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	<title>Blog do Psique.org &#187; psicanálise</title>
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	<description>Psicanálise - Terapias - Grupos</description>
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		<title>Psicologia, Psiquiatria, Psicopedagogia, Psicoterapia, Modelos Psicoterápicos</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Jan 2010 17:56:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilda Limberger</dc:creator>
				<category><![CDATA[psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[Terapias]]></category>

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		<description><![CDATA[Psicologia: disciplina que visa o conhecimento das atividades mentais e dos comportamentos em função do meio. Psiquiatria: Ramo da medicina dedicado ao estudo e tratamento das doenças e distúrbios mentais. Psicopedagogia:  é uma área interdisciplinar fundamentada em conteúdos psicológicos e &#8230; <a href="http://psique.org/archives/298">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><p><a href="http://psique.org/wp-content/uploads/2010/01/amizade.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-299" title="amizade" src="http://psique.org/wp-content/uploads/2010/01/amizade.jpg" alt="" width="118" height="109" /></a><br />
Psicologia: disciplina que visa o conhecimento das atividades mentais e dos comportamentos em função do meio.</p>
<p>Psiquiatria: Ramo da medicina dedicado ao estudo e tratamento das doenças e distúrbios mentais.</p>
<p>Psicopedagogia:  é uma área interdisciplinar fundamentada em conteúdos psicológicos e pedagógicos, bem como em contribuições da fonoaudiologia, lingüística, neurologia, dentre outros campos específicos de conhecimento (Bossa, 2000).Conjunto de métodos fundamentado sobre aspectos psicológicos do desenvolvimento infantil, com enfoque nos distúrbios de aprendizagem.<br />
Psicoterapia: Conjunto de técnicas psicológicas que visam corrigir os distúrbios resultantes de um conflito psíquico.</p>
<p>Modelos psicoterápicos:<br />
Psicoterapia de apoio<br />
Ludoterapia<br />
psicodrama<br />
Terapia cognitivo-comportamental<br />
psicoterapia de orientação analítica<br />
Psicanálise</p>
<p>Marilda Limberger</p>
<div class="shr-publisher-298"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic --><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><div class='shareaholic-like-buttonset' style='float:none;height:30px;'><a class='shareaholic-fblike' data-shr_layout='button_count' data-shr_showfaces='false' data-shr_href='http%3A%2F%2Fpsique.org%2Farchives%2F298' data-shr_title='Psicologia%2C+Psiquiatria%2C+Psicopedagogia%2C+Psicoterapia%2C+Modelos+Psicoter%C3%A1picos'></a><a class='shareaholic-fbsend' data-shr_href='http%3A%2F%2Fpsique.org%2Farchives%2F298'></a><a class='shareaholic-googleplusone' data-shr_size='medium' data-shr_count='true' data-shr_href='http%3A%2F%2Fpsique.org%2Farchives%2F298' data-shr_title='Psicologia%2C+Psiquiatria%2C+Psicopedagogia%2C+Psicoterapia%2C+Modelos+Psicoter%C3%A1picos'></a></div><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic -->]]></content:encoded>
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		<title>Mecanismos de defesa</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Jan 2010 12:15:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilda Limberger</dc:creator>
				<category><![CDATA[psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[freud]]></category>

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		<description><![CDATA[O inconsciente está o tempo todo esforçando-se para proteger a mente consciente dos efeitos deletérios de certas emoções consideradas como prejudiciais, tais como a culpa ou a inveja. Isto é feito através do que Anna Freud, em 1936, chamou de &#8230; <a href="http://psique.org/archives/290">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><p><span style="font-size: small;"><a href="http://psique.org/wp-content/uploads/2010/01/freupsique4.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-291" title="freupsique4" src="http://psique.org/wp-content/uploads/2010/01/freupsique4.jpg" alt="" width="144" height="258" /></a>O inconsciente está o tempo todo esforçando-se para proteger a mente consciente dos efeitos deletérios de certas emoções consideradas como prejudiciais, tais como a culpa ou a inveja. Isto é feito através do que Anna Freud, em 1936, chamou de “mecanismos de defesa” em seu livro </span><em><span style="font-size: small;">The Ego and the Mechanisms of Defense.</span></em></p>
<p><span style="font-size: small;">No meio psicanalítico, qualquer lista de mecanismos de defesa será sempre considerada incompleta e sujeita a críticas, uma vez que existem diferenças de opinião entre os profissionais da área a respeito deste assunto, a seguir alguns dos mecanismos de defesa geralmente reconhecidos como tais e tidos como sumamente importantes para o funcionamento mental. São eles:</span></p>
