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	<title>Blog do Psique.org</title>
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	<description>Psicanálise - Terapias - Grupos</description>
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		<title>AS IMPLICAÇÕES DA SEXUALIDADE INFANTIL E A ORIENTAÇÃO SEXUAL NAS INSTITUIÇÕES ESCOLARES</title>
		<link>http://psique.org/archives/311</link>
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		<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 14:07:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilda Limberger</dc:creator>
				<category><![CDATA[Terapias]]></category>
		<category><![CDATA[psicopedagogia]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Kelly Cristina Silva
RESUMO  A sexualidade é extremamente importante em todas as fases do desenvolvimento humano. É uma necessidade básica do ser humano, que não pode ser dissociada de sua vida, pois envolve sentimentos, pensamentos e ações. Por ser história e cultura, a compreensão da sexualidade humana é dinâmica e mutável. Portanto, não só [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://psique.org/wp-content/uploads/2010/03/freupsique4.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-314" title="freupsique4" src="http://psique.org/wp-content/uploads/2010/03/freupsique4.jpg" alt="" width="144" height="258" /></a>Por Kelly Cristina Silva</p>
<p>RESUMO  A sexualidade é extremamente importante em todas as fases do desenvolvimento humano. É uma necessidade básica do ser humano, que não pode ser dissociada de sua vida, pois envolve sentimentos, pensamentos e ações. Por ser história e cultura, a compreensão da sexualidade humana é dinâmica e mutável. Portanto, não só no mundo adulto, como também no infantil, o tema sexualidade tem singular importância. Estudos apontam que, mesmo ciente da responsabilidade que tem no processo de desenvolvimento da sexualidade das crianças,  juntamente com outras instâncias da sociedade, a escola nem sempre se envolve com o tema na intensidade necessária, e, muitas vezes, quando o faz é de modo reducionista, atendo-se as questões biológicas da reprodução. Nesse sentido, o presente estudo procurou averiguar como as séries iniciais do ensino fundamental se relacionam com a temática sexualidade, se a mesma é abordada neste espaço escolar, como é abordada, se não é abordada, identificar os motivos que justificam a sua exclusão. Para alcançar o objetivo de identificar como se encontra a Orientação Sexual nas séries iniciais do Ensino Fundamental, foi realizada uma pesquisa bibliográfica sobre o tema e pesquisa de campo, com aplicação de questionários aos educadores de duas escolas públicas de Coromandel: Escola Municipal Antônio Matias Pereira e Escola Estadual Osório de Morais, além de uma pesquisa com os alunos das escolas acima citadas, onde depositaram em uma caixa lacrada perguntas sobre sexualidade, sem identificarem-se. A pesquisa aponta a inexistência de uma proposta de orientação sexual na escola, a carência de materiais adequados para a abordagem do tema e uma elevada angústia dos professores, que se sentem despreparados para assumir tal desafio, devido à falta de conhecimento teórico e também, por carregarem muitos preconceitos, mitos e tabus que a própria sociedade reforça. Enquanto os professores sentem-se despreparados para educar sexualmente, as crianças internalizam informações que nem sempre tratam do assunto de forma clara e significativa ao seu desenvolvimento e também possuem várias dúvidas, que ocasionam angústia e tensão às mesmas, podendo influenciar até mesmo no aprendizado escolar. O estudo sinaliza para a importância do psicopedagogo no trabalho de Orientação Sexual na escola de Ensino Fundamental, realizando uma ação psicopedagógica de auxílio aos professores e orientação aos alunos e pais. Palavras–chave: sexualidade, orientação sexual, escolas, psicopedagogo, professor.<span id="more-311"></span></p>
<p><strong>INTRODUÇÃO</strong></p>
<p>A sexualidade infantil ganha cada vez mais espaço nas discussões e estudos científicos. Ela é fundamental na formação da personalidade, pois é uma necessidade básica do ser humano, estritamente relacionada aos pensamentos e ações.Preocupada com a forma de como a sexualidade vem sendo trabalhada nas séries iniciais do Ensino Fundamental, ou até mesmo silenciada pelos educadores que criam artifícios e desculpas para não trabalhá-la, foi que surgiu o interesse em conhecer a concepção dos educadores acerca das questões relacionadas à sexualidade infantil, bem como a prática pedagógica destes naquilo que se refere às manifestações e implicações desse tema.</p>
<p>Nesse sentido, o presente estudo procurou averiguar se duas das escolas públicas de Coromandel: Escola Municipal Antônio Matias Pereira e Escola Estadual Osório de Morais, têm exercido seu papel de Orientação Sexual, concedendo aos alunos o subsídio para o desenvolvimento de uma consciência crítica e a tomada de decisões responsáveis a respeito de sua sexualidade.Esse trabalho teve como alvo levantar questionamentos e ampliar o leque de conhecimentos acerca de como as séries iniciais do ensino fundamental se relacionam com a temática sexualidade, se a mesma é abordada neste espaço escolar, como é abordada, se não é abordada, identificar os motivos apontados pelas professoras que justificam sua exclusão e refletir como o psicopedagogo pode intervir nessa realidade.</p>
<p>Os resultados apontados são o resultado de uma pesquisa de cunho qualitativo, na qual foi realizada uma pesquisa bibliográfica sobre o tema e pesquisa de campo, nas escolas acima citadas, junto a sete professoras das séries iniciais do Ensino Fundamental, através da aplicação de questionário, além de uma pesquisa com os alunos daqueles educandários, os quais depositaram em uma caixa lacrada perguntas sobre sexualidade.</p>
<p>A Orientação Sexual é um dos temas transversais1 proposto nos Parâmetros Curriculares Nacionais &#8211; PCNs, do MEC, visandoa compreensão e reflexão da realidade social, construindo assim a cidadania. A proposta da inclusão da Orientação Sexual nas séries iniciais do Ensino Fundamental data hoje dez anos, haja vista foi lançada em 1996. Evidenciar se a as escolas, nessa década, têm aderido essa proposta a seus currículos, se os professores têm incorporado seu papel de educadores sexuais, se os cursos de formação de professores têm incluído programas de formação do educador sexual, é uma questão a se verificar e refletir.</p>
<p>Orientar sexualmente não significa informar. A simples passagem de informações, embora muito relevante e de fundamental importância para o processo educativo, não se constitui, em si mesma, nesse processo. Fornecer informações sobre determinados fatos não é, isoladamente, um processo de orientação ou educação, embora possa fazer parte do processo. Informar é uma atividade de ensino, de instrução, e não de orientação, ao menos enquanto a informação for passada isoladamente, pois a informação não muda comportamentos.</p>
<p>A orientação sexual implica num mecanismo mais elaborado, segundo o qual,baseando-se em sua experiência e em seus conhecimentos, o orientador ajuda o orientando a analisar as diferentes opções disponíveis, tornando-o, assim, apto a descobrir novos caminhos. Orientar, no sentido mais amplo, significa educar, formar, não na acepção de que o educando seja uma cópia do educador, mas sim, na de que o educador dá ao educando condições e meios para que ele cresça interiormente. O conceito de Orientação Sexual aqui explicitado é a preparação, o ato de levara criança aviver sua sexualidade de forma natural, saudável, prazerosa e consciente, sabendo tomar decisões, se posicionar e reconhecer até onde vai sua liberdade e também limites.</p>
<p>A escola, considerada como um lugar adequado para a Orientação Sexual, tem a missão de colaborar com a família na educação das crianças. Aos pais cabe o direito e o dever da Orientação Sexual dos filhos. Este direito/dever existe independentemente da missão da escola e até a precede. Uma vez reconhecido seu direito, compete aos pais tomar plena consciência de sua missão nesse campo da Orientação Sexual, o que supõe preparar-se adequadamente para isto, esforçar-se por vencer as resistências e conservadorismo, buscar permanentemente o equilíbrio psicossexual.A família e escola são dois lugares com missões específicas para cada um embora estejam integrados na unidade de projeto comum. Vale lembrar que a sociedade também executa um papel decisivo da Orientação Sexual de todas as crianças, adolescentes, jovens e adultos.</p>
<p>O presente trabalho é dividido em três capítulos, os quais enfocam as implicações da sexualidade infantil, o trabalho de Orientação Sexual nas instituições escolares e o papel do psicopedagogo frente à essa realidade.</p>
<p>No primeiro capítulo é abordado o conceito de sexualidade e levantado um breve histórico sobre a mesma, além de elucidar as fases do desenvolvimento sexual infantil e as manifestações da sexualidade da criança.</p>
<p>O segundo capítulo enfoca a questão da Orientação Sexual na escola, discorrendo sobre a importância da mesma ser tratada no ambiente escolar, a postura do educador frente a esse trabalho e a análise dos resultados da pesquisa científica.</p>
<p>O terceiro capítulo enfatiza o papel do psicopedagogo na Orientação Sexual realizada na escola, ressaltando o trabalho psicopedagógico junto ao aluno, ao professor e à família.</p>
<p>Por fim, têm-se as considerações finais. Nelas, serão enfocadas as questões que mais se destacaram no presente trabalho.</p>
<p><strong>CAPÍTULO I</strong></p>
<p><strong>CONCEITO E BREVE HISTÓRICO</strong></p>
<p><strong>SOBRE A SEXUALIDADE</strong></p>
<p>Atualmente, têm-se realizado muitos estudos a respeito da sexualidade humana, pois essa é extremamente importante em todas as fases do nosso desenvolvimento. A sexualidade tem grande relevância no desenvolvimento e na vida psíquica das pessoas, pois relaciona-se com a busca do prazer, necessidade fundamental dos seres humanos. Segundo Freud (1856-1939), &#8220;<em>é algo inerente, que se manifesta desde o momento do nascimento até a morte, de formas diferentes a cada etapa do desenvolvimento</em>.&#8221; (FREUD apud GUIA DE ORIENTAÇÃO, 1994, p.22). Freud foi o primeiro a descrever o impacto das experiências da infância sobre o caráter do adulto, reconhecendo a atividade e o aprendizado sexual das crianças.</p>
