
Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de jogar fora;<br />
Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de silêncio, e tempo de falar;<br />
Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e há tempo para a paz.<br />
Eclesiastes cap.3</em></p>
<p>Marilda Limberger</p>


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		<title>Ciúme &#8211; Inveja</title>
		<link>http://psique.org/archives/380</link>
		<comments>http://psique.org/archives/380#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 09 Jun 2010 21:55:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilda Limberger</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[ciúmes]]></category>
		<category><![CDATA[inveja]]></category>
		<category><![CDATA[sentimentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Ciúme É um sentimento intimamente ligado à inveja, porém compreende uma relação de, pelo menos, mais outras duas pessoas envolvidas, de tal sorte que o indivíduo com ciúme sente que o amor que lhe é devido foi roubado, ou está em perigo de sê-lo , pelo seu rival. Assim, o ciumento teme perder o que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --><span style="font-size: medium;"><a href="http://psique.org/wp-content/uploads/2010/06/espinho.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-381" title="espinho" src="http://psique.org/wp-content/uploads/2010/06/espinho-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a>Ciúme</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">É um sentimento intimamente ligado à inveja, porém compreende uma relação de, pelo menos, mais outras duas pessoas envolvidas, de tal sorte que o indivíduo com ciúme sente que o amor que lhe é devido foi roubado, ou está em perigo de sê-lo , pelo seu rival. Assim, o ciumento teme perder o que ele julga pertencer-lhe, enquanto a pessoa invejosa sofre ao ver que o outro tem aquilo que ele quer exclusivamente para si mesmo e, desde modo, é-lhe penosa a satisfação alheia a ele. No caso em que o ciúme é resultante de um uso excessivo de identificações projetivas,  ele pode adquirir características delirantes.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;"><span id="more-380"></span><br />
</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Inveja e ciúme</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Existe uma vinculação direta e íntima entre a inveja experimentada para a pessoa representativa da mãe original e o desenvolvimento do ciúme. Essa conceituação independe do vértice teórico, quer este parta da inveja primária dirigida ao seio nutridor da mãe, ou do conceito de inveja secundária, como uma reação e como um mecanismo defensivo contra as frustrações e humilhações providas do meio ambiente. A relação entre os sentimentos de inveja e ciúme explica-se pelo fato de que o pai (ou o seu pênis) converteu-se em uma posse da mãe, e é por essa razão que a criança, mesmo nas situações triangulares, quer roubar para si ou a mãe ou o pai e a posse exclusiva de um deles. Quando esse tipo de inveja incide em meninas, pode ocorrer que, em sua vida posterior, o êxito em uma relação com os homens vai adquirir o significado ciumento de uma vitória sobre outra mulher. Reciprocamente, o mesmo ocorre com os homens.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">É comum que os sentimento de inveja e de ciúme coexistam na mesma pessoa, sendo que o grau de intensidade do ciúme percorre uma escala que vai desde um ocasional ciúme normal, passando pelo o ciúme neurótico, de natureza possessiva, obsecante e torturante, até atingir o grau de um ciúme delirante, psicótico, em que há uma perda do juízo crítico. Há uma proporção direta entre o nível de ciúme e a intensidade de inveja, na medida que ambos os sentimento estão baseado na crença imaginária da posse absoluta do objeto idealizado.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Na inveja, prevalece uma hostil negação da dependência do objeto necessitado. No ciúme delirante, há o reconhecimento da dependência do objeto, porém este é intensamente idealizado, ou mesmo tempo em que ele é vivido como uma legítima posse da pessoa ciumenta, visto que a triangularidade é somente aparente, e o que predomina é a relação diádica e uma indiscriminação entre o eu e o outro (todos hão de lembrar de um homicídio ocorrido no meio artístico brasileiro, no qual uma conhecida e bala atriz foi cruelmente assassinada por um casal, em que a mulher,impregnada por um ciúme delirante, dias antes do crime, induziu o marido à prática de uma recíproca tatuagem dos nomes de cada um deles nos genitais do outro,como uma forma de posse e de fusão eterna ). No ciúme possessivo neurótico, também há uma excessiva idealização do objeto “amado”, porém já há uma efetiva triangularidade,sendo válido afimar que o ciúme possessivo constitui-se em uma ponte entre a inveja e o ciúme moderado. Neste último caso, há uma aceitação da dependência de um objeto bom e um considerável avanço na renúncia à idealização exagerada e ás ilusões narcísicas.</span></p>
<p><span style="font-size: medium;">Assim, pode-se dizer que a capacidade de dar e receber amor está negada na inveja patógena, enquanto está presente no ciúme possessivo. É útil deixar claro que as interconexões entre a inveja excessiva e as diversas formas de ciúme têm uma acentuada mobilidade, as quais podem reverter-se em ou em outro sentimento.</span></p>
<p>Fonte: David E. Zimerman &#8211; Fundamentos Psicanalíticos</p>


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		<title>Um cérebro espiritual</title>
		<link>http://psique.org/archives/367</link>
		<comments>http://psique.org/archives/367#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 27 May 2010 18:04:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilda Limberger</dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[meditação]]></category>
		<category><![CDATA[psicanálise]]></category>