<p><span style="font-size: small;"> </span></p>
<p><span style="font-size: small;">•</span> <span style="font-size: small;">Repressão</span></p>
<p><span style="font-size: small;">•</span> <span style="font-size: small;">Formação reativa</span></p>
<p><span style="font-size: small;">•</span> <span style="font-size: small;">Isolamento</span></p>
<p><span style="font-size: small;">•</span> <span style="font-size: small;">Negação</span></p>
<p><span style="font-size: small;">•</span> <span style="font-size: small;">Projeção</span></p>
<p><span style="font-size: small;">•</span> <span style="font-size: small;">Identificação ou introjeção</span></p>
<p><span style="font-size: small;">•</span> <span style="font-size: small;">Regressão</span></p>
<p><span style="font-size: small;">•</span> <span style="font-size: small;">Sublimação</span></p>
<p><span style="font-size: small;"><span id="more-290"></span><br />
</span></p>
<p><strong><span style="font-size: medium;">Formação reativa</span></strong></p>
<p><span style="font-size: small;"> </span></p>
<p><span style="font-size: small;">A formação reativa é um mecanismo por meio do qual uma de duas atitudes ambivalentes torna-se inconsciente, permanecendo a outra, de forma acentuada, por ser mais aceitável socialmente.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Por exemplo, a formação reativa faz parecer que o ódio tenha sido substituído pelo amor, ou que a crueldade tenha sido substituída pela gentileza, o prazer da sujeira pelo cuidado com limpeza, a obstinação pela submissão, a promiscuidade pela moralidade, e assim por diante.</span></p>
<p><span style="font-size: small;"> </span></p>
<p><span style="font-size: small;">Mas o inverso também pode ocorrer: o ódio pode ser uma formação reativa contra o amor, a obstinação contra a submissão, etc. O que vai determinar a natureza exata deste mecanismo de defesa em cada caso particular é o que exatamente, é representado como perigo pelo inconsciente do indivíduo, o que ele teme, e portanto a que, especificamente, reage como o sinal de ansiedade. Se ele teme odiar, ou teme os impulsos associados ao ódio, então reagirá com uma exacerbação ao amor. Se é o amor que ele teme, então a reação será inversa. Por exemplo, uma pessoa pode </span><span style="font-size: small;">demonstrar grande ternura e afeto pelos seres humanos ou pelos animais e isto não passar de uma formação reativa necessária para controlar e conservar inconscientes impulsos agressivos, sem o que poderia tornar-se extremamente sádico e cruel contra os mesmos. Por outro lado, uma pessoa pode desenvolver sentimentos e atitudes de ódio e repulsa por alguém a quem inconscientemente ama e deseja. Isto pode ocorrer, por exemplo, no caso de um “amor impossível”.</span></p>
<p><span style="font-size: small;"> </span></p>
<p><span style="font-size: small;">Uma das vantagensde termos informações sobre este mecanismo de defesa é que sempre que observamos uma atitude exagerada, podemos indagar se isso não será uma hipérbole defensiva contra o seu – desejado – oposto. Quando depararmos certos religiosos excessivamente moralistas, puritanos, podemos muito bem imaginar quais não seriam as maquinações inconscientes contra o que eles precisam reagir. Podia muito bem ser sobre isto que Jesus falava certa vez aos fariseus:</span></p>
<p><em><span style="font-size: small;">“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos e de toda imundícia. Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e de iniquidade”</span></em></p>
<p><strong><span style="font-size: medium;"> </span></strong></p>
<p><strong><span style="font-size: medium;">Isolamento</span></strong></p>
<p><strong><span style="font-size: medium;"> </span></strong></p>
<p><span style="font-size: small;">O termo</span><em><span style="font-size: small;"> isolamento</span></em><span style="font-size: small;"> tem sido empregado na literatura psicanalítica para designar dois mecanismos de defesa, geralmente característicos de pacientes portadores de neurose obsessiva. Freud originalmente o chamou de </span><em><span style="font-size: small;">isolamento de sentimento.</span></em><span style="font-size: small;"> Ele ocorre quando uma pessoa recorda um acontecimento importante sem sentir a emoção correspondente. Atualmente, designamos tal estado pelo nome de </span><em><span style="font-size: small;">dissociação,</span></em><span style="font-size: small;"> ou seja, a pessoa está desagregada, separada de si mesma, de sua emoção. O processo de isolamento do sentimento, obviamente começa por barrar da consciência as emoções indesejadas, atuando no interesse daquilo a que Freud chamou de princípio do prazer geralmente não vai além disso. Entretanto, em alguns indivíduos pouco afortunados o isolamento atinge dimensão tal que dá origem à já citada alexitimia.</span></p>