<p>A dimensão da sexualidade não está vinculada apenas ao aspecto corporal. Ela tem a ver com o mais profundo do nosso ser, com a nossa razão e com os sentimentos. A sexualidade não se refere apenas à questão biológica, ao conjunto de características funcionais e anatômicas do corpo humano, ao ato sexual. A concepção de sexualidade é, porém, muito mais ampla, pois refere-se às questões da razão e dos sentimentos, sendo também uma questão cultural. Cada sociedade cria parâmetros e padrões para o comportamento sexual dos indivíduos.</p>
<p>Na Idade Média, acreditava-se que as crianças eram seres &#8220;puros&#8221; e &#8220;inocentes&#8221; que não tinham sexualidade a expressar; e as manifestações da sexualidade infantil possuíam a conotação de algo feio, sujo, pecaminoso, cuja existência se devia à má influência de adultos. As formulações conceituais sobre sexualidade infantil ainda hoje não são conhecidas ou aceitas por toda a sociedade e até mesmo por parte dos profissionais que se ocupam de crianças, inclusive educadores, que se recusam a tratá-la como um tema a ser trabalhado em sala de aula.</p>
<p>O psicanalista Freud, fez um amplo estudo a respeito da sexualidade humana e foi o primeiro a descrever sobre a sexualidade infantil. Para ele, &#8220;<em>todos os impulsos e atividades prazerosas são sexuais</em>.&#8221; (Freud apud KUPFER, 1989, p.47) Acredita que fatores sexuais podem ter sua parte na etiologia das neuroses, sendo muito freqüente a descoberta de fatores patogênicos na vida sexual de pacientes com transtornos mentais.Freud tinha formação humanista muito forte, tinha uma produção intelectual intensa e por sua erudição, conseguia pensar em metáforas para as referidas explicações. Através da mitologia, da arqueologia, foi buscando vestígios do passado na história das pessoas. Freud mostra que &#8220;a sexualidade humana não se liga à genitalidade e que se organiza a partir de operações psíquicas.&#8221; (FREUD apud GUIA DE ORIENTAÇÃO, 1994, p.14) Propôs que as crianças já apresentam uma sexualidade muito diferente das outras espécies e que, na infância, não está comprometida ao órgão sexual, mas a sensações ligadas à sexualidade. Isso foi revolucionário para a época, quando se achava que a sexualidade ficava adormecida. A sexualidade humana tem basicamente uma questão que a torna diferente; é a questão da pulsão, pois nós não somos, tal como os animais, movidos por instinto, mas por pulsão, termo proposto por Freud para dar a idéia de algo que fica exatamente no limite entre o orgânico e o psíquico.</p>
<p>Atualmente,sabe-se que os contatos de uma mãe com seu filho despertam nele as primeiras vivências de prazer. Essas primeiras experiências sensuais de vida e de prazer não são essencialmente biológicas, mas se constituirão no acervo psíquico do indivíduo; serão o embrião da vida mental no bebê. A sexualidade infantil se desenvolve desde os primeiros dias de vida e segue se manifestando de forma diferente em cada momento da infância. A sua vivência saudável é fundamental na medida em que é um dos aspectos essenciais de desenvolvimento global dos seres humanos.</p>
<p>A sexualidade, assim como a inteligência, será construída a partir das possibilidades individuais e de sua interação com o meio e a cultura. Os adultos reagem de uma forma ou de outra, aos primeiros movimentos exploratórios que a criança faz em seu corpo e aos jogos sexuais com outras crianças. As crianças recebem então, desde muito cedo, uma qualificação ou &#8220;julgamento&#8221; do mundo adulto em que está imersa, permeado de valores e crenças que são atribuídos à sua busca de prazer, o que comporá a sua vida psíquica.</p>
<p>Nessa exploração do próprio corpo, na observação do corpo de outros, e a partir das relações familiares é que a criança se descobre num corpo sexuado de menino ou menina. Preocupa-se então mais intensamente com as diferenças entre os sexos, não só as anatômicas, mas também com todas as expressões que caracterizam o homem e a mulher. A construção do que é pertencer a um ou outro sexo se dá pelo tratamento diferenciado para meninos e meninas, inclusive nas expressões diretamente ligadas à sexualidade, e pelos padrões socialmente estabelecidos de feminino e masculino. Esses padrões são oriundos das representações sociais e culturais construídas a partir das diferenças biológicas dos sexos e transmitidas através da educação, o que atualmente recebe a denominação de relações de gênero. Essas representações absorvidas são referências fundamentais para a constituição da identidade da criança.</p>
<p>Através de um estudo historiográfico, Foucault (1997, p. 30-32) demonstra que a sexualidade das crianças e particularmente dos adolescentes, é preocupação escolar desde o século XVIII, quando esta questão tornou-se um problema público. Assim, a instituição pedagógica da época não impôs um silêncio geral ao sexo das crianças e dos adolescentes. Pelo contrário, concentrou as formas de discurso neste tema, estabeleceu pontos de implantação diferentes, codificou os conteúdos e qualificou os locutores. Tudo isso permitiu vincular a intensificação dos poderes à multiplicação do discurso.</p>
<p>Em estudo sobre a Orientação Sexual na escola, Vidal (1998, p. 108-109), ressalta que no Brasil, a inserção da educação sexual na escola operou-se a partir de um deslocamento no campo discursivo sobre a sexualidade de crianças e adolescentes. Nos anos 1920 e 1930, os problemas de &#8220;desvios sexuais&#8221; deixaram de ser percebidos como crime para serem concebidos como doenças. A escola passou a ser tida como um espaço de intervenção preventiva da medicina higiênica, devendo cuidar da sexualidade de crianças e adolescentes a fim de produzir comportamentos normais.</p>
<p>Durante as décadas de 1960 e 1970, a penetração da educação sexual formal na escola enfrentou fluxos e refluxos, como mostraFúlvia Rosemberg:</p>
<p><em>Na segunda metade dos anos 60, algumas escolas públicas desenvolveram experiências de educação sexual. Todavia, elas deixam de existir em 1970, após um pronunciamento da Comissão Nacional de Moral e Civismo dando parecer contrário a um projeto de lei de 1968 que propunha a inclusão obrigatória da Educação Sexual nos currículos escolares. Em 1976, a posição oficial brasileira afirmou ser a família a principal responsável pela educação sexual, podendo as escolas, porém, inserir ou não a educação sexual em programas de saúde.</em>(Rosemberg, 1985, p. 11).</p>
<p>Durante os anos 1980, a polêmica continuou. A preocupaçãodos educadores intensificou-se, devido ao elevado índice de contaminação dos jovens com doenças sexualmente transmissíveis e gravidezes indesejadas. Todavia, as modificações ocorreram quase que exclusivamente em nível de discurso.</p>
<p>Já na década de 1990, a preocupação dos educadores quanto à inserção de um programa de Orientação Sexual no currículo escolar se intensificou. Em 1996, é lançado pelo Ministério do Desporto e Educação, um documento sobre a Orientação Sexual, nos Parâmetros Curriculares Nacionais – PCN´s, como tema transversal, visando ser um referencial fomentador da reflexão sobre os currículos escolares, uma proposta aberta e flexível, que pode ou não ser utilizada pelas escolas na elaboração de suas propostas escolares. De acordo com os PCN´s, o tema transversal de Orientação Sexual deve impregnar toda a área educativa do ensino fundamental e ser tratado por diversas áreas do conhecimento. O trabalho de Orientação Sexual deve, portanto, ocorrer de duas formas: dentro da programação, através de conteúdos transversalizados nas diferentes áreas do currículo, e como extraprogramação, sempre que surgirem questões relacionadas ao tema.</p>
<p>VIDALcita que</p>
<p><em>enquanto nos anos 30 a discussão sobre educação sexual eclodiu na escola num momento em que a sífilis fazia numerosas vítimas, atualmente a intensificação das preocupações com a orientação sexual na escola está vinculada à proliferação de casos de AIDS/DST e ao aumento de casos de gravidez entre adolescentes</em>.(VIDAL, 1998, p. 59)</p>
<p>Vinte anos depois do primeiro relato público de caso de Aids, estima-se que as mortes causadas pela doença já chegam a 22 milhões. A incidência de adolescentes entre 10 e 14 anos grávidas no Brasil aumentou 7,1% entre 1980 e 1995. Atribui-se à escola a função de contribuir na prevenção dessa doença e dos casos de gravidez precoce.</p>
<p>Em artigo publicado no jornal Folha de São Paulo lê-se: &#8220;o melhor método anticoncepcional para as adolescentes é a escola: quanto maior a escolaridade, menor a fecundidade e maior a proteção contra doenças sexualmente transmissíveis.&#8221; (FOLHA DE SÃO PAULO, 2001, p.07)</p>
<p>Sabe-se que a Orientação Sexual nas escolas é de suma importância para o bem estar das crianças e dos jovens, na vivência de sua sexualidade atual e futura.</p>
<p>Nunca a sexualidade esteve tão presente nos meios de comunicação. Atualmente, a geração que fez a revolução sexual nas décadas de 1960 e 1970, está pasma com a precocidade e a liberalidade da vida sexual dos jovens. Esses, muitas vezes ingressam-se na mesma, expondo-se a uma gravidez indesejada, ao abuso sexual, àcontaminação por doenças sexualmente transmissíveis, por falta de uma devida orientação. O que ocorre em nossos dias é o domínio da fala da sexualidade, mas esta ainda é reprimida, preconceituosa, repassada à nova geração de maneira fragmentada, como nas décadas passadas. A mídia, que veicula programas extremamente erotizados e campanhas preventivas, quanto a DST/AIDS, muitas vezes gera ansiedade e tensão nas crianças e jovens. Os mesmos não podem compreender por completo o significado das mensagens transmitidas e muitas vezes constroem conceitos e explicações errôneas e fantasiosas sobre a sexualidade. Assim, percebe-se a relevância de esclarecimento do tema, através da orientação da infância e da juventude, que deve ser realizada pela família, escola e sociedade.</p>
<p>A família possui o direito e o dever de educar sexualmente os filhos.A sexualidade é primeiramente abordada no espaço privado, através das relações familiares. Assim, de forma explícita ou implícita, são transmitidos os valores que cada família adota como seus e espera que as crianças assumam. Mas o conservadorismo, ainda existente no espaço privado, impede o estabelecimento de diálogos e esclarecimento de dúvidas no âmbito familiar.</p>
<p>Assim, as crianças e jovens levam consigo todos os anseios e curiosidades para a escola, onde são manifestados através de atitudes ou questionamentos. Cabe a ela desenvolver uma ação crítica, reflexiva e educativa. Sendo assim, os educadores vêem-se no dever de orientar seus alunos. Devem contribuir para que eles sejam melhor informados. Devem orientá-los, complementando a educação oferecida pela família.</p>