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		<description><![CDATA[Por: Roberto Lent Um cérebro espiritual A autotranscendência, aspecto da personalidade associado aos valores espirituais do ser humano e que pode ser alcançado por meio da meditação, se expressa em graus variados nos indivíduos em função da atividade de certas áreas do cérebro Que nota você daria, de 0 a 10, para mensurar a aplicação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://psique.org/wp-content/uploads/2010/05/um4-cerebro05.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-371" title="um4-cerebro05" src="http://psique.org/wp-content/uploads/2010/05/um4-cerebro05-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a>Por: Roberto Lent</p>
<p>Um cérebro espiritual<br />
A autotranscendência, aspecto da personalidade associado aos valores espirituais do ser humano e que pode ser alcançado por meio da meditação, se expressa em graus variados nos indivíduos em função da atividade de certas áreas do cérebro<br />
Que nota você daria, de 0 a 10, para mensurar a aplicação da seguinte frase a si mesmo(a)? “Frequentemente fico tão fascinado(a) com o que estou fazendo que me perco nesse momento e me sinto fora do tempo e do espaço.” Ou então desta: “Muitas vezes me sinto tão ligado(a) às pessoas à minha volta que é como se não existisse separação física entre nós.” Ou ainda: “Sou fascinado(a) pelas muitas coisas da vida que não podem ser explicadas cientificamente.”<span id="more-367"></span><br />
Se você pontuou alto para essas afirmativas, é possível que seja dotado(a) do que os psicólogos chamam de ‘autotranscendência’, um dos aspectos da personalidade que alguns de nós possuem em grau mais elevado do que outros.<br />
Personalidades<br />
<a href="http://psique.org/wp-content/uploads/2010/05/um-cerebro02.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-368" title="um-cerebro02" src="http://psique.org/wp-content/uploads/2010/05/um-cerebro02.jpg" alt="" width="168" height="200" /></a>Gravura sobre fisiognomiaGravura de Johann Kaspar Lavater (1741-1801), fundador da &#8216;fisiognomia&#8217;, que ilustra os quatro tipos de personalidade admitidos no século 18.<br />
Todos nós intuímos o que seja a personalidade, mas na verdade é muito difícil definir esse conceito, e mais ainda avaliar ou medir de algum modo as suas características. No século 18, uma corrente que ficou conhecida como fisiognomia acreditava que seria possível conhecer a personalidade das pessoas por meio de sua face – daí a consagração do termo fisionomia para descrever a expressão facial. De acordo com essa corrente, as características da expressão facial de um indivíduo seriam suficientes para classificar a sua personalidade como fleumática, colérica, sanguínea ou melancólica.<br />
Dentre as inúmeras teorias atuais da personalidade, destaca-se uma – proposta há pouco mais de dez anos – que correlaciona os tipos humanos com características genéticas e neurobiológicas. Trata-se da ideia de personalidade multidimensional, criada pelo psiquiatra norte-americano Claude Robert Cloninger, que atualmente trabalha na Universidade Washington, nos Estados Unidos. De acordo com Cloninger, existiriam três dimensões da personalidade, geneticamente independentes, funcionalmente interligadas, e vinculadas, cada uma delas, a um sistema neural distinto: ‘busca do novo’, ‘evitação de danos’ e ‘dependência de recompensa’.<br />
A ‘busca do novo’ é entendida como “uma tendência à atividade exploratória e a um intenso prazer frente a estímulos novos”. Pessoas que têm esse perfil mais desenvolvido tendem a ser impulsivas, exploratórias, excitáveis, extravagantes, desorganizadas, ao contrário de outras que não possuem essa característica de modo muito marcante, e por isso são reflexivas, rígidas, estoicas, organizadas e persistentes. Está se reconhecendo? Então tente as dimensões seguintes.<br />
A ‘evitação de danos’, de acordo com Cloninger, seria a “tendência a responder intensamente a estímulos desagradáveis, desenvolvendo comportamentos inibitórios de modo a evitar punições, frustrações e perdas afetivas”. Quem tem essa característica seria geralmente cauteloso, tenso, apreensivo, medroso, inibido, tímido. Quem não tem é relaxado, desinibido, arrojado, energético.<br />
Por fim, a ‘dependência de recompensa’ reflete a tendência de alguns a moldar seu comportamento sempre em função de algum reforço positivo ou da perspectiva de alguma punição para seus atos.<br />
Se for possível medir a composição de nossa personalidade, será possível também relacionar cada um desses traços a regiões cerebrais que os determinariam<br />
Todos nós temos um pouco de cada uma dessas características, o que significa que talvez seja possível medir a composição de nossa personalidade e chegar a uma classificação das pessoas. Se isso for possível, será possível também relacionar cada um desses traços a regiões cerebrais que os determinariam. De fato, essa foi a perspectiva de Cloninger e seus colaboradores, que desenvolveram um vasto questionário capaz de mensurar essas três dimensões e cada uma de suas subdimensões.<br />
Autotranscendência<br />
Relacionar a personalidade com o cérebro foi o objetivo de um grupo multidisciplinar de pesquisadores, composto por psicólogos, filósofos e neurocirurgiões e liderado por Cosimo Urgesi, da Universidade de Udine, na Itália. O grupo acaba de publicar neste mês um estudo interessante sobre o tema na prestigiosa revista Neuron.<br />
A equipe trabalhou com um dos conceitos de Cloninger, o de autotranscendência, definida como um aspecto forte da personalidade de quem sempre busca algo elevado, maior do que a sua existência individual, algo ligado a valores espirituais elaborados que a humanidade cultiva pela ética, pela arte, pela cultura e pela religião (entendida como crença em um poder divino, e não como os rituais correspondentes). Cada indivíduo pode pender para uma característica diferente, mas em todos os casos são relatados “sentimentos oceânicos”, nas palavras do fundador da psicanálise, o médico austríaco Sigmund Freud (1856-1939).<br />
Dentre os questionários de Cloninger (escalas, no jargão técnico), alguns deles permitem medir o grau de manifestação das várias características da autotranscendência, muitas vezes considerada a expressão psicológica concreta da espiritualidade. A autotranscendência seria a tendência mental de superar os limites do próprio corpo e elevar-se a estados de consciência que nos absorvem completamente, fazendo-nos esquecer do mundo e dos outros.<br />
Alguns a desenvolvem por meio do prazer da arte – a literatura, o cinema –, que é de tal modo envolvente que nos &#8216;descola&#8217; da realidade. Outros, religiosos de vários cultos, expressam a autotranscendência pela oração e variados rituais. A meditação é também um meio encontrado por alguns para transcender os limites do corpo e da percepção direta dos estímulos ambientais.<br />
<a href="http://psique.org/wp-content/uploads/2010/05/um3-cerebro03.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-370" title="um3-cerebro03" src="http://psique.org/wp-content/uploads/2010/05/um3-cerebro03-300x164.jpg" alt="" width="300" height="164" /></a>Quadro &#8216;A última ceia&#8217;Arte e religiosidade, dois aspectos da autotranscendência, em um quadro famoso de Leonardo da Vinci (1452-1519), &#8216;A última ceia&#8217;.</p>
<p>O grupo italiano estudou essa característica de personalidade em 88 pacientes com diferentes tipos de câncer cerebral, antes e depois da realização de cirurgias para a remoção dos tumores. Em alguns casos, o câncer atingia o próprio tecido cerebral (gliomas), em outros era circunjacente ao cérebro (meningiomas), o que permitiu excluir um possível efeito do ato cirúrgico por si só nos resultados, independentemente da remoção de tecido cerebral.<br />
Antes das cirurgias, um questionário com perguntas como as que você leu no início desta coluna era aplicado aos pacientes, o que possibilitava o levantamento quantitativo do seu perfil de personalidade, especificamente no que tange à autotranscendência. Após as intervenções cirúrgicas, o questionário era repassado aos mesmos indivíduos, permitindo verificar a ocorrência de alterações de personalidade provenientes da remoção de regiões cerebrais.<br />
É claro que a existência de um tumor no cérebro, por si mesma, poderia ser causadora de uma alteração de personalidade com relação às épocas anteriores à doença. E de fato um grupo de pacientes com glioma pontuava mais alto nas questões relativas à autotranscendência do que os pacientes com tumores externos ao sistema nervoso.<br />
O resultado mais marcante do trabalho foi a identificação de pequenas regiões situadas no córtex cerebral posterior cuja remoção causou aumento estatisticamente significativo da espiritualidade dos pacientes.<br />
Regiões cerebrais associadas à autotranscendênciaA remoção das pequenas regiões cerebrais em vermelho foi associada a um aumento da autotranscendência nos pacientes examinados antes e depois da cirurgia de retirada de um tumor. <a href="http://psique.org/wp-content/uploads/2010/05/um2-cerebro04.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-369" title="um2-cerebro04" src="http://psique.org/wp-content/uploads/2010/05/um2-cerebro04-300x129.jpg" alt="" width="300" height="129" /></a>Em A, aparece marcado o lobo parietal posterior, em B o giro angular (imagem: Urgesi e colaboradores/ Neuron).</p>
<p>Quando a remoção de uma região cerebral causa aumento de uma função, os neurocientistas interpretam o resultado atribuindo a essa região um papel inibitório. Isso significa que alguma outra região (ou regiões) produz os “sentimentos oceânicos” a que se refere Freud, mas é normalmente inibida pelo córtex parietal posterior em maior grau em algumas pessoas do que em outras. Nos pacientes, após a cirurgia, a inexistência dessa região inibitória teria provocado o aumento da autotranscendência observado.<br />
Esses resultados mostram que já vão longe os tempos do filósofo francês René Descartes (1596-1650), dualista ferrenho que considerava distintos e independentes os mecanismos da mente e os circuitos funcionais do cérebro. A mente é um produto do cérebro, e a personalidade que caracteriza a mente de cada indivíduo é possivelmente resultado da inter-relação entre a genética e o ambiente (educacional, cultural) na lapidação dos circuitos cerebrais correspondentes.<br />
Publicado Revista CiênciaHoje  em 26/02/2010-  Coluna Bilhões de Neurônios<br />
Roberto Lent<br />
Instituto de Ciências Biomédicas<br />
Universidade Federal do Rio de Janeiro</p>
<p>Sugestões para leitura:<br />
C.R. Cloninger (1994). Temperament and personality. Current Opinion in Neurobiology, vol. 4:266-273.<br />
C. Urgesi e colaboradores (2010). The spiritual brain: Selective cortical lesions modulate human self-transcendence. Neuron, vol. 65:309-319.</p>
<p>A coluna <em>Bilhões de neurônios</em> é publicada na última sexta-feira  do mês, desde abril de 2006. Ela é mantida pelo neurocientista Roberto  Lent, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Seus  textos apresentam novidades da neurociência. <a title="Bilhões de  neurônios" href="http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/bilhoes-de-neuronios/resolveuid/2b9a422b159daedebf5031c97d1e1008"></a> <span style="text-decoration: underline;"><a href="mailto:rlent@anato.ufrj.br"><span style="text-decoration: underline;">rlent@anato.ufrj.br</span></a></span></p>