<p><span style="font-size: small;"> </span></p>
<p><span style="font-size: small;">Há outro significado de isolamento ( no alemão usado por Freud, ungeschehenmachen, literalmente: “tornando não acontecido”). No dizer do próprio criador da psicanálise: “Quando algo desagradável aconteceu ao paciente ou quando ele próprio fez algo que tem um significado para sua neurose, ele interpola um intervalo durante o qual nada mais deve acontecer – durante o qual não deve perceber nem fazer nada” ( Inibições, Sintomas e Ansiedade). Este é o isolamento propriamente dito. O pensamento ligado a esse fato desagradável é inconscientemente isolado, perdendo qualquer conexão associativa na mente, a qual reduz ou elimina a possibilidade de sua reintrodução no consciente, onde causaria uma noxa (um dano) representada como extremamente desagradável.</span></p>
<p><span style="font-size: small;"> </span></p>
<p><strong><span style="font-size: medium;">Negação</span></strong></p>
<p><strong><span style="font-size: medium;"> </span></strong></p>
<p><span style="font-size: small;">A negação é um mecanismo que tem como finalidade desmentir uma parte da realidade externa desagradável ou indesejável, quer através de uma fantasia de satisfação de desejos, quer através do comportamento. Ocorre um bloqueio de certas impressões sensoriais do mundo externo com o fim de barrar totalmente seu acesso à consciência ou pelo menos fazer com que se lhes preste uma atenção diminuta o suficiente para, desta forma, minimizar consideravelmente as consequências dolorosas de sua presença. É o caso da pessoa que se declara apaixonada por outra e, dias depois tendo avaliado inconscientemente as consequências danosas que aquele amor poderia lhe trazer, afirma não ter feito aquela declaração, ou não com aquela intenção declarada, ou não ter certeza se sentia realmente aquela paixão. Um outro exemplo é o da criança que vive a fantasia de competir sempre com o pai e vencer e então gaba-se de ser mais forte ou mais apto que o pai. Sua mórbida motivação neste caso é o medo do pai e o que a criança nega é seu próprio tamanho e sua fraqueza. Esta fantasia produz a gratificação do desejo de ser fisicamente superior ao pai.</span></p>
<p><span style="font-size: small;"> </span></p>
<p><strong><span style="font-size: medium;">Projeção</span></strong></p>
<p><strong><span style="font-size: medium;"> </span></strong></p>
<p><span style="font-size: small;">A projeção é um mecanismo de defesa que faz com que uma pessoa atribua um desejo ou impulso seu a alguma outra pessoa, ou mesmo a algum objeto não pessoal do mundo externo. Certa vez, em São Paulo, atendi um homem de origem nipônica, que chegou até mim olhando para trás e para todos cantos do meu consultório e falando baixinho, pedindo segredo, me confidenciou estar sendo perseguido por agentes da Scotland Yard e da KGB, que queriam matá-lo. Era um caso típico de psicose paranóide, em que o paciente projetava seus próprios impulsos inaceitáveis. Mas a clínica tem demonstrado sobejamente que os vícios que atribuímos aos nossos inimigos, os preconceitos que manifestamos contra pessoas estranhas, contra os estrangeiros, contra os que têm a cor de pele diferente da nossa, e muitas de nossas superstições e crenças religiosas excêntricas são frequentemente produtos de projeções insconscientes de nossos próprios desejos e impulsos. A culpa de algo se translada para alguém ou algo distinto e assim encontrmos o trabalhador que atribui às ferramentas seu fracasso, o agressor que acusa sua vítima de ser agressivo, procurando justificar seu ato vil.</span></p>
<p>continua no  próximo posts</p>
<p><span style="font-size: small;">Marilda Limberger<br />
</span></p>
<div class="shr-publisher-290"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic --><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><div class='shareaholic-like-buttonset' style='float:none;height:30px;'><a class='shareaholic-fblike' data-shr_layout='button_count' data-shr_showfaces='false' data-shr_href='http%3A%2F%2Fpsique.org%2Farchives%2F290' data-shr_title='Mecanismos+de+defesa+'></a><a class='shareaholic-fbsend' data-shr_href='http%3A%2F%2Fpsique.org%2Farchives%2F290'></a><a class='shareaholic-googleplusone' data-shr_size='medium' data-shr_count='true' data-shr_href='http%3A%2F%2Fpsique.org%2Farchives%2F290' data-shr_title='Mecanismos+de+defesa+'></a></div><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic -->]]></content:encoded>
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		<title>Amor  transferêncial &#8211; Psicanálise</title>
		<link>http://psique.org/archives/284</link>
		<comments>http://psique.org/archives/284#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 21 Jan 2010 16:37:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilda Limberger</dc:creator>