<p>O trabalho sistematizado de Orientação Sexual dentro da escola articula-se, portanto, com a promoção da saúde das crianças e dos adolescentes. A existência desse trabalho possibilita também a realização de ações preventivas das doenças sexualmente transmissíveis, de forma mais eficaz, além de contribuir para a prevenção de problemas graves como o abuso sexual e a gravidez indesejada. As informações corretas, aliadas ao trabalho de auto-conhecimento e de reflexão sobre a própria sexualidade ampliam a consciência sobre os cuidados necessários para a prevenção desses problemas.</p>
<p><strong>1.1 &#8211; As fases do desenvolvimento da sexualidade infantil</strong></p>
<p>Até o século XVII a infância não era sequer reconhecida como um período bem individualizado da vida humana. Nesse enfoque, a criança era vista apenas como um pequeno adulto, não recebendo uma educação específica e tendo que, muito precocemente, conviver com o trabalho e com as preocupações próprias dos adultos.</p>
<p>Com o empobrecimento da nobreza e com a ascensão da burguesia, ocorreram movimentos de valorização da cultura, passando a ser exaltada a pureza infantil, dentro de todo um contexto social de revalorização de alguns movimentos religiosos. Compreendia-se, então, a prática do sexo como uma atividade pecaminosa e não merecedora da aceitação divina e social. As crianças, por não terem os genitais externos ainda desenvolvidos e por não praticarem atividades sexuais, estavam em estado de pureza, isentas assim de qualquer &#8220;culpa&#8221;. Acreditava-se ser essa &#8220;inocência&#8221; proveniente da ignorância sobre o sexo, sendo, então, defendida a postura da conservação dessa inocência pela manutenção da ingenuidade infantil. A partir desses conceitos, foi valorizado um tipo de educação que ao mesmo tempo mantinha as crianças desinformadas e impunha-lhes um padrão repressor de comportamento, visando-se mantê-las afastadas da curiosidade e dos conhecimentos sobre a sexualidade.</p>
<p>Os resquícios sociais de tais padrões educacionais podem ficar bem evidenciados na angústia que grande parte dos adultos atuais sofre frente às manifestações da sexualidade infantil, como, por exemplo, a masturbação ou indagações sobre questões sexuais. Infelizmente, pode-se notar que atualmente, em pleno século XXI, em algumas instituições familiares e escolares, ainda vigora esse tipo de educação, que reprime, ao mesmo tempo em que nega a sexualidade do ser humano durante a infância.</p>
<p>Uma conseqüência interessante que esse enfoque ainda conserva é o freqüente uso de crianças nas mais diversificadas mensagens e propagandas publicitárias, mesmo aquelas não dirigidas a um público infantil. Parte-se do princípio que, como é inocente, a criança diz apenas a verdade, não mente; assim, se recomenda um determinado produto é porque ele é realmente bom.</p>
<p>No início do século XX asexualidade infantil ganha novas concepções. Em 1905 Sigmund Freud publica seu trabalho sobre a sexualidade infantil, que será revisto até 1920.</p>
<p>As idéias básicas desse trabalho, e aparentemente óbvias para nós, atualmente, causaram um espanto e um repúdio tão grande, que Freud foi considerado por muitos como um perverso, neurótico e inconseqüente. Foi necessário que o tempo passasse e a humanidade tornasse-se um pouco mais flexível em relação à sua sexualidade e seus modelos afetivos, para que muito da hipocrisia da sociedade em que Freud vivia fosse desmascarada, e o seu trabalho encarado como uma contribuição fundamental para a compreensão da psique humana.</p>
<p>Freud observa, no decorrer de suas análises, que as fases do desenvolvimento individual se organizam de acordo com a parte do corpo em que a libido está momentaneamente concentrada, em conseqüência das necessidades fisiológicas e dos cuidados de higiene porque passa a criança em seus primeiros anos de vida, estabelecendo, assim, a primazia de uma zona erógena do corpo. As fases pré-genitais são nomeadas pela parte do corpo onde está concentrada a libido (fase oral, anal e fálica) que, por hipótese, num transcurso normal do desenvolvimento, deve alcançar um período de latência, que se situa entre os sete e treze anos de idade, até, finalmente, chegar à fase genital, onde alcança sua plenitude por volta dos dezoito anos de idade.</p>
<p>A primeira fase do desenvolvimento da sexualidade é denominada por Freud de Fase Oral. Vai desde o nascimento até o desmame, estando sob a primazia da zona erógena bucal. É pela boca que a criança começará a provar e a conhecer o mundo externo. O seio e a mamadeira são os primeiros objetos de prazer que a criança tem contato, àmedida que saciam a fome que causa tensão no organismo. A criança procurará repetir a sensação prazerosa de satisfação que ocorre com a alimentação, tentando reproduzi-la, independentemente da necessidade fisiológica, levando à boca todos os objetos que estiverem disponíveis: dedo, chupeta, chocalho, fraldas, etc.</p>
<p>A mãe passa a ser, então, uma figura ligada à satisfação, ao prazer do ato de mamar, a quem a criança está identificada. A mãe constitui-se, primitivamente, no primeiro objeto de amor a quem a pulsão se liga fora do corpo da criança. Ela incorpora o leite através do seio e sente a mãe dentro dela como um só ser. A esse primeiro momento narcíseo, tem-se uma forma passiva de manifestação da Fase Oral. Tudo que a criança encontra é levado à boca, visando a apreensão em si mesma, numa relação incorporativa do mundo que a cerca.</p>
<p>Num segundo momento, paralelo aos sofrimentos da dentição, a criança manifesta uma pulsão agressiva, destrutiva, mordendo tudo que vier à boca. É desse momento de agressividade, frente ao objeto amoroso, que a criança extrairá subsídios afetivos para futura combatividade social. Para a criança, amar significa incorporação oral e o mastigar atualiza fantasias destrutivas.</p>
<p>Um bom desenvolvimento dessa fase resulta num modelo afetivo saudável. De acordo com Freud, uma frustração na Fase Oral estabelecerá a preponderância da agressividade e da destrutividade do objeto amoroso e de determinadas características da personalidade do indivíduo. Adultos que, por alguma razão, foram privados quando crianças da Fase Oral, poderão ter o hábito de chupar o dedo, levar objetos à boca, serem fumantes, bebedores, comilões, toxicômanos etc.</p>
<p>A segunda fase do desenvolvimento da sexualidade recebe o nome de Fase Anal. A libido passa da organização oral, gradativamente, sem evidentemente abandoná-la de todo, para a Fase Anal, aproximadamente entre um a três anos de idade. Esta zona passa a ter uma importância significativa, paralelamente ao aprendizado do asseio esfincteriano. A mãe passa de nutridora incondicional da Fase Oral à exigente disciplinadora dos hábitos de higiene, criando um sentimento de ambivalência da criança em relação a ela. Segundo SUPLICY,</p>
<p><em>as fezes passam a ter então um valor simbólico, constituindo-se no primeiro produto que a criança oferece ao mundo &#8211; que efetivamente lhe pertence &#8211; é uma produção própria. É através desse produto que a criança cria uma fantasia de valor simbólico das fezes. No ambiente seguro para a criança, as fezes passam a representar um presente a ser ofertado aos pais; quando, ao contrário, o ambiente é hostil e exige uma disciplina rígida quanto aos hábitos de higiene, a criança se recusa a oferecer as fezes ao mundo externo, ou seja, sua produção, seu presente. Doar seu produto no momento em que é solicitado torna-se uma maneira de presentear à mãe, ao contrário, a recusa é uma resposta negativa frente ao desejo materno</em>. (SUPLICY, 1993, p.29)</p>
<p>Ao atingir o controle esfincteriano, a criança descobre a noção de seu poder, da sua propriedade privada &#8211; as fezes que ela oferece ou não quando ela quer. Esse símbolo se desdobrará ao longo da vida no dinheiro, nos objetos preciosos, no controle, na posse, etc. Segundo Freud, uma vivência negativa nessa fase tornará o sujeito exigente, manipulador, controlador, obsessivo por limpeza e arrumação, mesquinho em relação à suas posses.</p>
<p>A terceira fase do desenvolvimento da sexualidade infantil, a Fase Fálica, ocorre dos quatro aos sete anos aproximadamente, e é marcada pelo interesse sobre a diferença anatômica, isto é, sobre os genitais. É marcada também por um momento decisivo para a formação do sujeito &#8211; &#8220;O Complexo de Édipo&#8221;. As curiosidades sobre as diferenças entre os meninos e as meninas se voltam para o órgão sexual masculino. O pênis, por ser visualmente destacado, passa a ter um significado de referência. O menino, que possui o pênis, encara a falta na menina como uma ameaça à sua integridade física. A fantasia de que todos são iguais e que, por algum motivo, as meninas foram punidas e castradas, leva o menino a temer a castração. Já a menina, a priori, encara a diferença como uma perda irreparável. O clitóris representa para ela o pênis não desenvolvido, que foi castrado. Surge, nessa fase,o &#8220;Complexo de Castração&#8221;.</p>
<p>O Complexo de Castração está ligado ao núcleo do Complexo de Édipo e surge como uma ameaça real ou fantasmática de castração. O menino teme ser castrado pelo pai a quem ele ama e odeia. O ódio está diretamente ligado ao relacionamento especial que a figura paterna mantém com seu objeto de amor &#8211; a mãe. A autoridade do pai interpõe-se na relação amorosa do menino com a mãe – na angústia de ser castrado pelo pai, como castigo do seu desejo pelo objeto amoroso proibido. O caminho da menina é diferente, pois ela entra no Complexo de Édipo, ou seja, no triângulo amoroso mãe-pai-filho, não com o temor da castração, pelo desejo do objeto proibido (a mãe), como acontece com o menino, e, sim, já castrada, procurando o pênis do pai, o falo, que é o representante do poder, onde reside em última instância o desejo da mãe. A menina, sentindo-se castrada desse poder,vai em busca na direção do pai. A menina, então, introjeta os valores femininos imitando a mãe para seduzir o pai. Em busca do que falta a ela e à mãe, acaba por identificar-se com a figura feminina. O declínio do Complexo de Édipo na menina é mais complicado.</p>
<p>A Fase de Latência é a quarta fase do desenvolvimento da sexualidade infantil. Com a resolução dos conflitos edipianos, pela repressão ou recalcamento do interesse sexual pelos seus pais, por volta dos sete aos treze anos, surgem as faculdades de sublimação, que permitem ao indivíduo a conquista do mundo exterior &#8211; a socialização efetiva da pessoa. É nessa fase que surge a competência e a disposição para um desenvolvimento intelectual abrangente.</p>