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		<title>A Química do amor</title>
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		<comments>http://psique.org/archives/333#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 27 Apr 2010 13:39:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilda Limberger</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[psicanálise]]></category>

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		<description><![CDATA[Então de repente, no bar, na festa, na praia, na fila do banco &#8211; não importa -, os olhos se encontram. Primeiro uma ansiedade, um calor no peito que logo se espalha em calafrios que procuramos disfarçar. Um leve suor nas mãos. No primeiro encontro, os lábios ressecam um pouco antes do primeiro beijo, as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://psique.org/wp-content/uploads/2010/04/freupsique4.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-334" title="freupsique4" src="http://psique.org/wp-content/uploads/2010/04/freupsique4.jpg" alt="" width="144" height="258" /></a>Então de repente, no bar, na festa, na praia, na fila do banco &#8211; não importa -, os olhos se encontram. Primeiro uma ansiedade, um calor no peito que logo se espalha em calafrios que procuramos disfarçar. Um leve suor nas mãos. No primeiro encontro, os lábios ressecam um pouco antes do primeiro beijo, as palavras tremem embaraçadas em pensamentos confusos. Joelhos que mal sustentam o peso do corpo. Esquecemos do mundo lá fora em eternas horas de silenciosa saudade ao telefone, perfumadas com aquela inquietude própria dos amantes.</p>
<p>Quem nunca sentiu coisa parecida? Pois os cientistas &#8211; sempre eles! &#8211; querem nos convencer que toda esta áurea sedutora de mistério que envolve os assuntos do coração não passa de uma meia dúzia de manifestações anatômicas e equações bioquímicas. Até onde a ciência pode realmente traduzir em números e estatísticas aquilo que para muitos de nós é a verdadeira essência dos céus na Terra: o Amor?</p>
<p><span id="more-333"></span></p>
<p><strong><a name="Primeiro, definindo o amor.">Primeiro, definindo o amor.</a></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>O amor é uma experiência que consome. Mergulhamos euforicamente nesta deliciosa tortura e não comemos ou dormimos direito. Freqüentemente, é difícil manter a concentração. A Dra. Donatella Marazziti, psiquiatra da Universidade de Pisa, acredita que pessoas &#8220;doentes de amor&#8221; estejam realmente doentes: sofrem de um distúrbio obsessivo-compulsivo. Inegavelmente, paixão e psicose obsessiva-compulsiva compartilham diversos aspectos comuns. E isto não é meramente uma teoria sem fundamentos: &#8220;ambos estados associam-se a baixos níveis cerebrais de serotonina, uma substância química fabricada pelo corpo que nos ajuda a lidar com situações estressantes&#8221;, afirma a médica.</p>
<p>Uma segunda descoberta do trabalho da Dra. Marazziti e não menos importante merece ser mencionada: bebidas alcoólicas também diminuem os níveis de serotonina no cérebro, criando a ilusão de que a pessoa do outro lado do bar é o amor da sua vida. Portanto, cuidado com as noitadas.</p>
<p><!--more--></p>
<p><strong><a name="Que seja eterno enquanto dure.">Que seja eterno enquanto dure.</a></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Existe um limite de tempo para homens e mulheres sentirem os arroubos da paixão? Segundo a professora Cindy Hazan, da Universidade Cornell de Nova Iorque, sim. Ela diz: &#8220;seres humanos são biologicamente programados para se sentirem apaixonados durante 18 a 30 meses&#8221;. Ela entrevistou e testou 5.000 pessoas de 37 culturas diferentes e descobriu que o amor possui um &#8220;tempo de vida&#8221; longo o suficiente para que o casal se conheça, copule e produza uma criança. &#8220;Em termos evolucionários&#8221;, &#8211; ela completa &#8211; &#8220;não necessitamos de corações palpitantes e suores frios nas mãos&#8221;.</p>
<p>A pesquisadora identificou algumas substâncias responsáveis pelo Amor: dopamina, feniletilamina e ocitocina. Estes produtos químicos são todos relativamente comuns no corpo humano, mas são encontrados juntos apenas durante as fases iniciais do flerte. Ainda assim, com o tempo, o organismo vai se tornando resistente aos seus efeitos &#8211; e toda a &#8220;loucura&#8221; da paixão desvanece gradualmente &#8211; a fase de atração não dura para sempre. O casal, então, se vê frente a uma dicotomia: ou se separa ou habitua-se a manifestações mais brandas de amor &#8211; companheirismo, afeto e tolerância -, e permanece junto. &#8220;Isto é especialmente verdadeiro quando filhos estão envolvidos na relação&#8221;, diz a Dra. Hazan.</p>
<p>Os homens parecem ser mais susceptíveis à ação das substâncias responsáveis pelas manifestações associadas ao Amor. Eles se apaixonam mais rápida e facilmente que as mulheres. E a Dra. Hazan é categórica quanto ao que leva um casal a se apaixonar e reproduzir: &#8220;graças à intensidade da ilusão romanceada que temos do Amor, achamos que escolhemos nossos parceiros, mas a verdade é conhecida até mesmo pelos zeladores dos zoológicos: a maneira mais confiável de se fazer com que um casal de qualquer espécie reproduza, é mantê-los em um mesmo espaço durante algum tempo&#8221; &#8211; que o digam os processos de assédio sexual no local de trabalho&#8230;</p>
<p>Com base em pesquisas da Dra. Helen Fisher, antropologista da Universidade Rutgers e autora do livro <em>The Anatomy of Love</em>, pode-se fazer um quadro com as várias manifestações e fases do amor e suas relações com diferentes substâncias químicas no corpo:</p>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="5" width="100%" bordercolor="#000000">
<tbody>
<tr>
<td width="20%" valign="top"><strong> </strong><strong>Manifestação</strong></td>
<td width="47%" valign="top"><strong> </strong><strong>Conceito</strong></td>
<td width="33%" valign="top"><strong> </strong><strong>Substância mais associada</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="20%" valign="top">Luxúria</td>
<td width="47%" valign="top">Desejo ardente por sexo</td>
<td width="33%" valign="top">Testosterona</td>
</tr>
<tr>
<td width="20%" valign="top">Atração</td>
<td width="47%" valign="top">Amor no estágio de euforia, envolvimento emocional e       romance</td>
<td width="33%" valign="top">Altos níveis de Dopamina e norepinefrina</p>
<p>Baixos níveis de serotonina</td>
</tr>
<tr>
<td width="20%" valign="top">Ligação</td>
<td width="47%" valign="top">Atração que evolui para uma relação calma,       duradoura e segura.</td>
<td width="33%" valign="top">Ocitocina e vasopressina</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong><a name="Fórmulas do Amor: a paixão é uma reação química?">Fórmulas do Amor: a paixão é uma reação química?</a></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Os cientistas conhecem a Feniletilamina (um dos mais simples neurotransmissores) há cerca de 100 anos, mas só recentemente começaram a associá-la ao sentimento de Amor. Ela é uma molécula natural semelhante à anfetamina e suspeita-se que sua produção no cérebro possa ser desencadeada por eventos tão simples como uma troca de olhares ou um aperto de mãos.</p>
<p>O <em>affair</em> da feniletilamina com o Amor teve início com uma teoria proposta pelos médicos Donald F. Klein e Michael Lebowitz, do Instituto Psiquiátrico Estadual de Nova Iorque. Eles sugeriram que o cérebro de uma pessoa apaixonada continha grandes quantidades de feniletilamina e que esta substância poderia responder, em grande parte, pelas sensações e modificações fisiológicas que experimentamos quando estamos apaixonados.</p>
<p>A Dra. Helen Fisher demonstrou que a inconstância, a exaltação, a euforia, e a falta de sono e de apetite associam-se a altos níveis de dopamina e norepinefrina, estimulantes naturais do cérebro.</p>
<p>Alguns pesquisadores afirmam que exalamos continuamente, pelos bilhões de poros na pele e até mesmo pelo hálito, produtos químicos voláteis chamados Feromônios. Atualmente, existem evidências intrigantes e controvertidas de que os seres humanos podem se comunicar com sinais bioquímicos inconscientes. Os que defendem a existência dos feromônios baseiam-se em evidências mostrando a presença e a utilização de feromônios por espécies tão diversas como borboletas, formigas, lobos, elefantes e pequenos símios. Os feromônios podem sinalizar interesses sexuais, situações de perigo e outros. Se realmente existirem na espécie humana, e sua percepção se der de maneira inconsciente, estaríamos permanentemente emitindo informações acerca de nossas preferências sexuais e desejos mais obscuros sem saber?</p>
<p>Os defensores da Teoria dos Feromônios vão ainda mais longe: dizem que o &#8220;amor à primeira vista&#8221; é a maior prova da existência destas substâncias controvertidas. Os feromônios – atestam – produzem reações químicas que resultam em sensações prazerosas. À medida em que vamos nos tornando dependentes, a cada ausência mais prolongada nos dizemos &#8220;apaixonados&#8221; – a ansiedade da paixão, então, seria o sintoma mais pertinente da síndrome de Abstinência de Feromônios.</p>
<p>Com ou sem feromônios, é fato que a sensação de &#8220;amor à primeira vista&#8221; relaciona-se significativamente a grandes quantidades de feniletilamina, dopamina e norepinefrina no organismo. E voltamos à questão inicial: até que ponto a paixão é simplesmente uma reação química?</p>
<p><strong><a name="O amor por cima das teorias">O amor por cima das teorias</a></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Apesar de todas as pesquisas e descobertas, existe no ar uma sensação de que a evolução, por algum motivo, modificou nossos genes permitindo que o amor não-associado à procriação surgisse – calcula-se que isto se deu há aproximadamente 10.000 anos. Os homens passaram realmente a amar as mulheres, e algumas destas passaram a olhar os homens como algo mais além de máquinas de proteção.</p>
<p>A despeito de todos os tubos de ensaio de sofisticados laboratórios e reações químicas e moléculas citoplasmáticas, afinal, deve haver algo mais entre o céu e a terra&#8230;</p>
<p>Fonte: <em>© Equipe Editorial Bibliomed</em></p>
<p>Copyright © 2008 Bibliomed, Inc.</p>
<p><a href="http://">http://boasaude.uol.com.br/lib/ShowDoc.cfm?LibDocID=5270&amp;ReturnCatID=1781 </a></p>


