Psicologia, Psiquiatria, Psicopedagogia, Psicoterapia, Modelos Psicoterápicos

Postado por Marilda Limberger - janeiro 28th, 2010


Psicologia: disciplina que visa o conhecimento das atividades mentais e dos comportamentos em função do meio.

Psiquiatria: Ramo da medicina dedicado ao estudo e tratamento das doenças e distúrbios mentais.

Psicopedagogia:  é uma área interdisciplinar fundamentada em conteúdos psicológicos e pedagógicos, bem como em contribuições da fonoaudiologia, lingüística, neurologia, dentre outros campos específicos de conhecimento (Bossa, 2000).Conjunto de métodos fundamentado sobre aspectos psicológicos do desenvolvimento infantil, com enfoque nos distúrbios de aprendizagem.
Psicoterapia: Conjunto de técnicas psicológicas que visam corrigir os distúrbios resultantes de um conflito psíquico.

Modelos psicoterápicos:
Psicoterapia de apoio
Ludoterapia
psicodrama
Terapia cognitivo-comportamental
psicoterapia de orientação analítica
Psicanálise

Marilda Limberger

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Mecanismos de defesa – Continuação

Postado por Marilda Limberger - janeiro 26th, 2010

Projeção

A projeção é um mecanismo de defesa que faz com que uma pessoa atribua um desejo ou impulso seu a alguma outra pessoa, ou mesmo a algum objeto não pessoal do mundo externo. Os vícios que atribuímos aos nossos inimigos, os preconceitos que manifestamos contra pessoas estranhas, contra os estrangeiros, contra os que têm a cor de pele diferente da nossa, e muitas de nossas superstições e crenças religiosas excêntricas são frequentemente produtos de projeções insconscientes de nossos próprios desejos e impulsos.
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Mecanismos de defesa

Postado por Marilda Limberger - janeiro 25th, 2010

O inconsciente está o tempo todo esforçando-se para proteger a mente consciente dos efeitos deletérios de certas emoções consideradas como prejudiciais, tais como a culpa ou a inveja. Isto é feito através do que Anna Freud, em 1936, chamou de “mecanismos de defesa” em seu livro The Ego and the Mechanisms of Defense.

No meio psicanalítico, qualquer lista de mecanismos de defesa será sempre considerada incompleta e sujeita a críticas, uma vez que existem diferenças de opinião entre os profissionais da área a respeito deste assunto, a seguir alguns dos mecanismos de defesa geralmente reconhecidos como tais e tidos como sumamente importantes para o funcionamento mental. São eles:

Repressão

Formação reativa

Isolamento

Negação

Projeção

Identificação ou introjeção

Regressão

Sublimação

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Amor transferêncial – Psicanálise

Postado por Marilda Limberger - janeiro 21st, 2010

A demanda amorosa adquire uma importância fundamental na relação analítica. Ela é material básico para o tratamento, ao mesmo tempo que é resistência e obstáculo à análise. Aparece com essa “dupla função”, ao mesmo tempo, antagônica e complementar.

No texto “Observações sobre o amor transferencial” (1915), Freud, escreve sobre a situação específica em que uma paciente se enamora do médico que a está analisando. Freud alerta sobre a constância desse fenômeno na clínica e das dificuldades que isso pode significar: “Todo principiante em psicanálise, quando chega a ocasião, fica convencido de que as únicas dificuldades realmente sérias que tem de enfrentar residem no manejo da transferência” Ler Mais »

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Amor para as diversas tradições

Postado por Marilda Limberger - janeiro 18th, 2010

Amor para as diversas tradições

Assim como são diferentes as cores de um arco-íris, a primeira cor que nos revela o budismo é que o amor pode ser ua compaixão. Um estado de consciência não fixado sobre um objeto particular. Sob todas as circunstâncias o importante é permanecer capaz de amar.

A arte de amar no budismo será um trabalho a realizar em nossos pensamentos, em nossas projeções e em nossas ilusões. Será necessário deixar emergir este amor feito de calma, um amor não apenas de pulsão e de carência mas de uma plenitude de paz. Desenvolver o que poderíamos chamar um a priori de benvolência. Reencontrar nossa bondade natural. “Desfranzir-nos”, transformar as garras de nossas mãos em carícias.