				<category><![CDATA[psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[freud]]></category>

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		<description><![CDATA[A demanda amorosa adquire uma importância fundamental na relação analítica. Ela é material básico para o tratamento, ao mesmo tempo que é resistência e obstáculo à análise. Aparece com essa “dupla função”, ao mesmo tempo, antagônica e complementar. No texto &#8230; <a href="http://psique.org/archives/284">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;"><a href="http://psique.org/wp-content/uploads/2010/01/divã.jpe"><img class="alignleft size-full wp-image-285" title="divã" src="http://psique.org/wp-content/uploads/2010/01/divã.jpe" alt="" width="143" height="107" /></a>A demanda amorosa adquire uma importância fundamental na relação analítica. Ela é material básico para o tratamento, ao mesmo tempo que é resistência e obstáculo à análise. Aparece com essa “dupla função”, ao mesmo tempo, antagônica e complementar. </span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">No texto “Observações sobre o amor transferencial” (1915), Freud, escreve sobre a situação específica em que uma paciente se enamora do médico que a está analisando. Freud alerta sobre a constância desse fenômeno na clínica e das dificuldades que isso pode significar:<em> “Todo principiante em psicanálise, quando chega a ocasião, fica convencido de que as únicas dificuldades realmente sérias que tem de enfrentar residem no manejo da transferência”<span id="more-284"></span></em></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">Do ponto de vista do paciente, segundo Freud, são duas as alternativas diante desse fato:</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">abandonar o tratamento psicanalítico ou aceitar enamorar-se do médico com um destino inelutável.</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">A situação parece se complicar quando esse enamoramento, passa a agir com resistência à análise.</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">Escreve Freud sobre a paciente, que por causa da “irrupção de uma apaixonada exigência de amor” fica sem possibilidade de compreensão interna (insight) e se mostra absorvida pelo seu amor.</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">Depois adverte que esta mudança ocorre muito regularmente quando se está aproximando de uma recordação aflitiva ou de algum fragmento reprimido na história da sua vida. A resistência começa a se utilizar do amor, que já estava colocado na situação analítica, a fim de atrapalhar a continuação do tratamento, desviando o interesse da paciente pelo trabalho e colocando o analista em posição incómoda.</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;"><em>O papel desempenhado pela resistência no amor transferencial é inquestionável e muito considerável, entretanto, não é a resistência que provoca esse amor; encontra-o ponto e faz uso dele e agrava suas manifestações, escreve Freud.</em></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">Não há dúvidas que o amor que o paciente dedica ao analista seja amor “genuíno”; embora ele seja característico na transferência, pois é intensificado, provocado pela situação analítica, e não leva tanto em conta a realidade.</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">No entanto, estas características podem ser pensadas como próprias do apaixonamento.</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">Sentimentos muito poderosos porque derivam do reprimido, de fantasias inconscientes, próprias da sexualidade infantil. Freud, então aponta que não é isso o mais importante na transferência analítica.</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;">“<span style="font-size: small;"><em>É verdade que o amor consiste em novas adições de antigas características e que ele repete reações infantis. Mas este é o caráter essencial de todo estado amoroso. Não existe estado deste tipo que não se reproduza com protótipos infantis. É precisamente desta determinação infantil que ele recebe seu caráter compulsivo, beirando, como o faz, o patalógico. O amor transferencial possui talvez um grau menor de liberdade do que o amor que aparece na vida comum e é chamado normal; ele exibe sua dependência do padrão infantil mais claramente e é menos adaptável e capaz de modificação; mas isso é tudo, e não o que é essencial”<br />
</em></span></span></p>
<p>???</p>
<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">Freud aconselha o analista a não Instigar a paciente a suprimir, renunciar ou sublimar seus instintos, no momento em que ela admite a transferência erótica, pois não seria uma maneira analítica de lidar com os mesmos.</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">Propõe uma curiosa analogia: <em>“Seria exatamente como se, após invocar um espírito dos infernos, devêssemos mandá-lo de volta para baixo, sem lhe fazer uma única pergunta. Ter-se-ia trazido o reprimido à consciência, apenas para reprimi-lo mais uma vez, um susto”<br />