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		<title>Psicologia, Psiquiatria, Psicopedagogia, Psicoterapia, Modelos Psicoterápicos</title>
		<link>http://psique.org/archives/298</link>
		<comments>http://psique.org/archives/298#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 28 Jan 2010 17:56:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilda Limberger</dc:creator>
				<category><![CDATA[Terapias]]></category>
		<category><![CDATA[psicanálise]]></category>

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		<description><![CDATA[Psicologia: disciplina que visa o conhecimento das atividades mentais e dos comportamentos em função do meio. Psiquiatria: Ramo da medicina dedicado ao estudo e tratamento das doenças e distúrbios mentais. Psicopedagogia:  é uma área interdisciplinar fundamentada em conteúdos psicológicos e pedagógicos, bem como em contribuições da fonoaudiologia, lingüística, neurologia, dentre outros campos específicos de conhecimento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://psique.org/wp-content/uploads/2010/01/amizade.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-299" title="amizade" src="http://psique.org/wp-content/uploads/2010/01/amizade.jpg" alt="" width="118" height="109" /></a><br />
Psicologia: disciplina que visa o conhecimento das atividades mentais e dos comportamentos em função do meio.</p>
<p>Psiquiatria: Ramo da medicina dedicado ao estudo e tratamento das doenças e distúrbios mentais.</p>
<p>Psicopedagogia:  é uma área interdisciplinar fundamentada em conteúdos psicológicos e pedagógicos, bem como em contribuições da fonoaudiologia, lingüística, neurologia, dentre outros campos específicos de conhecimento (Bossa, 2000).Conjunto de métodos fundamentado sobre aspectos psicológicos do desenvolvimento infantil, com enfoque nos distúrbios de aprendizagem.<br />
Psicoterapia: Conjunto de técnicas psicológicas que visam corrigir os distúrbios resultantes de um conflito psíquico.</p>
<p>Modelos psicoterápicos:<br />
Psicoterapia de apoio<br />
Ludoterapia<br />
psicodrama<br />
Terapia cognitivo-comportamental<br />
psicoterapia de orientação analítica<br />
Psicanálise</p>
<p>Marilda Limberger</p>