Os chineses poderiam nos ajudar a desenvolver o sentido da harmonia, passando do contrário ao complementar. Em vez de ver o outro, o que ele pensa ou diz, como qualquer coisa oposta a nós, vê-lo como complementar, como um ponto de vista que vem enriquecer nosso ponto de vista. Isso, em verdade, requer maturidade, não ter medo da diferença. A diferença enriquece a minha visão de mundo. Em um campo não há flores apenas de uma só cor e as diferentes cores nos permitem fazer um belo ramalhete. Harmonizar sua cor, seu pensamento, seu ponto de vista, com outra cor, com outro pensamento, com outro ponto de vista, é também amor.

A Índia poderia nos ensinar a desenvolver em nós o sentido do sagrado que existe em cada coisa. Amar a sabedoria do feminino na mulher, amar a sabedoria do masculino no homem, amar a presença do Criador na criatura, amar o oceano em todas as ondas. Esta atitude poderia dar profundidade a nossos atos de amor. Quando tocar alguém, não tocar apenas um corpo, mas tocar um ser humano, um sopro cósmico, porque a Grande Vida está presente neste rosto que me olha. Quero, neste caso, reconhecer a persença divina no outro. Como no budismo, a arte de amar na Ìndia é a arte da meditação, a arte da atenção e da visão profunda.

A Grécia pode também nos ensinar a amar. Aceitar que só conhecerei a mim mesmo através do outro. Meu modo de amar e de reagir ao outro me revela a mim mesmo. O outro é, também, meu espelho. Não há verdadeiro conhecimento de si mesmo que não passe pelo outro. Assim, antes de querer se doar é preciso ter-se encontrado. Antes de ir além do Ego é preciso ter um.

Quando digo que amo alguém o que é que eu amo, oque é que ama em mim? Freqüentemenete são nossos inconscientes que se encontram. Muitas vezes ocorre o casamento de dois inconscientes. Para tornar-se sujeito há um longo caminho a percorrer. Como diz o poeta Rilke, o amor é constituído por “duas humanidades que sse inclinam uma diante da outra”.

A arte de amar no judaísmo nos traz a consciência de que nossos amores humanos são uma participação no ato criador de Deus. Lembra-nos que o outro não é apenas um meio de conhecimento de nós mesmos. O outro é a revelação de uma transcendência. A tradição judaica adiciona o respeito ao amor. Nem idolatria nem desprezo, porque temos sempre tendência a um dos dois ou amobs. Mas um caminho do meio, pois o respeito é uma dimensão muito nobre do amor e é o que dá nascimento à Ética.

Para Kant, a Ética consciste em nunca fazer do outro um meio. O outro não deve ser, jamais, um meio que eu possa utilizar para chegar a um fim. Ele é um fim em si mesmo, e’um sujeito, não é um objeto. Portanto, nesta tradição, a arte de amar é, realmente, um sentido do outro enquanto sujeito. É também uma lembrança de que a sociedade que podemos construir não será uma bela máquina cujas molas estarão sempre perfeitamente lubrificadas, mas uma assembléia de pessoas que, sem cessar, estarão aprendendo a amar.

O cristianismo nos convida a esta liberdade que se encontra na paralavra Ágape, o amor na superabundância, o amor de grauidade. Mas antes de conhecer este tipo de amor, existirão em nossos amores necesidades, solicitações, desejos, sempre com uma orientação em direção a uma maior autonomia e uma maior liberdade. Uma liberdade de amar o outro em sua diferença, de amar o divino no outro, de amar o outro como a mim emsmo, reconhecendo-me nele.

O amor do Si, o amor a Si e o amor do outro não estão separados. As diferentes tradições insistem mais em um ponto que em outro e cabe-nos fazer a síntese, alargar nossa paleta de cores do amor. Não podemos negigenciar nenhuma cor, nem o instinto nem o êxtase, nem o céu nem a terra. Unir não quer dizer misturar. Distinguir não quer dizer separar.

Cristo diz: “Você amará!” Esta palavra não é uma ordem, não é um mandamento no sentido habitual do termo, é uma espernaça. É um devir. Hoje você não ama, você ama mal ou ama apenas uma parte de si mesmo. Tavlez um dia e dia após dia você amará com todo o seu coração, com todo seu espírito e com todas as suas forças.

Todas as culturas, todas estas tradições, enriquecem nossa visão do amor. Amar é tudo isso junto. Sem cessar temos que alargar nossa paleta de cores a fim de chegar ao conhecimento do arco-íris, em um longo caminho. E podemos desejar uns aos outros uma boa viagem, lembrando-nos que, se devemos morrer um dia, não morreremos sem ter vivido e, se quisermos, não morreremos sem ter amado.