<p>A última fase, a Fase Genital, ocorrida aproximadamente dos treze aos dezoito anos, coincide com a adolescência, caracterizando-se por mudanças corporais e psicológicas. Nessa fase, o indivíduo apresenta um corpo em desenvolvimento e uma mente se descobrindo. Descobrindo o pensamento, os desejos e até mesmo o próprio corpo. Nessa idade, o espaço psíquico é tomado por fantasias que englobam a capacidade de pensar e a sexualidade centrada nos órgãos genitais. O corpo infantil cede lugar ao corpo adulto.</p>
<p>Assim, observa-se que a sexualidade toma diversos rumos no desenvolvimento sexual humano. Durante o desenvolvimento, a criança passa por várias situações de auto- conhecimento, a princípio do próprio corpo, a seguir do corpo das outras pessoas e por fim, da descoberta do prazer ligado aos seus órgãos sexuais. Ao longo de sua existência, toma consciência de sentimentos e sensações que não estavam ligados ao seu universo infantil e, então, começa a busca do outro para com ele fazer-se completo.</p>
<p>Conforme as fases de desenvolvimento da sexualidade infantil, a curiosidade das crianças é distinta em cada faixa etária. Determinados acontecimentos ocorrem especificamente em determinada época, porém, vale salientar que estes deixam marcas nos períodos subseqüentes. Primeiramente, o bebê vive uma autodescoberta de seu próprio corpo. Descobrir-se um ser único, diferenciado dos outros seres e superfícies exteriores no plano corporal é algo bastante significante. A primeira curiosidade da criança está voltada para o seu próprio corpo, percebendo as partes que o compõem e estabelecendo relações entre sensações e experimentações vivenciadas através do contato com o ambiente externo. Segundo Kaplan (1983), assim que um bebê, seja menino ou menina, consegue controlar suas mãos, vai procurar os órgãos genitais. Ele aprende a fazer isso porque estes órgãos estão diretamente ligados ao centro de prazer no cérebro.</p>
<p>Em seguida, a curiosidade sexual infantil está centrada na eliminação das fezes e urina. A criança tem curiosidade em descobrir como é capaz de produzir e eliminar as fezes e urina. Observar e manipular estas matérias são motivos de curiosidade e prazer para os pequeninos. Porém, é nessa etapa do desenvolvimento sexual que a criança sofre maioresinterferências da educação repressora. A família comunica à criança que o prazer advindo desta região não é aceito pelos adultos. A vergonha que o adulto demonstra em relação aos seus órgãos genitais é assim transferida para a criança. Vitiello e Conceição dizem que</p>
<p><em>nesta fase, é novamente exercida a repressão através da demonstração de nojo e desagrado às fezes e urina. As regras sociais vigentes para as funções fisiológicas de evacuar e urinar são rigorosas, sendo intolerável qualquer transgressão. Aliás, importa lembrar que a comunicação de desamor por parte da mãe [função materna] é o mais eficiente dos recursos de repressão aos sentimentos de prazer e liberdade em relação ao controle dos esfíncteres. Essa repressão foi, em tempos passados, realizados através da comunicação oral. Hoje, com as constatações científicas de que este comportamento repressivo não é benéfico para a criança, a comunicação oral vem sendo substituída pela comunicação corporal </em>(VITIELLO; CONCEIÇÃO apud AQUINO, p. 63).</p>
<p>Após, a criança começa a perceber a diferenciação de gênero. A sua curiosidade a respeito da sexualidade volta-se para a diferenciação dos sexos. É comum a essa etapa do desenvolvimento que as crianças manifestem sua curiosidade através da exibição de seus órgãos genitais a outras crianças da mesma idade ou até mesmo aos adultos ou queiram ver os órgãos genitais das crianças do sexo oposto ao seu. O porquê as meninas são diferentes dos meninos, porque têm genitálias distintas, são indagações que a criança procura respostas.</p>
<p>Depois de perceber a diferenciação dos sexos, a criança começa a questionar sobre o seu nascimento. Sua curiosidade reside na questão de como nasceu, como foi parar na &#8220;barriga de sua mãe&#8221;, como saiu de lá. As indagações e dúvidas da criança giram em torno da concepção, gestação e parto. É importante salientar que quando a criança pergunta sobre estas questões, deve-se dar a ela respostas verdadeiras e objetivas. Responder que &#8220;nasceu dentro de um repolho&#8221;, &#8220;foi trazida pela cegonha&#8221;, ou qualquer outra resposta aberrante e absurda como estas, pode gerar confusão à criança. Deve-se considerar que a criança é capaz de compreender respostas tanto quanto é capaz de elaborar perguntas.</p>
<p>Mais adiante, as curiosidades das crianças dizem respeito às questões ligadas à puberdade e adolescência. Curiosidades sobre as transformações ocorridas no corpo, sobre os aparelhos reprodutores masculino e feminino, sobre o namoro, a relação sexual, métodos contraceptivos, doenças sexualmente transmissíveis.</p>
<p>No cenário atual, onde a mídia faz constantes apelos à sexualidade, exibindo propagandas, programas, filmes e novelas televisivas intensamente erotizados, ao mesmo tempo em que, paradoxalmente, as instituições sociais reprimem e colocam tabus, mitos e preconceitos à sexualidade, as crianças são atordoadas por dúvidas e curiosidades a respeito das questões que não podem compreender por completo.</p>
<p>É necessário que a escola reconheça que desempenha um papel importante na educação para uma sexualidade ligada à vida, à saúde, ao prazer e ao bem-estar, garantindo às crianças o desenvolvimento de sua sexualidade de maneira saudável e prazerosa.</p>
<p><strong>CAPÍTULO II</strong></p>
<p><strong>A ORIENTAÇÃO SEXUAL NA ESCOLA</strong></p>
<p>Por que tratar da sexualidade no espaço escolar? Que relação há entre sexualidade e educação? Não seria a Orientação Sexual algo inerente exclusivamente à família?</p>
<p>Esses são alguns questionamentos levantados ao discutir-se a temática da Orientação Sexual nas instituições escolares. Questionamentos, que muitas vezes são utilizados até mesmo por educadores, como artifícios e desculpas para a não abordagem do tema em sala de aula, silenciando-o. Estudos apontam que, mesmo ciente da responsabilidade que tem no processo de desenvolvimento da sexualidade das crianças, juntamente com outras instâncias da sociedade, a escola nem sempre se envolve com o tema na intensidade necessária, e, muitas vezes, quando o faz, é de modo reducionista, atendo-se às questões biológicas da reprodução.</p>
<p>Nesse sentido, o presente estudo visa esclarecer a importância da Orientação Sexual na escola e apontar a relação existente entre sexualidade e educação.</p>
<p>A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em seu artigo segundo, referente aos Princípios e Fins da Educação Nacional, declara:</p>
<p><em>A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade <strong>o </strong></em><strong>pleno desenvolvimento do educando</strong><em>, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. </em>(Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996) (grifo meu)</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></p>
<p>Cita também, no artigo vinte e nove, referente à Educação Infantil:</p>
<p><em>A educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o </em><strong>desenvolvimento integral da criança</strong><em> até seis anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade</em>. (Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996) (grifo meu)</p>
<p>Se a lei que rege a educação escolar brasileira tem por finalidade o desenvolvimento integral do educando, a escola, para assegurar o alcance desse objetivo, há de educar sexualmente as crianças. A sexualidade humana é parte integral do desenvolvimento e da personalidade. É uma necessidade básica do ser humano que não pode ser separada de sua vida, nem mesmo dos outros aspectos que o integram. Envolve sentimentos, pensamentos e ações. Portanto, não só no mundo adulto, como também no infantil, o tema sexualidade tem singular importância no desenvolvimento pleno do indivíduo.Se a escola, ao educar, não educa nem capacita a criança a lidar com sua própria sexualidade, não está educando-a integralmente.</p>
<p>Os argumentos que sustentam a posição de neutralidade da escola no que se refere à sexualidade são derribados, ao se observar as manifestações sexuais ocorridas no âmbito escolar. As crianças, ao adentrarem os portões escolares, não deixam de fora suas dúvidas, conflitos, desejos, angústias ou fantasias, relacionadas à sexualidade. Ao contrário, todas estas inquietações as acompanham e manifestam-se, de forma verbalizada ou não, nas atitudes e comportamentos escolares. As manifestações mais freqüentes nas séries iniciais são: a manipulação curiosa dos genitais e as brincadeiras que envolvem contato corporal. É comum nessas séries a curiosidade sobre concepção, parto, relacionamento sexual, camisinha, homossexualismo e AIDS. Muitas vezes a curiosidade se expressa de forma direta. Outras vezes, surge encoberta em brincadeiras erotizadas, piadas, expressões verbais, músicas, etc. Observa-se também que as crianças reproduzem manifestações de sexualidade adulta vistas na TV ou presenciadas, as quais não compreendem plenamente.</p>
<p>Faz-se necessário que a escola, como instituição educacional, se posicione clara e conscientemente sobre referências e limites com os quais irá trabalhar as expressões de sexualidade dos alunos. Sendo pertinente ao espaço da escola o esclarecimento de dúvidas e curiosidades sobre a sexualidade, é importante que a mesma contribua para que a criança discrimine as manifestações que fazem parte da sua intimidade e privacidade das expressões que são acessíveis ao convívio social.</p>
<p>O trabalho de Orientação Sexual na escola pode, ainda, contribuir para a eficácia do processo ensino-aprendizagem. A sexualidade relaciona-se ao aspecto emocional, que está intimamente relacionado aos desenvolvimentos intelectual e social. Ela interfere diretamente no desempenho escolar. Quando a criança possui curiosidades e angústias a respeito da sexualidade, o aspecto emocional da mesma fica abalado. As emoções manifestam-se na maneira de agir. Emoções negativas podem resultar em comportamentos hostis, passivos, indiferentes, presenciados no espaço escolar, ou mesmo em dificuldades de aprendizagem. Segundo Goleman,</p>
<p><em>emoções são sentimentos a se expressarem em impulsos e numa vasta gama de intensidade, gerando idéias, condutas, ações e reações. Quando burilados, equilibrados e bem-conduzidos transformam-se em sentimentos elevados, sublimados, tornando-se, aí sim – virtudes. </em>(GOLEMAN, 1994, p. 63)</p>
<p>Quando as questões que angustiam os alunos são esclarecidas com informações corretas, aliviam-se as ansiedades e tensões que interferem no aprendizado e diminui-se a agitação ocasionada por essa situação de ansiedade.</p>