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		<item>
		<title>Mecanismos de defesa</title>
		<link>http://psique.org/archives/290</link>
		<comments>http://psique.org/archives/290#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 25 Jan 2010 12:15:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilda Limberger</dc:creator>
				<category><![CDATA[psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[freud]]></category>

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		<description><![CDATA[O inconsciente está o tempo todo esforçando-se para proteger a mente consciente dos efeitos deletérios de certas emoções consideradas como prejudiciais, tais como a culpa ou a inveja. Isto é feito através do que Anna Freud, em 1936, chamou de “mecanismos de defesa” em seu livro The Ego and the Mechanisms of Defense. No meio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: small;"><a href="http://psique.org/wp-content/uploads/2010/01/freupsique4.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-291" title="freupsique4" src="http://psique.org/wp-content/uploads/2010/01/freupsique4.jpg" alt="" width="144" height="258" /></a>O inconsciente está o tempo todo esforçando-se para proteger a mente consciente dos efeitos deletérios de certas emoções consideradas como prejudiciais, tais como a culpa ou a inveja. Isto é feito através do que Anna Freud, em 1936, chamou de “mecanismos de defesa” em seu livro </span><em><span style="font-size: small;">The Ego and the Mechanisms of Defense.</span></em></p>
<p><span style="font-size: small;">No meio psicanalítico, qualquer lista de mecanismos de defesa será sempre considerada incompleta e sujeita a críticas, uma vez que existem diferenças de opinião entre os profissionais da área a respeito deste assunto, a seguir alguns dos mecanismos de defesa geralmente reconhecidos como tais e tidos como sumamente importantes para o funcionamento mental. São eles:</span></p>
<p><span style="font-size: small;"> </span></p>
<p><span style="font-size: small;">•</span> <span style="font-size: small;">Repressão</span></p>
<p><span style="font-size: small;">•</span> <span style="font-size: small;">Formação reativa</span></p>
<p><span style="font-size: small;">•</span> <span style="font-size: small;">Isolamento</span></p>
<p><span style="font-size: small;">•</span> <span style="font-size: small;">Negação</span></p>
<p><span style="font-size: small;">•</span> <span style="font-size: small;">Projeção</span></p>
<p><span style="font-size: small;">•</span> <span style="font-size: small;">Identificação ou introjeção</span></p>
<p><span style="font-size: small;">•</span> <span style="font-size: small;">Regressão</span></p>
<p><span style="font-size: small;">•</span> <span style="font-size: small;">Sublimação</span></p>
<p><span style="font-size: small;"><span id="more-290"></span><br />
</span></p>
<p><strong><span style="font-size: medium;">Formação reativa</span></strong></p>
<p><span style="font-size: small;"> </span></p>
<p><span style="font-size: small;">A formação reativa é um mecanismo por meio do qual uma de duas atitudes ambivalentes torna-se inconsciente, permanecendo a outra, de forma acentuada, por ser mais aceitável socialmente.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Por exemplo, a formação reativa faz parecer que o ódio tenha sido substituído pelo amor, ou que a crueldade tenha sido substituída pela gentileza, o prazer da sujeira pelo cuidado com limpeza, a obstinação pela submissão, a promiscuidade pela moralidade, e assim por diante.</span></p>
<p><span style="font-size: small;"> </span></p>
<p><span style="font-size: small;">Mas o inverso também pode ocorrer: o ódio pode ser uma formação reativa contra o amor, a obstinação contra a submissão, etc. O que vai determinar a natureza exata deste mecanismo de defesa em cada caso particular é o que exatamente, é representado como perigo pelo inconsciente do indivíduo, o que ele teme, e portanto a que, especificamente, reage como o sinal de ansiedade. Se ele teme odiar, ou teme os impulsos associados ao ódio, então reagirá com uma exacerbação ao amor. Se é o amor que ele teme, então a reação será inversa. Por exemplo, uma pessoa pode </span><span style="font-size: small;">demonstrar grande ternura e afeto pelos seres humanos ou pelos animais e isto não passar de uma formação reativa necessária para controlar e conservar inconscientes impulsos agressivos, sem o que poderia tornar-se extremamente sádico e cruel contra os mesmos. Por outro lado, uma pessoa pode desenvolver sentimentos e atitudes de ódio e repulsa por alguém a quem inconscientemente ama e deseja. Isto pode ocorrer, por exemplo, no caso de um “amor impossível”.</span></p>
<p><span style="font-size: small;"> </span></p>
<p><span style="font-size: small;">Uma das vantagensde termos informações sobre este mecanismo de defesa é que sempre que observamos uma atitude exagerada, podemos indagar se isso não será uma hipérbole defensiva contra o seu – desejado – oposto. Quando depararmos certos religiosos excessivamente moralistas, puritanos, podemos muito bem imaginar quais não seriam as maquinações inconscientes contra o que eles precisam reagir. Podia muito bem ser sobre isto que Jesus falava certa vez aos fariseus:</span></p>
<p><em><span style="font-size: small;">“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos e de toda imundícia. Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e de iniquidade”</span></em></p>
<p><strong><span style="font-size: medium;"> </span></strong></p>
<p><strong><span style="font-size: medium;">Isolamento</span></strong></p>
<p><strong><span style="font-size: medium;"> </span></strong></p>
<p><span style="font-size: small;">O termo</span><em><span style="font-size: small;"> isolamento</span></em><span style="font-size: small;"> tem sido empregado na literatura psicanalítica para designar dois mecanismos de defesa, geralmente característicos de pacientes portadores de neurose obsessiva. Freud originalmente o chamou de </span><em><span style="font-size: small;">isolamento de sentimento.</span></em><span style="font-size: small;"> Ele ocorre quando uma pessoa recorda um acontecimento importante sem sentir a emoção correspondente. Atualmente, designamos tal estado pelo nome de </span><em><span style="font-size: small;">dissociação,</span></em><span style="font-size: small;"> ou seja, a pessoa está desagregada, separada de si mesma, de sua emoção. O processo de isolamento do sentimento, obviamente começa por barrar da consciência as emoções indesejadas, atuando no interesse daquilo a que Freud chamou de princípio do prazer geralmente não vai além disso. Entretanto, em alguns indivíduos pouco afortunados o isolamento atinge dimensão tal que dá origem à já citada alexitimia.</span></p>
<p><span style="font-size: small;"> </span></p>
<p><span style="font-size: small;">Há outro significado de isolamento ( no alemão usado por Freud, ungeschehenmachen, literalmente: “tornando não acontecido”). No dizer do próprio criador da psicanálise: “Quando algo desagradável aconteceu ao paciente ou quando ele próprio fez algo que tem um significado para sua neurose, ele interpola um intervalo durante o qual nada mais deve acontecer – durante o qual não deve perceber nem fazer nada” ( Inibições, Sintomas e Ansiedade). Este é o isolamento propriamente dito. O pensamento ligado a esse fato desagradável é inconscientemente isolado, perdendo qualquer conexão associativa na mente, a qual reduz ou elimina a possibilidade de sua reintrodução no consciente, onde causaria uma noxa (um dano) representada como extremamente desagradável.</span></p>
<p><span style="font-size: small;"> </span></p>
<p><strong><span style="font-size: medium;">Negação</span></strong></p>
<p><strong><span style="font-size: medium;"> </span></strong></p>
<p><span style="font-size: small;">A negação é um mecanismo que tem como finalidade desmentir uma parte da realidade externa desagradável ou indesejável, quer através de uma fantasia de satisfação de desejos, quer através do comportamento. Ocorre um bloqueio de certas impressões sensoriais do mundo externo com o fim de barrar totalmente seu acesso à consciência ou pelo menos fazer com que se lhes preste uma atenção diminuta o suficiente para, desta forma, minimizar consideravelmente as consequências dolorosas de sua presença. É o caso da pessoa que se declara apaixonada por outra e, dias depois tendo avaliado inconscientemente as consequências danosas que aquele amor poderia lhe trazer, afirma não ter feito aquela declaração, ou não com aquela intenção declarada, ou não ter certeza se sentia realmente aquela paixão. Um outro exemplo é o da criança que vive a fantasia de competir sempre com o pai e vencer e então gaba-se de ser mais forte ou mais apto que o pai. Sua mórbida motivação neste caso é o medo do pai e o que a criança nega é seu próprio tamanho e sua fraqueza. Esta fantasia produz a gratificação do desejo de ser fisicamente superior ao pai.</span></p>
<p><span style="font-size: small;"> </span></p>
<p><strong><span style="font-size: medium;">Projeção</span></strong></p>
<p><strong><span style="font-size: medium;"> </span></strong></p>
<p><span style="font-size: small;">A projeção é um mecanismo de defesa que faz com que uma pessoa atribua um desejo ou impulso seu a alguma outra pessoa, ou mesmo a algum objeto não pessoal do mundo externo. Certa vez, em São Paulo, atendi um homem de origem nipônica, que chegou até mim olhando para trás e para todos cantos do meu consultório e falando baixinho, pedindo segredo, me confidenciou estar sendo perseguido por agentes da Scotland Yard e da KGB, que queriam matá-lo. Era um caso típico de psicose paranóide, em que o paciente projetava seus próprios impulsos inaceitáveis. Mas a clínica tem demonstrado sobejamente que os vícios que atribuímos aos nossos inimigos, os preconceitos que manifestamos contra pessoas estranhas, contra os estrangeiros, contra os que têm a cor de pele diferente da nossa, e muitas de nossas superstições e crenças religiosas excêntricas são frequentemente produtos de projeções insconscientes de nossos próprios desejos e impulsos. A culpa de algo se translada para alguém ou algo distinto e assim encontrmos o trabalhador que atribui às ferramentas seu fracasso, o agressor que acusa sua vítima de ser agressivo, procurando justificar seu ato vil.</span></p>
<p>continua no  próximo posts</p>
<p><span style="font-size: small;">Marilda Limberger<br />
</span></p>