</em></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;"><em>Como princípio fundamental o analista deve permitir que a necessidade e o anseio da paciente persistam, de modo a poderem servir forças para o trabalho e para efetuar mudanças, propõe Freud no texto.</em></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">Entretanto, o analista não deve responder aos avanços do paciente, retribuindo-os: “ela teria alcançado sucesso naquilo por que todos os pacientes lutam na análise – teria tido êxito em atuar (acting out), em repetir na vida real o que deveria apenas ter lembrado, reproduzido como material psíquico e mantido dentro da esfera dos eventos psíquicos”<br />
</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">Não se trata de recusar a demanda de amor do paciente, não é isso que está mais em questão. Por outro lado, o analista não deve responder a essa demanda de amor. </span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">O próprio Freud mostra o caminho: <em>“O analista deve seguir um caminho para o qual não existe modelo na vida real”. </em>Não se trata exatamente de receber o amor do paciente na análise como algo irreal, mas de remetê-lo às suas origens inconscientes. Assim, a <em>“sinceridade do analista”, é condição para possibilitar ao paciente “sentir-se seguro o bastante para permitir que todas as suas precondições para amar, todas as fantasias que surgem de seus desejos sexuais, todas as características pormenorizadas de seu estado amoroso venham à luz. Ela própria abrirá caminho para as raízes infantis do seu amor.”<br />
</em></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;"><em>referências:</em></span></span></p>
<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">- Fédida, Pierre. &#8216;Amor e Morte na Transferência&#8217;; Clínica Psicanalítica; Ed. Escuta; SP, 1988.</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">Freud, Sigmund. Edição Brasileira das Obras Psicológicas Completas; RJ, imago, 1996:</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">- “Delírios e sonhos na Gradiva de Jensen” (1907);</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">- “A dinâmica da transferência” (1912);</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">- “Observação sobre o amor transferencial” (1915);</span></span></p>
<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 		A:link { so-language: zxx } 		A:visited { so-language: zxx } --></p>
<div class="shr-publisher-284"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic --><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><div class='shareaholic-like-buttonset' style='float:none;height:30px;'><a class='shareaholic-fblike' data-shr_layout='button_count' data-shr_showfaces='false' data-shr_href='http%3A%2F%2Fpsique.org%2Farchives%2F284' data-shr_title='Amor++transfer%C3%AAncial+-+Psican%C3%A1lise+'></a><a class='shareaholic-fbsend' data-shr_href='http%3A%2F%2Fpsique.org%2Farchives%2F284'></a><a class='shareaholic-googleplusone' data-shr_size='medium' data-shr_count='true' data-shr_href='http%3A%2F%2Fpsique.org%2Farchives%2F284' data-shr_title='Amor++transfer%C3%AAncial+-+Psican%C3%A1lise+'></a></div><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic -->]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Sonho &#8211; terra sem lei</title>
		<link>http://psique.org/archives/157</link>
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		<pubDate>Tue, 05 Jan 2010 01:51:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilda Limberger</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[Sonhos]]></category>

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		<description><![CDATA[Para Freud  o sonho é o caminho que leva ao inconsciente &#8221; via regia&#8221;. Com certeza este caminho o levou para o seu próprio inconsciente e para suas neuroses nos explicando o caminho .  Estudou por muito tempo os sonhos &#8230; <a href="http://psique.org/archives/157">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><p>Para Freud  o sonho é o caminho que leva ao inconsciente &#8221; via regia&#8221;. Com certeza este caminho o levou para o seu próprio inconsciente e para suas neuroses nos explicando o caminho .  Estudou por muito tempo os sonhos de seus pacientes e seus próprios sonhos até publicar<em> <span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;"><em> Interpretação dos Sonhos.</em></span></em></p>
<div id="attachment_158" class="wp-caption alignleft" style="width: 210px"><span><a href="http://psique.org/wp-content/uploads/2010/01/sigmund_freud.jpg"><img class="size-full wp-image-158" title="Sigmund Freud" src="http://psique.org/wp-content/uploads/2010/01/sigmund_freud.jpg" alt="Sigmund Freud" width="200" height="230" /></a></span><p class="wp-caption-text">Sigmund Freud</p></div>