<p>A escola é um lugar privilegiado para discutir-se a temática da sexualidade. Ela, sendo uma instituição social, atende crianças de todas as faixas-etárias, classes sociais e etnias. É na escola que as crianças passam um bom período de tempo diário. Assim, a escola constitui-se uma parceira da família na educação sexual das crianças.</p>
<p>A Orientação Sexual nas séries iniciais do Ensino Fundamental pode contribuir na prevenção de problemas graves, como o abuso sexual, uma possível gravidez indesejada na adolescência ou a aquisição de doenças sexualmente transmissíveis. Quando a pessoa aprende a lidar com a sexualidade de maneira saudável e natural, desde a infância, quando adolescente, terá condições de tomar atitudes pautadas na reflexão consciente. Para a prevenção do abuso sexual éimportante o esclarecimento de que brincadeiras em grupo que remetem à sexualidade são prejudiciais quando envolvem crianças/jovens de idades diferentes ou quando são realizadas entre adultos e crianças.</p>
<p>Finalmente, pode-se afirmar que a implantação de Orientação Sexual nas escolas contribui para o bem-estar das crianças e dos jovens na vivência de sua sexualidade atual e futura.</p>
<p><strong>2.1 &#8211; A postura do educador</strong></p>
<p>Em que medida os professores podem ajudar e orientar sexualmente os alunos, se são portadores de atitudes e preconceitos, de conhecimentos insuficientes e fragmentados e não dominam as técnicas e capacidades pedagógicas para o trabalho neste domínio? Até que ponto estão habilitados a enfrentar com êxito o desafio de educar para uma sexualidade sã, feliz e responsável?</p>
<p>Certamente não são poucos os educadores que, em algumas ocasiões, sentiram nervosismo e constrangimento ao surgir, dentro ou fora da sala de aula, o tema da sexualidade, desviando as perguntas que provocam bloqueios emocionais e para as quais não têm respostas objetivas e oportunas. Uma palavra, um gesto, um silêncio, um comentário ou uma conversa repercutem indubitavelmente na psique das crianças.</p>
<p>No contexto educacional, sabe-se a dificuldade da escola e dos profissionais da educação em abordar o tema Orientação Sexual. Ambos são desprovidos de preparaçãoe capacitação para o realizarem eficazmente. Não possuem auxílio de políticas governamentais, as quais pouco têm feito, relativo à capacitaçãodo corpo docente. Os educadores possuem dificuldades, enquanto os alunos, curiosidades e dúvidas.</p>
<p>Os professores atuais, em sua grande maioria, são frutos de uma geração onde a sexualidade não era abordada no espaço escolar. Reprimida e repudiada pelos valores morais, culturais e religiosos como sendo algo pecaminoso e subversivo, as manifestações da sexualidade na escola eram motivos de escândalo. Muitos desses professores não receberam uma devida orientação ou mesmo informação sexual adequada. Ao longo da construção de suas identidades sexuais, foram aglomerando consigo mitos, tabus e valores constituídos e reforçados pela sociedade.Assim, incluir em sua prática educacional a Orientação Sexual é um desafio. Sentem-se despreparados e desencorajados para lidar com o tema.</p>
<p>Outra situação que dificulta aos professores a inserção da Orientação Sexual na escola de ensino fundamental é a desaprovação e resistência familiar. Ainda hoje, existem famílias que acreditam que o trabalho da sexualidade com crianças é desnecessário, podendo o mesmo causar uma incitação precoce ao sexo.Tabus, preconceitos e valores estão fortemente presentes no cotidiano familiar, tornando-o conservador e não permitindo discussões a respeito do assunto.</p>
<p>A carência de materiais adequados para a abordagem do tema é mais um fator gerador deelevada angústia dos professores, que se sentem despreparados para assumir tal desafio. Apesar da descoberta da sexualidade infantil e do conhecimento de sua importância, a literatura sobre essa temática ainda é restrita, sendo limitado aos professores o conhecimento teórico.</p>
<p>A partir da conceituação da sexualidade e do reconhecimento de sua importância no desenvolvimento global, serão apontados as possibilidades e os limites da atuação nesse campo para os educadores. Percebe-se a importância dos cursos de formação de professores, seja inicial ou continuada, dar mais atenção para esta demanda, incluindo em seus programas aspectos da formação do educador sexual para as séries iniciais do ensino fundamental.</p>
<p>O professor deve reconhecer como legítimo e lícito, por parte das crianças e dos jovens, a busca do prazer e as curiosidades manifestas acerca da sexualidade, uma vez que fazem parte de seu processo de desenvolvimento. Tais manifestações não devem ser vistas pelo professor como aberrações, que devem resultar em condenação e punições. Deve-se ter o cuidado para não humilhar ou expor o aluno a uma situação constrangedora. Ao mesmo tempo em que oferece referências e limites, o professor deve manifestar a compreensão de que as manifestações da sexualidade infantil são prazerosas e fazem parte do desenvolvimento saudável de todo ser humano. Dessa forma, o professor contribui para que o aluno reconheça como lícitas e legítimas suas necessidades e desejos de obtenção de prazer, ao mesmo tempo em que processa as normas de comportamento próprias ao convívio social.</p>
<p>O professor deve estar atento às diferentes formas de expressão dos alunos. Muitas vezes a repetição de brincadeiras, apelidos ou paródias de músicas alusivas à sexualidade podem significar uma necessidade não verbalizada de discussão e de compreensão de algum tema. Deve-se então atender a esse pedido. É essencial que o professor tenha jogo de cintura para lidar com estas formas de expressão e supostas provocações das crianças, aproveitando a oportunidade e dando início a uma conversa sobre sexualidade. Não deve levar comentários dos alunos para o lado pessoal, nem se sentir agredido por eles. As crianças não agem assim para agredir. Na verdade, elas apenas manifestam seu desejo de saber mais sobre o tema ou conhecer a posição do adulto.</p>
<p>Ao atuar como um profissional a quem compete conduzir o processo de reflexão, que possibilitará ao aluno autonomia para eleger seus valores, tomar posições e ampliar seu universo de conhecimentos, o professor deve ter discernimento para não transmitir seus valores, crenças e opiniões como sendo princípios ou verdades absolutas. O professor, assim como o aluno, possui expressão própria de sua sexualidade, que se traduz em valores, crenças, opiniões e sentimentos particulares.</p>
<p>Uma das barreiras à Orientação Sexual na escola é o distanciamento professor-aluno.Para haver um trabalho significativo, é imprescindível que se estabeleça entre alunos e professores uma relação de confiança e amizade. As crianças dificilmente expressarão suas dúvidas e curiosidades de forma clara e objetiva, ao temerem a reação do professor. Para isso, o professor deve se mostrar disponível para conversar a respeito das questões apresentadas, não emitir juízo de valor sobre as colocações feitas pelos alunos e responder as perguntas de forma direta e esclarecedora. Informações corretas, do ponto de vista científico ou esclarecimentos sobre as questões trazidas pelos alunos são fundamentais para seu bem-estar e tranqüilidade, para uma maior consciência de seu próprio corpo.</p>
<p>A sexualidade infantil é inerente a qualquer criança e sua demonstração será particular a cada uma, sendo que aos educadores cabe conhecê-la, respeitá-la, conduzi-la de forma adequada, sem estimulação nem repressão e tendo sempre em mente uma auto-reflexão de sua própria sexualidade.</p>
<p><strong>2.2 &#8211; Os resultados do Projeto de Pesquisa sobre Orientação Afetiva Sexual nos anos iniciais do Ensino Fundamental.</strong></p>
<p>Através de uma pesquisa realizada com alunos das séries iniciais do Ensino Fundamental &#8211; faixa etária de sete a dez anos, de uma instituição pública de ensino de Coromandel, pôde-se verificar quais são os principais questionamentos, dúvidas e curiosidades das crianças no tocante à sexualidade, nessa faixa etária. Os alunos redigiram perguntas que gostariam de obter respostas e depositaram-nas em uma caixa lacrada, dispensando-se identificação. Foram realizadas 302 perguntas, o que constata que as crianças desejam ter suas dúvidas sanadas. Alguns alunos não quiseram redigir nenhuma pergunta; outros as redigiram mais depois preferiram não deposita-las na caixa de perguntas. Percebe-se a conseqüência da repressão sexual no comportamento infantil. Alguns alunos fizeram não apenas uma pergunta, mas várias. A satisfação dessas curiosidades contribui para que o desejo de saber seja impulsionado ao longo da vida, enquanto a não satisfação gera ansiedade e tensão. A oferta, por parte da escola, de um espaço em que as crianças possam esclarecer suas dúvidas e continuar formulando novas questões contribui para o alívio das ansiedades que muitas vezes interferem no aprendizado dos conteúdos escolares, possibilitando ainda informações corretas e uma formação coerente.</p>
<p>As indagações das crianças foram analisadas de forma quantitativa, constatando-se: 20% das perguntas são referentes à camisinha. As crianças questionaram sobre o que é, qual a sua utilidade, como colocar, se existe também a feminina. 19% das perguntas dizem respeito ao sexo. Foram realizadas perguntas sobre o que é, como é realizado, qual o momento certo para começar a vida sexual, também perguntas sobre sexo anal. Sobre menstruação, as perguntas realizadas perfizeram o total de 14%. Perguntas sobre o que é, quando e porque começa, qual o período de duração.12% das dúvidas referem-se à puberdade e adolescência, com questionamentos sobre o que são, quando começam, quais são as transformações ocorridas. As perguntas sobre concepção, gravidez e parto somam o total de 10%. Perguntas tais como os bebês nascem, como acontece a gravidez, como evita-la, com que idade a menina pode engravidar, como o bebê é formado e como se alimenta no útero, como é realizada a inseminação artificial.8% das perguntas dizem respeito aos sistemas reprodutores feminino e masculino, desejando-se saber o nome correto e a função dos órgãos.Perguntas sobre Aids e doenças sexualmente transmissíveis correspondem a 6% do total. São indagações sobre o que são e como prevenir.11% das perguntas referem-se a assuntos diversos, tais como abuso sexual, virgindade, impotência sexual, homossexualismo, namoro, vestuário feminino, orgasmo, posições sexuais, ginecologia etc.</p>