Extraído de:
O Cântico dos Cânticos
Uma Arte de Amar para os Nossos tempos de Jean-Yves Leloup
pag.:29 a 31

Dicas de como anotar seus sonhos

Postado por Marilda Limberger - janeiro 12th, 2010

Dicas de como anotar  seus sonhos:

  • Tenha sempre ao lado da sua cama um bloco de notas ou um gravador  para registrar  o seu sonho - escreva, desenhe ou grave tudo o que lembrar de seu sonho, faça o registro  calmamente sem se preucupar com a lógica, vá lembrando e escrevendo ou gravando de acordo com as lembranças que forem surgindo. Evite acender a luz  do teto do quarto, prefira acender a luz de um abajur ou lanterna.
  • Tenha um diário de sonhos, transfira as anotações do bloco de notas para o caderno assim que possivel, anote todos os detalhes do sonhos e que emoções sentiu, defina qual foi o ponto central do sonho( o que mais chamou atenção).
  • Dê um título para o sonho, ele vai dizer muito sobre o seu estado emocional.
  • Anote também o que vc. fez e o que sentiu no dia anterior, tente fazer uma ligação entre as emoções que sentiu durante o dia ou dias anteriores ao sonho. Veja se vc. quer lembrar das imagens ou elas lhe causam  constrangimento? Porque?
  • Pense nas personagens que apareceram  e dê um significado para cada um deles. Geralmente as personagens representam partes da psique do sonhador. Observe se apareceu alguma imagem mítica(arquétipo).
  • O  sonho é uma ferramenta  e uma experiência muito importante para o desvendar  o aculto em nós .
  • Antes de dormir peça para si-mesmo que ao acordar lembre o que sonhou.
  • Uma das funções dos sonhos é  provocar um encontro  entre a racionalidade do pensamento verbal com  a liberdade do pensamento em imagens e símbolos.

O sonho é a realização de um desejo:

“…Quando, após passarmos por um estreito desfiladeiro, de repente emergimos num trecho de terreno elevado, onde o caminho se divide e as mais belas paisagens se desdobram por todos os lados, podemos parar por um momento e considerar em que direção deveremos começar a orientar nossos passos. É esse o nosso caso, agora que ultrapassamos a primeira interpretação de um sonho. Encontramo-nos em plena luz de uma súbita descoberta. Não se devem assemelhar os sonhos aos sons desregulados que saem de um instrumento musical atingido pelo golpe de alguma força externa, e não tocado pela mão de um instrumentista (cf. págs. 98-9); eles não são destituídos de sentido, não são absurdos; não implicam que uma parcela da nossa reserva de representações esteja adormecida enquanto outra começa a despertar. Pelo contrário, são fenômenos psíquicos de inteira validade, realizações de desejos; podem ser inseridos na cadeia dos atos mentais inteligíveis de vigília; são produzidos por uma atividade mental altamente complexa…”

FREUD, Sigmund. A Interpretação dos Sonhos. Volumes 1 e 2. São Paulo: Círculo do Livro. Tradução de Walderedo Ismael de Oliveira e revisão de Vera Ribeiro.

“Dentro de cada um de nós há um outro que não conhecemos. Ele fala conosco por meio dos sonhos.”(Carl Jung)

Tenha bons sonhos,
Marilda Limberger

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Psicanálise: Fases psicossexuais – Freud

Postado por Marilda Limberger - janeiro 12th, 2010

Sigmund Freud (criador da abordagem), concebeu  uma teoria sobre o desenvolvimento infantil, fases psicossexuais:

Período pré-genital, pré-fálico ou infantil.

  1. Fase oral.
  2. Fase anal.
  3. Erotismo uretral.
  4. Fase fálica .

a) A angústia de castração nos meninos.

b) A inveja do pênis nas meninas.

Período Intermediário.

Fase Edipiana.

  1. Fase de latência.
  2. Fase de maturação psicossexual ou puberdade.
  3. Fase adolescência final e adulto jovem.
  4. A sexualidade do idoso.

Marilda limberger

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Gayatri mantra – essência dos vedas

Postado por Marilda Limberger - janeiro 11th, 2010

Om Bhur Bhuva Swaha,

Tat Savitur Varenyam,

Bhargo Devasya Dheemahi,

Dhiyo Yo Nah Prachodayat.

Om Shanthi Shanthi Shanthi.