<p>Freud dizia  que &#8220;<em>O sonho é a realização de um desejo</em>&#8220;.  Desejo que pode ser ou não consciente na nossa vida diária ou que talvez não o aceitamos .  Quando se trata de um desejo não aceitável preferimos esquecer, este esquecimento  será chamado de recalque (mecanismo de recalque), o desejo que foi deixado de lado e esquecido vai produzir efeitos (sintomas). Um destes efeitos são os sonhos.</p>
<p>A terra dos sonhos é sem lei, sem lógica, Freud dizia que os sonhos seguem sua própria lógica e que não é a lógica do dia-a-dia. O inconsciente têm suas próprias regras e leis.</p>
<p>Para interpretar um sonho devemos &#8220;conhecer&#8221; o sonhador, porque o que têm significado para uma pessoa não terá o mesmo signicado para outra. Devemos perguntar também pelo sentimento. O que o sonhador sentiu durante o sonho (que sentimenos evocou)? E após? O que o sonho fez recordar ? </p>
<p>Por hoje é só.</p>
<p>Marilda Limberger</p>
<div class="shr-publisher-157"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic --><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><div class='shareaholic-like-buttonset' style='float:none;height:30px;'><a class='shareaholic-fblike' data-shr_layout='button_count' data-shr_showfaces='false' data-shr_href='http%3A%2F%2Fpsique.org%2Farchives%2F157' data-shr_title='Sonho+-+terra+sem+lei'></a><a class='shareaholic-fbsend' data-shr_href='http%3A%2F%2Fpsique.org%2Farchives%2F157'></a><a class='shareaholic-googleplusone' data-shr_size='medium' data-shr_count='true' data-shr_href='http%3A%2F%2Fpsique.org%2Farchives%2F157' data-shr_title='Sonho+-+terra+sem+lei'></a></div><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic -->]]></content:encoded>
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		<title>O que são ? E para que servem?</title>
		<link>http://psique.org/archives/111</link>
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		<pubDate>Thu, 31 Dec 2009 15:46:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilda Limberger</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise Junguiana]]></category>
		<category><![CDATA[psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[Terapia Floral]]></category>

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		<description><![CDATA[Resumidamente o que é psicanálise, análise Junguiana (psicologia analítica) e terapia floral <a href="http://psique.org/archives/111">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><p><strong>PSICANÁLISE </strong> é um método de investigação dos processos psíquicos e um método de tratamento dos distúrbios psíquico-emocionais. Criado pelo Neurologista austríaco Sigmund Freud. Caracteriza-se por uma visão dinâmica de todos os aspectos da vida mental, conscientes ou inconscientes, salientando no entanto o papel destes últimos.A psicanálise é a união entre a pesquisa e o tratamento, é impossivel tratar sem aprender alguma coisa nova, todo esclarecimento leva a libertação psíquica. As técnicas de investigação e tratamento, caraterísticas da psicanálise consistem na observação das expressões de associacões livres, sonhos e de fatos de transferência emocional. Já se demonstrou que, depois de alguns anos de sessões, a psicanálise é capaz de alterar a química cerebral, assim como os remédios.<br />
<strong> </strong></p>
<p><strong>ANÁLISE JUNGUIANA </strong>também chamada psicologia analítica, tem como referencial a obra do psiquiatra Carl Gustav Jung. Foi desenvolvida com base nos estudos de Freud e no amplo conhecimento que Jung tinha da tradição psicológica contida na alquimia e na mitologia. Ela parte do pressuposto de que a psique é formada por uma parte consciente e outra inconsciente e introduz o conceito de que o inconsciente se apresenta sob dois aspectos, um pessoal e outro coletivo. O processo terapêutico têm a finalidade de promover a harmonização entre essas instâncias(pessoais e coletivas), através da reflexão sobre as manifestações psíquicas, como emoções, idéias e sonhos (que Jung chamou de símbolos). O processo permite ao indivíduo exercer melhor suas potencialidades. O foco do processo analítico é a demanda de cada indivíduo. É indicada em diferentes contextos, seja como tratamento em várias situações psicológicas , seja como um processo de autoconhecimento profundo. Jung via a psique como positiva e negativa, um repositório não só das memórias e das pulsões reprimidas, mas também uma instância da dinâmica da divindade.<br />
<strong> </strong></p>