<p>Através dessa pesquisa, constata-se que as dúvidas e curiosidades infantis perpassam por todas as áreas da sexualidade humana. Observa-se que a maioria das perguntas das crianças de sete e oito anos refere-se às diferenças sexuais, ao nascimento, gravidez, parto, ao passo que as crianças maiores, de nove e dez anos geralmente têm dúvidas sobreos sistemas reprodutores, os métodos contraceptivos, a relação sexual etc. Na grande maioria das perguntas os órgãos genitais, tanto femininos como masculinos, foram denominados por apelidos, percebendo-se que há desinformação sobre a nomenclatura correta.</p>
<p>Sabe-se que a visão e posição tomadas a respeito da sexualidade são ocasionadas pela educação que é ministrada à criança. Ela vê o adulto como modelo ideal de comportamento sexual e desejada a aprovação do mesmo. Se for passado a ela o conceito de que a sexualidade é algo natural a todo ser humano, a criança irá sentir-se segura para expressar sua curiosidade e posicionar-se positivamente frente a essa questão. Se for expresso a ela, através da fala ou atitudes que a sexualidade é algo perverso, não digna de aprovação social, a criança passará a reprimir suas próprias manifestações sexuais.</p>
<p>Na pesquisa realizada, dentre todas as perguntas, foram redigidas duas afirmações, uma realizada por uma criança de uma turma da Fase II do Ciclo Inicial de Alfabetização e outra, por um aluno da Fase III, do Ciclo Complementar, que chamam a atenção, sendo a primeira: &#8220;Eu não gosto de falar de sexo. Sexo é ruim.&#8221;; e a segunda: &#8220;Eu não quero crescer. Não gosto de sexo.&#8221; Essas duas afirmações refletem a necessidade do trabalho de Orientação Sexual nas instituições escolares. A causa das crianças assim se expressarem pode ser uma grande carga de repressão sexual a elas imposta ou até mesmo a vivência de um abuso sexual. Durante a pesquisa, pôde-se observar também que grande parte das crianças, fruto de uma educação conservadora, vê o sexo como algo pecaminoso e perverso e a sexualidade como uma questão que deve ser discutida apenas com alguém muito íntimo, e de forma reservada. Perceberam-se algumas falas das crianças, que são embasadas em tabus e mitos culturais e religiosos, como: &#8220;Sexo é pecado. É coisa do diabo&#8221;; &#8220;Criança não pode falar em sexo. Isso é só para os adultos&#8221;; &#8220;A gente, quando é criança, não tem sexo.&#8221;</p>
<p>Também foram entrevistadas 7 profissionais das escolas Municipal Antônio Matias Pereira e Estadual Osório de Morais, através de um questionário, contendo 14 perguntas. Todas as entrevistadas são do sexo feminino, pertencentes à religião católica, atuam como regentes de turma. 20% trabalham no 1º ano do Ciclo Básico, 20 % no 2º ano do Ciclo Básico, 20% no 3º ano do Ciclo Básico e 40% no 1º ano do Ciclo Intermediário. No que diz respeito à formação acadêmica, 40% das entrevistadas possuem o 3º grau completo, 20% estão cursando, 20% o tem, incompleto e 20% não prestaram informações. 40% das profissionais entrevistadas se encontram na faixa etária de 20 a 29 anos e 60% , de 30 a 39 anos.</p>
<p>Questionadas sobre Projetos de Orientação Sexual nas escolas, 100% das entrevistadasafirmaram não existir o mesmo, mas também afirmaram que já se depararam com situações ligadas à Sexualidade e que esclarecem as dúvidas que os alunos possuem acerca do tema.</p>
<p>Percebemos então, que apesar da escola não possuir projetos sobre Orientação Sexual, os professores estão preocupados em estar esclarecendo as possíveis dúvidas dos alunos. Ao definir o trabalho com Orientação Sexual, como uma de suas competências, a escola deve estar incluindo-o no seu projeto educativo, pois freqüentemente os professores se deparam com situações em sala de aula, ligadas à sexualidade. Pode-se observar que as manifestações da sexualidade infantil mais freqüentes acontecem na realização de carícias no próprio corpo, na curiosidade sobre o corpo do outro, nas brincadeiras com colegas, nas piadas e músicas jocosas que se referem ao sexo, nas perguntas, ou ainda, na reprodução de gestos e atitudes típicos da manifestação da sexualidade adulta.</p>
<p>Em sua totalidade, 100% das entrevistadas afirmaram que a sexualidade deve ser tratada naturalmente, com clareza e transparência. Estão cientes de que manifestações da sexualidade infantil não se tratam de aberrações, que se justifiquem em repreensões, mas sim, de um trabalho de conscientização, que envolva discussão e esclarecimento de dúvidas.</p>
<p>Dentre as entrevistadas, 80% afirmaram que se sentem preparadas para orientar seus alunos sobre Sexualidade e 20% afirmaram que se sentem inseguras ao abordar o tema. Esse mesmo percentual se aplica à indagação quanto à necessidade de um professor específico para trabalhar Orientação Sexual: 80% acha necessário e 20% não vê necessidade. Percebemos, então, que ainda existem algumas dificuldades ao lidar com o tema na sala de aula, que devem ser suprimidas. É necessário que o educador tenha acesso à formação específica, para tratar de sexualidade com crianças e jovens na escola, possibilitando a construção de uma postura profissional e consciente no trato desse tema. O professor deve então entrar em contato com questões teóricas, leituras e discussões sobre as temáticas específicas de sexualidade e suas diferentes abordagens e preparar-se para a intervenção prática junto aos alunos. Também é necessário que se estabeleça uma relação de confiança entre alunos e professores. Para isso, o professor deve se mostrar disponível para conversar a respeito das questões apresentadas, não emitir juízo de valor sobre as colocações feitas pelos alunos e responder as perguntas de forma direta e esclarecedora.</p>
<p>Uma das dificuldades encontradas pelos educadores no trabalho de Orientação Sexual fundamenta-se na resistência dos familiares, no que diz respeito a iniciativas que incluem o tema. 60% das professoras entrevistadas disseram que encontram dificuldades com os familiares. Pode-se perceber que o fato de a família ter valores conservadores, liberais ou progressistas, professar alguma crença religiosa ou não, e a forma como o faz, determina, em grande parte, a educação das crianças. Toda família realiza a educação sexual de suas crianças e jovens, mesmo aquelas que nunca falam abertamente sobre isso. O comportamento dos pais entre si, na relação com os filhos, no tipo de &#8220;cuidados&#8221; recomendados, nas expressões, gestos e proibições que estabelecem são carregados de determinados valores associados à sexualidade, que a criança apreende. Ela também recebe informações através da televisão, do cinema, dos livros e revistas, de pessoas não pertencentes à sua família. Mas muitas vezes, não podem compreender por completo o significado dessas mensagens e constroem conceitos e explicações errôneas e fantasiosas sobre a sexualidade. Isso, devido ao fato de algumas famílias ainda manterem um certo conservadorismo, o que impede que tenham informações adequadas no espaço privado. Todas essas questões são levadas pelos alunos para dentro da sala de aula. Dentre as profissionais entrevistadas, apenas 20% afirmaram que os alunos trazem informações adequadas de casa sobre sexualidade. Diante desse fato, cabe à escola desenvolver uma orientação crítica, reflexiva e educativa, como complementar à educação dada pela família.</p>
<p>Em sua totalidade, 100% das profissionais entrevistadas afirmaram que a Orientação Sexual deve ser realizada pela família, pela escola e pelos órgãos de saúde. Todos esses segmentos devem contribuir, realizando o papel que lhes cabe, sem se omitirem. Mesmo sem se sentirem preparadas para abordar o tema, as professoras têm consciência de que também lhes cabe o papel de orientar sobre a sexualidade. Todas as entrevistadas foram unânimes em afirmar que é de grande relevância esse trabalho na escola. Do mesmo modo, 100% das entrevistadas, ao serem questionadas acerca da Orientação Sexual poder causar umdespertamento à vida sexual precoce, as mesmas afirmaram que isso não ocorre. Na mesma proporção, ou seja, 100% disseram que esse trabalho torna os jovens mais conscientes quanto à sua própria sexualidade. Felizmente, os educadores estão cientes da importância de tratar o tema. Cabe então, colocá-lo em prática.</p>
<p>Questionadas sobre quando se deve iniciar o trabalho de Orientação Sexual nas escolas, 40% afirmaram que deve ser realizado a partir do pré-escolar e 60% disseram que deve ser a partir do 1º ano do Ciclo Intermediário. 40% das entrevistadas acham que o tema deve ser abordado pelo professor das disciplinas de Ciências e Biologia e 60% acha que cabe a todos os professores a abordagem do mesmo. O trabalho de Orientação Sexual deve iniciar-se desde a Educação Infantil, pois sabe-se que &#8220;a sexualidade é inerente ao ser humano, em todas as suas fases e é fundamental na vida psíquica do indivíduo&#8221; (Guia de Orientação Sexual, 1994). Percebemos que todas as professoras entrevistadas, que trabalham com diferentes anos e ciclos, já se depararam com situações ligadas à sexualidade. Isso mostra que as manifestações ocorrem em todas as fases do desenvolvimento. Muitas escolas, atentas para a necessidade de trabalhar com essa temática em seus conteúdos formais, incluem Aparelho Reprodutivo no currículo de Ciências Naturais, no 1º ano do Ciclo Intermediário. Geralmente o fazem através da discussão sobre a reprodução humana, com informações ou noções relativas à anatomia e fisiologia do corpo humano. Essa abordagem, normalmente não abarca as ansiedades e curiosidades das crianças, pois enfoca apenas o corpo biológico e não inclui as dimensões culturais, afetivas e sociais contidas nesse mesmo corpo. Todos os professores, de todas as disciplinas, devem estar aptos a lidar com o assunto, pois, querendo ou não, todos estão sujeitos a deparar-se com situações que envolvem sexualidade, onde têm que intervir. Daí, surge a necessidade de uma preparação adequada aos docentes.</p>
<p>Foi realizada uma pergunta referente à própria informação sobre sexualidade que as entrevistadas receberam. Constatou-se o seguinte: 20% obteve informação na escola, 20% na família, 20% em livros e revistas, 20% na escola, na família, em livros e revistas, e 20% na escola, na família, em livros e revistas e amigos. Através desses dados, percebemos que as duas principais instituições que devem orientar sobre a sexualidade não têm exercido de maneira integral a sua função. Isso vem ocorrendo há décadas e não é diferente em nossa sociedade contemporânea. É um fato emergente, que deve ser repensado e modificado. 60% das professoras entrevistadas se consideram liberais, ao tratar de Orientação Sexual, enquanto 40% se sentem inseguras, diante da própria educação que obtiveram, demonstrando que a preparação desses profissionais é de grande relevância.</p>
<p><strong>CAPÍTULO III</strong></p>
<p><strong>O PSICOPEDAGOGO E A ORIENTAÇÃO SEXUAL NA ESCOLA</strong></p>