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Outras formas clínicas da depressão – Ciclotimia

Postado por Marilda Limberger - janeiro 11th, 2010

Ciclotimia

Consiste numa instabilidade do humor, envolvendo numerosos períodos de depressão e elações leves.

Essa instabilidade usualmente se desenvolve no início da vida adulta e segue um curso crônico, embora às vezes o humor possa ser normal e estável por meses. As oscilações de humor são usualmente percebidas pelo indivíduo como relacionadas com eventos da vida. Como as oscilações de humor são relativamente leves e os períodos de elevação do humor podem ser agradáveis, a ciclotimia freqüentemente foge  à atenção médica. Kraepelin foi o primeiro a fazer a descrição desse caso considerando a ciclotimia como uma forma de temperamente ou flutuações do estado psíquico, impressão que perdurou até 1980 sendo modificado com o DSM III.

Na CID.10 existe a classificação de Transtornos Persistentes do Humor, onde se inclui a Ciclotimia e a Distimia. São transtornos ditos persistentes porque dizem respeito a determinados tipos (traços) de personalidade, com características que persistem por anos e, por vezes, durante a maior parte da vida adulta do paciente, podendo levar à sofrimento e à incapacidade. Em certos casos, episódios maníacos ou depressivos recorrentes ou isolados podem se superpor a um transtorno afetivo persistente.

Na Ciclotimia há instabilidade persistente do humor que comporta numerosos períodos de depressão ou de leve exaltação, porém, como dissemos, não suficientementes graves ou prolongados para ser considerados como Transtorno Afetivo Bipolar ou mesmo um Transtorno Depressivo Recorrente . Esse tipo ciclotímico de transtorno se encontra, freqüentemente, em familiares de pacientes que apresentam um transtorno afetivo bipolar. Algumas pessoas ciclotímicas apresentarão elas próprias ulteriormente um transtorno afetivo bipolar.

O CID.10 recomenda que a Ciclotimia seja sinônimo de Personalidade Ciclóide, Personalidade Ciclotímica ou de Transtorno Afetivo da Personalidade. Da mesma forma, o DSM.IV considera a característica essencial do Transtorno Ciclotímico, uma perturbação crônica e flutuante do humor, envolvendo numerosos períodos de sintomas hipomaníacos (de euforia) e numerosos períodos de sintomas depressivos.

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Depressão – sintomas e sinais

Postado por Marilda Limberger - janeiro 10th, 2010

A depressão é um distúrbio mental decorrente de um conflito interno e de uma alteração bioquímica.

O conflito interno pode ser desencadeado por vários fatores: psíquicos, orgânicos e sociais. A intensidade do conflito interno e sua durabilidade determinarão a gravidade da depressão, assim como o rompimento que o indivíduo terá com sua realidade interna e externa pode variar de forma e intensidade.

Tipos de depressão:

  • Depressão leve: É aquela  em  que pessoas que estão com depressão, conseguem trabalhar, estudar enfim ter uma rotina de vida “orientada”, mesmo com um certo comprometimento de sua coerência psíquica e socio-histórica.
  • Depressão moderada: É aquela em que as pessoas têm maiores dificuldades em suportar a pressão e apresentam maiores comprometimentos no rendimento de sua produção e na clareza de sua percepção.
  • Depressão grave: Em que as pessoas rompem mais nitidadamente com tudo e com todos e se isolam em seus tenebrosos calvários, podendo chegar até a morte, que seria o rompimento mais severo e definitivo com sua realidade interna e externa. O deprimido geralmente perde o interesse por atividades até então preferidas. Sua vida externa e interna ficam sem sentido e sem valor, o sentimento de tristeza toma conta de seu dia-dia. O deprimido deixa de gostar de si e de tudo que se refere a si mesmo.  As coisas boas ficam distantes de si e as coisas ruins impregnadas em si mesmo. O deprimido se isola em seu  mundo interno repleto de angústias, culpas, medos e sofrimentos. A percepção do mundo externo fica opaca, cinzenta e distorcida. Alguns entram em desespero, outros caem na apatia total e a maioria tem pensamentos predominantemente voltados à morte. Concomitantemente com os conflitos internos(desequilíbrio psíquico), poderá se notar, também a presença de uma alteração bioquímica no cérebro, envolvendo os neurotransmissores(desequilíbrio orgânico).
  • Os principais neurotransmissores são serotonina, noradrenalina e dopamina que, entre outras funções, influenciam as emoções e o humor. É verificada, na maioria dos casos de depressão, uma diminuição dessas substâncias nas transmissões sinápticas.

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