<p><strong>TERAPIA FLORAL </strong>as essências florais e seu poder de cura foram descobertas por um médico inglês chamado Edward Bach que pesquisou a natureza curativa das florais.Bach dizia que a doença é a cristalização de uma atitude mental e que basta tratar esta atitude para que a enfermidade cesse.Deve-se tratar a personalidade do paciente e não a doença.As essências herbais são utilizadas como instrumento de harmonização das forças da natureza em cumunhão com o organismo humano, levando as pessoas ao completo equilíbrio mental, emocional e espiritual. As essências florais protegem o corpo energético, equilibrando harmonizando.Os Florais de Bach são 38 essências extraídas de flores silvestres do País de Gales, na Grã Bretanha.</p>
<p>O composto floral é preparado com água mineral, essência floral e conhaque como conservante.&#8221;</p>
<p><em>Cada Técnica tem seus próprios objetivos e pretensões e as pessoas reagem de modo diferente e particular a tratamentos diferentes. Algumas podem não ter efeito comprovado, mas ainda assim, fazer bem &#8211; por exemplo- ao reduzir o estresse e ansiedade. E a ciência sabe que reduzir o estresse e a ansiedade é bom para saúde, aliando-se ao postulado pela Organização mundial de saúde,OMS, que vê a saúde como um estado de bem-estar biopsicossocial e ambiental. A psicanálise aliada a outras técnicas psicoterápicas atua de maneira eficiente na reorganização do EU, trazendo a saúde psico-emocinal de volta, é uma maneira eficiente para que as pessoas solucionem ou amenizem seus sofrimentos fisico-emocionais.</em></p>
<p>Marilda Nunes dos Santos Limberger &#8211; Brasília (DF)</p>
<p>Psicanálise/Análise Junguiana</p>
<p>Fones: (61)81162668 – (61)33529815</p>
<p><a href="mailto:mar@psique.org" target="_blank">mar@psique.org</a></p>
<div class="shr-publisher-111"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic --><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><div class='shareaholic-like-buttonset' style='float:none;height:30px;'><a class='shareaholic-fblike' data-shr_layout='button_count' data-shr_showfaces='false' data-shr_href='http%3A%2F%2Fpsique.org%2Farchives%2F111' data-shr_title='O+que+s%C3%A3o+%3F+E+para+que+servem%3F'></a><a class='shareaholic-fbsend' data-shr_href='http%3A%2F%2Fpsique.org%2Farchives%2F111'></a><a class='shareaholic-googleplusone' data-shr_size='medium' data-shr_count='true' data-shr_href='http%3A%2F%2Fpsique.org%2Farchives%2F111' data-shr_title='O+que+s%C3%A3o+%3F+E+para+que+servem%3F'></a></div><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic -->]]></content:encoded>
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		<title>Mito Psiquê</title>
		<link>http://psique.org/archives/30</link>
		<comments>http://psique.org/archives/30#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 02 Sep 2009 00:28:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilda Limberger</dc:creator>
				<category><![CDATA[Deusas Gregas]]></category>
		<category><![CDATA[psicanálise]]></category>

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		<description><![CDATA[Este mito tem sido utilizado como metáfora para jarnada psicológica feminina por diversos analistas Junguianos. O mito fala de um amor confuso que passa por muitas provações mas que no final triunfa. <a href="http://psique.org/archives/30">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><p>Este mito tem sido utilizado como metáfora para jarnada psicológica feminina por diversos analistas Junguianos. O mito fala de um amor confuso que passa por muitas provações mas que no final triunfa.<br />
Vamos ao Mito:<br />
Psiquê palavra grega que significa alma (sendo comum de se encontrar representações de Psiquê com asas de borboleta).<br />
O mito de Psiquê é narrado no livro O Asno de Ouro de Apuleio, que a cita como uma bela mortal por quem Eros, o deus do amor se apaixonou. Tão bela que despertou a fúria de Afrodite, deusa da beleza e do amor, mãe de  Eros- pois os homens deixavam de freqüentar seus templos para adorar uma simples mortal.<br />
A deusa mandou seu filho atingir Psiquê com suas flechas, fazendo-a se apaixonar pelo ser mais monstruoso existente. Mas, ao contrário do esperado, Eros acaba se apaixonando pela moça &#8211; acredita-se que tenha sido espetado acidentalmente por uma de suas próprias setas.<br />
Com o próprio deus do Amor apaixonado por ela, suas setas não foram lançadas para ninguém. O tempo passava, Psiquê não gostara de ninguém, e nenhum de seus admiradores tornara-se seu pretendente.<br />
O rei, pai de Psiquê, cujo nome é desconhecido, preocupado com o fato de já ter casado duas de suas filhas, que nem de longe eram belas como Psiquê, quis saber a razão pela qual esta não conseguia encontrar um noivo. Consulta então o Oráculo de Delfos, que prevê, induzido por Eros, ser o destino de sua filha casar com um ente monstruoso.<br />
Após muito pranto, mas sem ousar contrariar a vontade de Apolo, a jovem Psiquê foi levada ao alto de um rochedo e deixada à própria sorte, até adormecer e ser conduzida pelo vento Zéfiro a um palácio magnifico, que daquele dia em diante seria seu.<br />