<p>Conforme o já exposto no capítulo anterior, constata-se que grande parte dos profissionais educacionais incumbidos de realizar a Orientação Sexual de seus alunos, por não dizer a maioria, estão despreparados e apresentam dificuldades em cumprir essa tarefa, tanto por questões pessoais, quanto pela falta de informações sobre o tema. Porém, existe um outro profissional que atua na área educacional, o qual pode auxiliar no trabalho de Orientação Sexual na escola: o psicopedagogo. A intervenção psicopedagógica ganha, atualmente, cada vez mais espaço nas instituições de ensino. Apesar de ser uma profissão nova, e ainda não regulamentada, tendo apenas amparo legal no Código Brasileiro de Ocupação, a profissão de psicopedagogo tem sido muito requisitada nas instituições escolares, clínicas e empresariais, haja visto sua grande importância na compreensão dos processos de desenvolvimento e das aprendizagens humanas.<br />
Segundo BOSSA (1994, p.18), os primeiros esboços de Psicopedagogia aconteceram na França, no início do século XIX, com contribuições da Medicina, Psicologia e Psicanálise, para ação terapêutica em crianças que tinham lentidão ou dificuldades para aprender. Os estudos franceses influenciaram a iniciação psicopedagógica na Argentina e esta, no Brasil.<br />
Aproximadamente há 37 anos, surgiram os primeiros grupos de estudos sobre a aprendizagem e o sistema educacional brasileiro. Os cursos na área de Psicopedagogia começam a surgir nos anos 70, mas é na década de 90 que se multiplicam. Em 1996 foi aprovado em Assembléia Geral, no III Congresso Brasileiro de Psicopedagogia, o Código de Ética que assinala dentre outras coisas, que a Psicopedagogia é um campo de atuação em saúde e educação, que lida com o processo de aprendizagem humana, é de natureza interdisciplinar e o trabalho pode se dar na clínica ou instituição, de caráter preventivo e/ou remediativo.<br />
A psicopedagogia constitui-se em uma justaposição de dois saberes &#8211; psicologia e pedagogia &#8211; que vai muito além da simples junção dessas duas palavras. Isto significa que é muito mais complexa do que a simples aglomeração de duas palavras, visto que visaidentificar a complexidade inerente ao que produz o saber e o não saber. É uma ciência que estuda o processo de aprendizagem humana, sendo o seu objeto de estudo o ser em processo de construção do conhecimento. O psicopedagogo pode atuar em diversas áreas, de forma preventiva e terapêutica, para compreender os processos de desenvolvimento das aprendizagens humanas, recorrendo a várias estratégias, objetivando se ocupar dos problemas que podem surgir.<br />
Na área educacional, o psicopedagogo é imprescindível na implantação e no desenvolvimento do trabalho de Orientação Sexual. Mas qual a importância do psicopedagogo na Orientação Sexual na escola?<br />
O psicopedagogo é um profissional que tem uma formação que lhe possibilita compreender o desenvolvimento humano e o desenvolvimento da sexualidade, que é uma parte do desenvolvimento da pessoa. Além disso, o psicopedagogo tem potencialmente os conhecimentos teóricos sobre como facilitar para que as crianças e jovens adquiram conhecimentos sobre este tema.A psicopedagogia teve grande contribuição da Psicanálise, ciência que teve como seu fundador Freud, e trata da questão da sexualidade infantil. Assim, o psicopedagogo possui bases teóricas para que a Orientação Sexual seja realizada de forma correta, conforme as peculiaridades e características de cada fase do desenvolvimento da sexualidade humana.<br />
A psicopedagogia, no seu âmbito institucional, tem uma preocupação especial com o tratamento e prevenção das dificuldades de aprendizagem. Mas o que tem haver aprendizagem e Orientação Sexual? Até que ponto uma sexualidade mal resolvida, mal direcionada ou equivocada atrapalha na aprendizagem?<br />
A sexualidade interfere muito na questão da identidade, principalmente da criança edo adolescente, e assim, interfere no processo de aprendizagem. A criança e adolescente que podem ter um pouco mais de conhecimento de si, de sua sexualidade, passam a ter um maior desenvolvimento escolar, um desenvolvimento da aprendizagem melhor, na medida em que a relação entre auto-conhecimento, sexualidade e aprendizagem é muito grande.<br />
Outra questão essencial para que alguém aprenda ou que se disponha a aprender é a curiosidade. Se não existe curiosidade,não há aprendizado. E a primeira curiosidade é a &#8220;de onde é que eu vim?&#8221;, &#8220;para onde é que eu vou?&#8221;, &#8220;quem sou eu?&#8221;. Parte dessa curiosidade tem a ver com a sexualidade; então, se abre-se o caminho para a curiosidade acerca da sexualidade, abre-se também caminho para a curiosidade sobre o mundo, curiosidade científica, curiosidade filosófica, curiosidade à cata de conhecimento. Na nossa cultura, uma das portas mais fechadas para a curiosidade é a que diz respeito à sexualidade A sexualidade  é um dos mais importantes aspectos da personalidade, mas acaba ficando confinada a um saber que muito raramente pode ser confirmado por fontes confiáveis. O começo da repressão, da formação do tabu da sexualidade é a repressão da curiosidade.<br />
Inúmeras experiências têm mostrado que, quando as dúvidas das crianças são acolhidas, menor é a agitação em sala de aula e melhor é o desenvolvimento escolar. Segundo FERNANDES,</p>
<p>Impedir o conhecimento, seja por valores rígidos ou em nome da &#8216;moral&#8217; e dos bons costumes em nada beneficia a criança; ao contrário, podeprovocar sérios bloqueios de aprendizagem, porque impede o desenvolvimento da curiosidade pelo saber e a espontaneidade. FERNANDES ( apud Ribeiro, 1990, p. 37)</p>
<p>O não esclarecimento das curiosidades das crianças e jovens pode gerar angústias e tensões, influenciando assim, a aprendizagem.<br />
O psicopedagogo realiza um trabalho de diagnóstico e compreensão das causas que originam um problema ou dificuldade de aprendizagem. Uma das causas pode referir-se à uma sexualidade mal resolvida, à uma curiosidade e anseio a respeito da sexualidade ainda não respondidos, ou a uma intensa repressão sexual. Após diagnosticada a causa, a formação do psicopedagogo lhe proporciona subsídios para que intervenha no problema e realize um trabalho de Orientação Sexual, de modo a solucionar o problema que interfere na aprendizagem.<br />
Uma questão relevante no trabalho de Orientação Sexual feito pelo psicopedagogo é a possibilidade da realização de orientações e atendimentos individualizados. Por ser carregada de preconceitos, tabus e repressão, a sexualidade é vista por muitos como algo que deve ser tratado apenas em particularidade. Assim, a intervenção do psicopedagogo na área de Orientação Sexual abre espaço para que todos os alunos participem, sem sentirem-se expostos, tímidos ou receosos.<br />
É importante é que o psicopedagogo tenha abertura e receptividade para os alunos e interesse pelo tema. É necessário portanto, que o psicopedagogo, ao trabalhar a Orientação Sexual na escola, tenha capacidade de rever sua postura e seus conhecimentos constantemente.</p>
<p>O orientador sexual é, acima de tudo, um educador que observa e reflete para o aluno as diversas opiniões para que cada indivíduo se torne capaz de ser sujeito de seu desenvolvimento emocional e sexual.<br />
Nesse sentido, o psicopedagogo orientador sexual &#8220;ideal&#8221; é aquele que está aberto para questionamentos e predisposto a mudanças, a escutar o aluno, reconhecendo seus limites, pois estes deverão ser encorajados a expressar suas idéias e opiniões sem ter que dar depoimentos pessoais.</p>
<p>Tal visão assemelha-se à de RIBEIRO (1990), quando faz o seguinte comentário:</p>
<p>O orientador sexual, por sua vez, deverá ter uma formação específica e distinta, de maior duração, envolvendo aspectos desde conhecimentos teóricos a serem transmitidos, até a aquisição de atitudes positivas e sadias em relação à sexualidade, sua própria e de outrem, e da capacidade de tratar com naturalidade as questões que serão abordadas. E o critério de seleção indispensável é que o &#8216;candidato&#8217; esteja interessado na temática e se sinta à vontade para falar de sexo. (Ribeiro, 1990, p.33)</p>
<p>Desse modo, as principais características do psicopedagogo facilitador do trabalho de Orientação Sexual são: disponibilidade em lidar com o assunto e o compromisso de estar atualizado com as informações referentes à sexualidade, bem como sobre os recursos a serem usados pelos alunos. O psicopedagogo deve garantir o respeito às diferenças, que é condição fundamental na viabilização do trabalho de Orientação Sexual. Além disso, é preciso garantir a ética no trabalho, por parte dos alunos e do professor; bom senso; facilidade em dirigir dinâmica de grupo; desejo por conhecimento do assunto; bom relacionamento com os alunos e tranqüilidade em relação à sexualidade são algumas das condições necessárias ao psicopedagogo orientador sexual.</p>
<p>Vale ressaltar que o psicopedagogo, apesar de imprescindível no trabalho de Orientação Sexual na escola, não é o único responsável por executar essa tarefa, que é de toda a comunidade escolar.<br />
<strong>3.1- Psicopedagogo e professor: juntos por uma Orientação Sexual de qualidade </strong></p>
<p>O trabalho de Orientação Sexual constitui um processo formal e sistemático, o que envolve um espaço no currículo escolar. Não se trata de um fenômeno episódico, como uma palestra realizada por médicos, psicólogos, entrem outros, ou de uma abordagem esporádica como feira da cultura, feira de Ciências, ou algo dessa natureza. Como todo e qualquer processo educativo, apresenta efeitos e resultados demorados, que muitas vezes só são observados em longo prazo.</p>
<p>Desta feita, cabe à escola abrir um canal para o debate permanente com crianças e jovens acerca das questões relacionadas à sexualidade. Esse tipo de trabalho exige planejamento e intervenção por parte dos profissionais de educação, pois não deve limitar-se à veiculação de informações de caráter puramente biológico, ou preventivo.</p>
<p>Diante da dificuldade do professor em se trabalhar com a oralidade ou diálogo referido ao tema sexualidade, pode-se estabelecer uma parceria, um trabalho a quatro mãos, em busca de maior qualidade: a parceria entre psicopedagogo e professor.</p>
<p>O psicopedagogo institucional, como um profissional qualificado, está apto a trabalhar na área da educação, dando assistência aos professores e a outros profissionais da instituição escolar para melhoria das condições do trabalho de Orientação Sexual, bem como para prevenção dos problemas de aprendizagem ocasionados por uma sexualidade reprimida ou má resolvida.<br />