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		<title>Amor  transferêncial &#8211; Psicanálise</title>
		<link>http://psique.org/archives/284</link>
		<comments>http://psique.org/archives/284#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 21 Jan 2010 16:37:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilda Limberger</dc:creator>
				<category><![CDATA[psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[freud]]></category>

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		<description><![CDATA[A demanda amorosa adquire uma importância fundamental na relação analítica. Ela é material básico para o tratamento, ao mesmo tempo que é resistência e obstáculo à análise. Aparece com essa “dupla função”, ao mesmo tempo, antagônica e complementar. No texto “Observações sobre o amor transferencial” (1915), Freud, escreve sobre a situação específica em que uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;"><a href="http://psique.org/wp-content/uploads/2010/01/divã.jpe"><img class="alignleft size-full wp-image-285" title="divã" src="http://psique.org/wp-content/uploads/2010/01/divã.jpe" alt="" width="143" height="107" /></a>A demanda amorosa adquire uma importância fundamental na relação analítica. Ela é material básico para o tratamento, ao mesmo tempo que é resistência e obstáculo à análise. Aparece com essa “dupla função”, ao mesmo tempo, antagônica e complementar. </span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">No texto “Observações sobre o amor transferencial” (1915), Freud, escreve sobre a situação específica em que uma paciente se enamora do médico que a está analisando. Freud alerta sobre a constância desse fenômeno na clínica e das dificuldades que isso pode significar:<em> “Todo principiante em psicanálise, quando chega a ocasião, fica convencido de que as únicas dificuldades realmente sérias que tem de enfrentar residem no manejo da transferência”<span id="more-284"></span></em></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">Do ponto de vista do paciente, segundo Freud, são duas as alternativas diante desse fato:</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">abandonar o tratamento psicanalítico ou aceitar enamorar-se do médico com um destino inelutável.</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">A situação parece se complicar quando esse enamoramento, passa a agir com resistência à análise.</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">Escreve Freud sobre a paciente, que por causa da “irrupção de uma apaixonada exigência de amor” fica sem possibilidade de compreensão interna (insight) e se mostra absorvida pelo seu amor.</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">Depois adverte que esta mudança ocorre muito regularmente quando se está aproximando de uma recordação aflitiva ou de algum fragmento reprimido na história da sua vida. A resistência começa a se utilizar do amor, que já estava colocado na situação analítica, a fim de atrapalhar a continuação do tratamento, desviando o interesse da paciente pelo trabalho e colocando o analista em posição incómoda.</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;"><em>O papel desempenhado pela resistência no amor transferencial é inquestionável e muito considerável, entretanto, não é a resistência que provoca esse amor; encontra-o ponto e faz uso dele e agrava suas manifestações, escreve Freud.</em></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">Não há dúvidas que o amor que o paciente dedica ao analista seja amor “genuíno”; embora ele seja característico na transferência, pois é intensificado, provocado pela situação analítica, e não leva tanto em conta a realidade.</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">No entanto, estas características podem ser pensadas como próprias do apaixonamento.</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">Sentimentos muito poderosos porque derivam do reprimido, de fantasias inconscientes, próprias da sexualidade infantil. Freud, então aponta que não é isso o mais importante na transferência analítica.</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;">“<span style="font-size: small;"><em>É verdade que o amor consiste em novas adições de antigas características e que ele repete reações infantis. Mas este é o caráter essencial de todo estado amoroso. Não existe estado deste tipo que não se reproduza com protótipos infantis. É precisamente desta determinação infantil que ele recebe seu caráter compulsivo, beirando, como o faz, o patalógico. O amor transferencial possui talvez um grau menor de liberdade do que o amor que aparece na vida comum e é chamado normal; ele exibe sua dependência do padrão infantil mais claramente e é menos adaptável e capaz de modificação; mas isso é tudo, e não o que é essencial”<br />
</em></span></span></p>
<p>???</p>
<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">Freud aconselha o analista a não Instigar a paciente a suprimir, renunciar ou sublimar seus instintos, no momento em que ela admite a transferência erótica, pois não seria uma maneira analítica de lidar com os mesmos.</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">Propõe uma curiosa analogia: <em>“Seria exatamente como se, após invocar um espírito dos infernos, devêssemos mandá-lo de volta para baixo, sem lhe fazer uma única pergunta. Ter-se-ia trazido o reprimido à consciência, apenas para reprimi-lo mais uma vez, um susto”<br />
</em></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;"><em>Como princípio fundamental o analista deve permitir que a necessidade e o anseio da paciente persistam, de modo a poderem servir forças para o trabalho e para efetuar mudanças, propõe Freud no texto.</em></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">Entretanto, o analista não deve responder aos avanços do paciente, retribuindo-os: “ela teria alcançado sucesso naquilo por que todos os pacientes lutam na análise – teria tido êxito em atuar (acting out), em repetir na vida real o que deveria apenas ter lembrado, reproduzido como material psíquico e mantido dentro da esfera dos eventos psíquicos”<br />
</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">Não se trata de recusar a demanda de amor do paciente, não é isso que está mais em questão. Por outro lado, o analista não deve responder a essa demanda de amor. </span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">O próprio Freud mostra o caminho: <em>“O analista deve seguir um caminho para o qual não existe modelo na vida real”. </em>Não se trata exatamente de receber o amor do paciente na análise como algo irreal, mas de remetê-lo às suas origens inconscientes. Assim, a <em>“sinceridade do analista”, é condição para possibilitar ao paciente “sentir-se seguro o bastante para permitir que todas as suas precondições para amar, todas as fantasias que surgem de seus desejos sexuais, todas as características pormenorizadas de seu estado amoroso venham à luz. Ela própria abrirá caminho para as raízes infantis do seu amor.”<br />
</em></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;"><em>referências:</em></span></span></p>
<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">- Fédida, Pierre. &#8216;Amor e Morte na Transferência&#8217;; Clínica Psicanalítica; Ed. Escuta; SP, 1988.</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">Freud, Sigmund. Edição Brasileira das Obras Psicológicas Completas; RJ, imago, 1996:</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">- “Delírios e sonhos na Gradiva de Jensen” (1907);</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">- “A dinâmica da transferência” (1912);</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">- “Observação sobre o amor transferencial” (1915);</span></span></p>
<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 		A:link { so-language: zxx } 		A:visited { so-language: zxx } --></p>