Lá chegando a linda princesa não encontrou ninguém, mas tudo era suntuoso e, quando sentiu fome, um lauto banquete estava servido. À noite, uma voz suave a chamava e, levada por ela, conheceu as delícias do Amor, nas mãos do próprio deus do amor&#8230;<br />
Os dias se passavam, e ela não se entediava, tantos prazeres tinha: acreditava estar casada com um monstro, pois Eros não lhe aparecia e, quando estavam juntos, usava sempre um capuz. Ele não podia revelar sua identidade pois, assim, sua mãe {Vênus, que é o nome de Afrodite na mitologia romana) descobriria que não cumprira suas ordens &#8211; e apesar disto, Psiquê amava o esposo, que a fizera prometer-lhe jamais retirar-lhe o capuz.<br />
Passado um tempo, a bela jovem sentiu saudade de suas irmãs e, implorando ao marido que permitisse que elas fossem trazidas a seu encontro. Eros resistiu e, ante sua insistência, advertiu-a para a alma invejosa das mulheres.<br />
As duas irmãs foram, enfim, levadas. A princípio mostraram-se apiedadas do triste destino da sua irmã, mas vendo-a feliz, num palácio muito maior e mais luxuoso que o delas, foram sendo tomadas pela inveja. Constataram, então, que a irmã nunca tinha visto a face do marido, então sugeriram-lhe que, à noite, quando este adormecesse, tomasse de uma lâmpada e uma faca: com uma iluminaria o seu rosto; com a outra, se fosse mesmo um monstro, o mataria, tomando posse de todas as riquezas.<br />
Chegada a noite Psiquê, julgando que os conselhos das irmãs eram ditados por amizade, pôs em execução o plano que elas haviam lhe dito: Após perceber que seu marido entregara-se ao sono, levantou-se tomando uma lâmpada e uma faca, e dirigiu a luz ao rosto de seu esposo, com intenção de matá-lo.<br />
A jovem, espantada e admirada com a beleza de seu marido, desastradamente deixa pingar uma gota de azeite quente sobre o ombro dele. Eros acorda &#8211; o lugar onde caiu o óleo fervente de imediato se transforma numa chaga: o Amor está ferido.<br />
Percebendo que fora traído, Eros enlouquece, e foge, gritando repetidamente: O amor não sobrevive sem confiança!<br />
Psiquê fica sozinha, e desesperada com seu erro, no imenso palácio. Precisa reconquistar o Amor perdido.<br />
A Busca pelo Amor<br />
Psiquê vaga pelo mundo, desesperada, até que resolve consultar-se num templo de Afrodite. A deusa, já cientificada de que fora enganada, e mantendo Eros sob seus cuidados, decide impor à pobre alma uma série de tarefas, esperando que delas nunca se desincumbisse, ou que tanto se desgastasse que perdesse a beleza&#8230;<br />
As  Quatro Tarefas de Psiquê<br />
As quatro tarefas dadas por Afrodite têm grande valor simbólico. Cada uma das tarefas representa uma capacidade que as mulheres precisam desenvolver. A cada tarefa Psiquê adquire uma habilidade que não tinha antes; com ajuda das forças da natureza Psiqué consegue cumprir todas as tarefas.  Todas nós mulheres em determinado momento de nossas vidas passamos por fazes que devemos desenvolver dentro de nós mesmas estas habilidades que aparentemente parecem ser impossíveis.<br />
Tarefa nº1- OS GRÃOS( separar as sementes): A princesa foi colocada num quarto onde uma montanha de grãos de diversos tipos: milho, cevada, milhete, papoula, ervilha, lentilha e feijão tinham sido misturados. Psiquê devia separá-los, conforme cada espécie, antes do anoitecer. A jovem  fica desesperada mas, surgem milhares de formigas que, grão a grão, os separa do monte e os reúne consoante sua categoria. Da mesma maneira quando devemos tomar uma decisão importante em nossas vidas devemos  classificar nossos sentimentos fazer um apanhado geral do que temos, então aos poucos ir separado o que convém e o que não convém, tarefa dificil  que exige contato direto com nossas forças internas(forças da natureza). Quando uma mulher fica diante de uma situação aparentemente impossível de ser resolvida e não se precipita em resolvê-la  até que  sua visão seja clara, ela esta demonstrando confiança na sua força interna femina (força da Natureza).</p>
<div id=":z6">Amanhã conto mais&#8230;</div>
<div class="shr-publisher-30"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic --><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><div class='shareaholic-like-buttonset' style='float:none;height:30px;'><a class='shareaholic-fblike' data-shr_layout='button_count' data-shr_showfaces='false' data-shr_href='http%3A%2F%2Fpsique.org%2Farchives%2F30' data-shr_title='Mito+Psiqu%C3%AA'></a><a class='shareaholic-fbsend' data-shr_href='http%3A%2F%2Fpsique.org%2Farchives%2F30'></a><a class='shareaholic-googleplusone' data-shr_size='medium' data-shr_count='true' data-shr_href='http%3A%2F%2Fpsique.org%2Farchives%2F30' data-shr_title='Mito+Psiqu%C3%AA'></a></div><div style="clear: both; min-height: 1px; height: 3px; width: 100%;"></div><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic -->]]></content:encoded>
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