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		<title>Psicanálise: Fases psicossexuais &#8211; Freud</title>
		<link>http://psique.org/archives/257</link>
		<comments>http://psique.org/archives/257#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 12 Jan 2010 18:08:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilda Limberger</dc:creator>
				<category><![CDATA[psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[freud]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://psique.org/?p=257</guid>
		<description><![CDATA[Sigmund Freud (criador da abordagem), concebeu  uma teoria sobre o desenvolvimento infantil, fases psicossexuais: Período pré-genital, pré-fálico ou infantil. Fase oral. Fase anal. Erotismo uretral. Fase fálica . a) A angústia de castração nos meninos. b) A inveja do pênis nas meninas. Período Intermediário. Fase Edipiana. Fase de latência. Fase de maturação psicossexual ou puberdade. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sigmund Freud 	(criador da abordagem), concebeu  uma teoria sobre o 	desenvolvimento infantil, fases psicossexuais:</p>
<h3>Período pré-genital, 	pré-fálico ou infantil.</h3>
<ol>
<li>Fase oral.</li>
<li>Fase anal.</li>
<li>Erotismo uretral.</li>
<li>Fase fálica .</li>
</ol>
<p>a) A angústia de 	castração nos meninos.</p>
<p>b) A inveja do pênis nas 	meninas.</p>
<h3>Período Intermediário.</h3>
<h4>Fase Edipiana.</h4>
<ol>
<li> Fase de latência.</li>
<li>Fase de maturação psicossexual ou puberdade.</li>
<li>Fase adolescência final e adulto jovem.</li>
<li>A sexualidade do idoso.</li>
</ol>
<p><a href="http://psique.org/wp-content/uploads/2010/01/freud.jpe"><img class="alignright size-full wp-image-258" title="freud" src="http://psique.org/wp-content/uploads/2010/01/freud.jpe" alt="" width="121" height="125" /></a>Marilda limberger</p>
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		<title>Outras formas clínicas da depressão &#8211; Ciclotimia</title>
		<link>http://psique.org/archives/233</link>
		<comments>http://psique.org/archives/233#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 11 Jan 2010 14:59:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilda Limberger</dc:creator>
				<category><![CDATA[Terapias]]></category>
		<category><![CDATA[psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>

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		<description><![CDATA[Ciclotimia Consiste numa instabilidade do humor, envolvendo numerosos períodos de depressão e elações leves. Essa instabilidade usualmente se desenvolve no início da vida adulta e segue um curso crônico, embora às vezes o humor possa ser normal e estável por meses. As oscilações de humor são usualmente percebidas pelo indivíduo como relacionadas com eventos da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Ciclotimia</strong></em></p>
<p>Consiste numa instabilidade do humor, envolvendo numerosos períodos de depressão e elações leves.</p>
<p>Essa instabilidade usualmente se desenvolve no início da vida adulta e segue um curso crônico, embora às vezes o humor possa ser normal e estável por meses. As oscilações de humor são usualmente percebidas pelo indivíduo como relacionadas com eventos da vida. Como as oscilações de humor são relativamente leves e os períodos de elevação do humor podem ser agradáveis, a ciclotimia freqüentemente foge  à atenção médica. Kraepelin foi o primeiro a fazer a descrição desse caso considerando a ciclotimia como uma forma de temperamente ou flutuações do estado psíquico, impressão que perdurou até 1980 sendo modificado com o DSM III.</p>
<p>Na CID.10 existe a classificação de <strong>Transtornos Persistentes do Humor</strong>, onde se inclui a <strong>Ciclotimia</strong> e a <strong>Distimia</strong>. São transtornos ditos <em>persistentes</em> porque dizem respeito a determinados tipos (<em>traços</em>) de personalidade, com características que persistem por anos e, por vezes, durante a maior parte da vida adulta do paciente, podendo levar à sofrimento e à incapacidade. Em certos casos, episódios maníacos ou depressivos recorrentes ou isolados podem se superpor a um transtorno afetivo persistente.</p>
<p>Na <strong>Ciclotimia</strong> há instabilidade persistente do humor que comporta numerosos períodos de depressão ou de leve exaltação, porém, como dissemos, não suficientementes graves ou prolongados para ser considerados como <em>Transtorno Afetivo Bipolar</em> ou mesmo um <em>Transtorno Depressivo Recorrente</em> <a href="http://psique.org/wp-content/uploads/2010/01/vcm_s_kf_m160_160x120.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-234" title="vcm_s_kf_m160_160x120" src="http://psique.org/wp-content/uploads/2010/01/vcm_s_kf_m160_160x120.jpg" alt="" width="160" height="120" /></a>. Esse tipo ciclotímico de transtorno se encontra, freqüentemente, em familiares de pacientes que apresentam um transtorno afetivo bipolar. Algumas pessoas ciclotímicas apresentarão elas próprias ulteriormente um transtorno afetivo bipolar.</p>
<p>O CID.10 recomenda que a Ciclotimia seja sinônimo de Personalidade Ciclóide, Personalidade Ciclotímica ou de Transtorno Afetivo da Personalidade. Da mesma forma, o DSM.IV considera a característica essencial do <strong>Transtorno Ciclotímico</strong>, uma perturbação crônica e flutuante do humor, envolvendo numerosos períodos de sintomas hipomaníacos (de euforia) e numerosos períodos de sintomas depressivos.</p>


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		<title>Frases de freud</title>
		<link>http://psique.org/archives/163</link>
		<comments>http://psique.org/archives/163#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 05 Jan 2010 15:49:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilda Limberger</dc:creator>
				<category><![CDATA[psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[freud]]></category>

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		<description><![CDATA[Frases de Sigmund Freud: Qualquer coisa que encoraje o crescimento de laços emocionais tem que servir contra as guerras. Um homem que está livre da religião tem uma oportunidade melhor de viver uma vida mais normal e completa. A ciência não é uma ilusão, mas seria uma ilusão acreditar que poderemos encontrar noutro lugar o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 		A:link { so-language: zxx } --><span style="font-size: medium;">Frases de Sigmund Freud:<a href="http://psique.org/wp-content/uploads/2010/01/freud2.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-164" title="freud2" src="http://psique.org/wp-content/uploads/2010/01/freud2-300x227.jpg" alt="Freud escrevendo." width="300" height="227" /></a></span><span style="color: #ff3333;"><span style="font-family: URW Bookman L;"><span style="font-size: small;"><em><strong> </strong></em></span></span></span></p>
<ul>
<li><span style="color: #ff3333;"><span style="font-family: URW Bookman L;"><span style="font-size: small;"><em><strong>Qualquer 	coisa que encoraje o crescimento de laços emocionais tem que servir 	contra as guerras.</strong></em></span></span></span></li>
</ul>
<ul>
<li><span style="color: #ff3333;"><span style="font-family: URW Bookman L;"><span style="font-size: small;"><em><strong>Um 	homem que está livre da religião tem uma oportunidade melhor de 	viver uma vida mais normal e completa.</strong></em></span></span></span></li>
<li><span style="color: #ff3333;"><span style="font-family: URW Bookman L;"><span style="font-size: small;"><em><strong>A 	ciência não é uma ilusão, mas seria uma ilusão acreditar que 	poderemos encontrar noutro lugar o que ela não nos pode dar.</strong></em></span></span></span></li>
</ul>
<ul>
<li><span style="color: #ff3333;"><span style="font-family: URW Bookman L;"><span style="font-size: small;"><em><strong>Os 	judeus admiram mais o espírito do que o corpo. A escolher entre os 	dois, eu também colocaria em primeiro lugar a inteligência.</strong></em></span></span></span></li>
</ul>
<ul>
<li><span style="color: #ff3333;"><span style="font-family: URW Bookman L;"><span style="font-size: small;"><em><strong>O 	pensamento é o ensaio da ação.</strong></em></span></span></span></li>
</ul>
<ul>
<li><span style="color: #ff3333;"><span style="font-family: URW Bookman L;"><span style="font-size: small;"><em><strong>A 	nossa civilização é em grande parte responsável pelas nossas 	desgraças. Seríamos muito mais felizes se a abandonássemos e 	retornássemos às condições primitivas.</strong></em></span></span></span></li>
</ul>
<ul>
<li><span style="color: #ff3333;"><span style="font-family: URW Bookman L;"><span style="font-size: small;"><em><strong>Somos 	feitos de carne, mas temos de viver como se fôssemos de ferro.</strong></em></span></span></span></li>
</ul>
<ul>
<li><span style="color: #ff3333;"><span style="font-family: URW Bookman L;"><span style="font-size: small;"><em><strong>É 	quase impossível conciliar as exigências do instinto sexual com as 	da civilização.</strong></em></span></span></span></li>
</ul>
<ul>
<li><span style="color: #ff3333;"><span style="font-family: URW Bookman L;"><span style="font-size: small;"><em><strong>O 	estado proíbe ao indivíduo a prática de atos infratores, não 	porque deseje aboli-los, mas sim porque quer monopolizá-lo</strong></em></span></span></span></li>
</ul>
<ul>
<li><span style="color: #ff3333;"><span style="font-family: URW Bookman L;"><span style="font-size: small;"><em><strong>Se 	o desenvolvimento da civilização é tão semelhante ao do 	indivíduo, e se usa os mesmos meios, não teríamos o direito de 	diagnosticar que muitas civilizações, ou épocas culturais &#8211; 	talvez até a humanidade inteira &#8211; se tornaram neuróticas sob a 	influência do seu esforço de civilização?</strong></em></span></span></span></li>
</ul>
<ul>
<li><span style="color: #ff3333;"><span style="font-family: URW Bookman L;"><span style="font-size: small;"><em><strong>A 	felicidade é um problema individual. Aqui, nenhum conselho é 	válido. Cada um deve procurar, por si, tornar-se feliz.</strong></em></span></span></span></li>
</ul>
<ul>
<li><span style="color: #ff3333;"><span style="font-family: URW Bookman L;"><span style="font-size: small;"><em><strong>Não 	posso imaginar que uma vida sem trabalho seja capaz de trazer 	qualquer espécie de conforto. A imaginação criadora e o trabalho 	para mim andam de mãos dadas; não retiro prazer de nenhuma outra 	coisa.</strong></em></span></span></span></li>
</ul>
<ul>
<li><span style="color: #ff3333;"><span style="font-family: URW Bookman L;"><span style="font-size: small;"><em><strong>Como 	fica forte uma pessoa quando está segura de ser amada!</strong></em></span></span></span></li>
</ul>
<ul>
<li><span style="color: #ff3333;"><span style="font-family: URW Bookman L;"><span style="font-size: small;"><em><strong>O 	sonho representa a realização de um desejo.</strong></em></span></span></span></li>
</ul>
<ul>
<li><span style="color: #ff3333;"><span style="font-family: URW Bookman L;"><span style="font-size: small;"><em><strong>No 	príncipio era a ação.</strong></em></span></span></span></li>
</ul>
<ul>
<li><span style="color: #ff3333;"><span style="font-family: URW Bookman L;"><span style="font-size: small;"><em><strong>O 	homem enérgico e que é bem sucedido é o que consegue transformar 	em realidades as fantasias do desejo.</strong></em></span></span></span></li>
</ul>
<ul>
<li><span style="color: #ff3333;"><span style="font-family: URW Bookman L;"><span style="font-size: small;"><em><strong>A 	sede de conhecimento parece ser inseparável da curiosidade sexual</strong></em></span></span></span></li>
</ul>
<ul>
<li><span style="color: #ff3333;"><span style="font-family: URW Bookman L;"><span style="font-size: small;"><em><strong>Se 	quiseres poder suportar a vida, fica pronto para aceitar a morte.</strong></em></span></span></span></li>
</ul>
<ul>
<li><span style="color: #ff3333;"><span style="font-family: URW Bookman L;"><span style="font-size: small;"><em><strong>A 	religião é comparável a uma neurose da infância.</strong></em></span></span></span></li>
</ul>
<ul>
<li><span style="color: #ff3333;"><span style="font-family: URW Bookman L;"><span style="font-size: small;"><em><strong>Eduque-o 	como quiser; de qualquer maneira há-de educá-lo mal.</strong></em></span></span></span></li>
</ul>
<ul>
<li><span style="color: #ff3333;"><span style="font-family: URW Bookman L;"><span style="font-size: small;"><em><strong>Nenhum 	ser humano é capaz de esconder um segredo. Se a boca se cala, falam 	as pontas dos dedos.</strong></em></span></span></span></li>
<p><em><strong> </strong></em></p>
<p><em><strong>Marilda Limberger<br />
</strong></em></ul>


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