Por meio de técnicas e métodos próprios, o psicopedagogo possibilita uma intervenção psicopedagógica, visando à solução de problemas de sexualidade nos espaços institucionais. Juntamente com toda a equipe escolar, está mobilizado na construção de um espaço adequado à uma Orientação Sexual correta e eficaz. Elege a metodologia e/ou a forma de intervenção, com o objetivo de facilitar tal trabalho.<br />
Um trabalho psicopedagógico pode contribuir muito, auxiliando educadores a aprofundarem seus conhecimentos sobre as teorias da sexualidade infantil e sobre as bases teóricas e práticas da Orientação Sexual. Esse trabalho permite que o educador se olhe como aprendente e como ensinante.<br />
Além do já mencionado, o psicopedagogo está preparado para auxiliar os educadores, realizando atendimentos pedagógicos individualizados, contribuindo para a compreensão das manifestações da sexualidade infantil na sala de aula, permitindo ao professor ver alternativas de ação e ver como poderá intervir, para que as curiosidades dos alunos sejam respondidas, bem como participar do diagnóstico dos problemas de aprendizagem gerados por problemas de sexualidade de seus alunos.<br />
Os estudos e as reflexões, juntamente com o Psicopedagogo, contribuem para a qualificação da ação do professor, construindo uma prática pedagógica mais segura e, conseqüentemente, contribuindo para que os alunos construam suas relações com a sexualidade de forma tranqüila e prazerosa.<br />
Para o psicopedagogo, a experiência de intervenção junto ao professor, num processo de parceria, possibilita uma aprendizagem muito importante e enriquecedora. Não só a sua intervenção junto ao professor é positiva. Também o é a sua participação em reuniões de pais, esclarecendo sobre a Orientação Sexual dos filhos; em conselhos de classe, avaliando como é realizada a orientação; na escola como um todo, acompanhando a relação estabelecida no trato do tema sexualidade e sugerindo atividades, buscando estratégias e apoio.<br />
A Orientação Sexual na escola não é feita de forma isolada, onde só o psicopedagogo, ou apenas o professor assumem o papel de educar sexualmente.Ao contrário, a Orientação Sexual é realizada de forma conjunta, por todos os agentes da instituição escolar. O psicopedagogoé privilegiado, porter a oportunidade de lidar tanto com o aluno, quanto com o professor. Assim, subsidia o professor e também orienta sexualmente o aluno, de maneira direta.<br />
O trabalho psicopedagógico atinge seus objetivos quando, ampliando a compreensão sobre as características e necessidades de esclarecimento e orientação sobre a sexualidade dos alunos, abre espaço para que a escola viabilize recursos para atender às necessidades de Orientação Sexual. Desta forma, o fazer psicopedagógico se transforma, podendo se tornar uma ferramenta poderosa no auxílio à Orientação Sexual na escola. A parceria psicopedagogo e professor constitui-se na chave para uma Orientação Sexual de qualidade.</p>
<p><strong>3.2- A intervenção do psicopedagogo junto à família do educando</strong></p>
<p>Como já explicitado anteriormente, uma das grandes barreiras que impedem a implantação da Orientação Sexual na escola é a aceitação da família a esse trabalho.Há pais que não aceitam que a escola assuma essa função, os quais ainda continuam pensando que podem manter seus filhos &#8220;puros&#8221;, livres das manifestações da sexualidade. O trabalho é dificultado por incompreensão dos pais, pois, como alguns&#8221;não têm conhecimento&#8221; sobre o tema, acham que a escola está ensinando coisa feia, erradapara os alunos. Então o que fazer diante dessa situação? Como o psicopedagogo pode intervir, à busca de solução?</p>
<p>De acordo com SUPLICY (1998), a primeira providência que a escola deve tomar ao implementar o trabalho de Orientação Sexual é promover uma reunião com os que compõem a escola (o quadro funcional, a comunidade, na figura do pai, os alunos). Ospais devem tomar conhecimento do trabalho que vai ser desenvolvido, quais os objetivos, pois cabe a estes &#8220;autorizar&#8221; seus filhos a participar desse trabalho. O psicopedagogo, com sua formação, possui pressupostos teóricos para explicitar e demonstrar aos pais a importância da Orientação Sexual na escola.</p>
<p>A maneira como os pais lidam com a própria sexualidade interfere de maneira importante na maneira com que os filhos desenvolverão sua identidade sexual. Há muito o que o psicopedagogo pode fazer, no sentido de auxiliar os pais a lidarem melhor com a própria sexualidade e, com isso, com a sexualidade dos filhos. O psicopedagogo pode orientar os pais realizando palestras, reuniões, discussões, atendimentos individualizados, para que eles possam incrementar sua própria vivência da sexualidade. Se esses pais não buscam um maior auto-conhecimento quanto à própria sexualidade, tenderão a evitar, ainda que implicitamente, o contato com a sexualidade dos filhos. A intervenção psicopedagógica se propõe a incluir os pais no processo,possibilitando o acompanhamento do trabalho realizado junto à toda a comunidade escolar. Assegurada uma maior compreensão, os pais ocupam um novo espaço no contexto do trabalho de Orientação Sexual, abandonando o papel de meros espectadores, assumindo a posição que lhes cabe de parceiros, participando, opinando, orientando.</p>
<p><strong>CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong></p>
<p>Sendo a escola um lugar de curiosidades, sonhos, medos, idéias, aprendizagem, conquistas, descobertas etc., esta não pode excluir as manifestações da sexualidade e, sim criar um espaço de discussão aberta e franca sobre ela, deixando de lado os próprios preconceitos, permitindo que cada um se mostre como é: com suas dúvidas, conflitos, medos. É ela, a escola,quem detém os meios pedagógicos necessários para a intervenção sistemática sobre a sexualidade, de modo a proporcionar a formação de uma opinião mais crítica sobre o assunto, permitindo, assim, a satisfação e os anseios dos alunos.</p>
<p>Freqüentemente os educadores deparam-se com situações ligadas à sexualidade no âmbito escolar. Qualquer atitude por eles tomada, seja silenciar o fato, ignorar, repreender ou esclarecer, repercute na visão da criança a respeito da sexualidade. O educando vê no adulto, no caso específico da escola, no professor, um modelo de comportamento em relação à sexualidade.</p>
<p>Por congregar assuntos delicados e vistos como íntimos, o trabalho de Orientação Sexual torna-se árduo à maioria dos educadores, que se sentem constrangidos ao abordar a temática da sexualidade. Sentem-se desprovidos de preparação, possuindo conhecimentos insuficientes e fragmentados e ao tentarem realizar a Orientação Sexual, esbarram-se em seus conceitos errôneos, seus mitos, seus tabus e preconceitos, reforçados pela educação e sociedade conservadora.</p>
<p>É necessário que o educador tome consciência de que as manifestações da sexualidade infantil constituem-se em aspectos naturais e integrantes do desenvolvimento humano. Os profissionais da educação também devemestar atentos às diferentes formas de expressão dos alunos, que podem significar uma necessidade não verbalizada de discussão e compreensão de algum tema condizente à sexualidade.</p>
<p>O psicopedagogo, um novo profissional da escola, é de grande relevância no trabalho de Orientação Sexual. Ele, com sua formação que lhe permite compreender o desenvolvimento humano e o desenvolvimento da sexualidade, que é uma parte do desenvolvimento da pessoa, aliado ao professor e à toda a comunidade escolar, pode realizar uma Orientação Sexual reflexiva e eficaz.</p>
<p>Certamente hoje a sexualidade é tratada de forma mais explícita do que antes e, almejamos que amanhã, seja mais que hoje. Quanto mais cedo forem derribadas as barreiras que impedem uma Orientação Sexual eficaz nas instituições escolares, mais cedo teremos a minimização de problemas como a repressão sexual, os problemas de aprendizagem ocasionados por angústias sexuais, o abuso sexual, o preconceito sexual, a gravidez na adolescência e a proliferação de doenças sexualmente transmissíveis, como a Aids. Assim, faz-se necessário que haja a implantação de programas deOrientação Sexual nas séries iniciais do Ensino Fundamental, ressaltando-se que ela deve ser iniciada desde a Educação Infantil</p>
<p>Portanto, na tentativa de se caminhar para uma educação coerente, a qual aspira formar cidadãos, pretende-se demonstrar que a implantação do trabalho de Orientação Sexual na escola é relevante, no sentido de informar e discutir os diferentes tabus, preconceitos, crenças e atitudes existentes na sociedade, buscando, se não uma isenção total, o que é impossível de se conseguir, uma condição de maior distanciamento pessoal por parte dos profissionais, para empreender essa tarefa. E o psicopedagogo é o novo aliado à escola, para empreender a tarefa de educar sexualmente as crianças e jovens.</p>
<p>Parafraseando PINTO (1997, p. 50), entende-se que a função da escola é construir individualidades (identidades) e, se é dessa maneira indireta que se dará sua contribuição ao amadurecimento da sexualidade infantil e juvenil, uma enorme transformação precisa ser realizada no seu interior.</p>
<p>Sabe-se que mudar é difícil, a missão é árdua, os desafios são imensos, porém, cabe a cada um ousar e tentar mudar esse quadro, promovendo as mudanças necessárias, pois, como diz Cecília Meirelles, &#8220;o vento é o mesmo; mas sua resposta é diferente a cada folha.&#8221;</p>
<p><strong>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</strong></p>
<p>AQUINO, J. G. (org.). <strong>Sexualidade na escola</strong>: alternativas teóricas e práticas. São Paulo: Summus, 1997.</p>
<p>BRASIL. <strong>Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.</strong> Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996.</p>
<p>BOSSA, Nádia. <strong>A Psicopedagogia no Brasil</strong>: contribuições a partir da prática. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1994.</p>
<p>CHAUÍ, Marilena. <strong>Repressão sexual</strong>: essa nossa (dês)conhecida. São Paulo: Brasiliense, 1992.</p>
<p>GTPOS, ABIA, ECOS. <strong>Guia de Orientação Sexual</strong>: diretrizes e metodologia. 4<sup>a</sup> ed. São Paulo: Casa do psicólogo, 1994.</p>
<p>FOLHA DE S. PAULO. In: <strong>Em 20 anos, Aids já matou 22 milhões<em>.</em></strong> 5 jun. 2001, p.07.</p>
<p>FOUCAULT, Michel.<strong>A história da sexualidade III<em>:</em></strong> O cuidado de si. 12. ed. Rio de Janeiro: Graal, 1997.</p>
<p>KAPLAN. H.S. <strong>Enciclopédia Básica de Educação Sexual<em>.</em></strong> Rio de Janeiro: Record, 1983.</p>
<p>KUPFER, Maria Cristina. <strong>Freud e a educação:</strong>o mestre do impossível. 1.ed. São Paulo: Scipione, 1989.</p>
<p><strong>NOVA ESCOLA</strong>: A revista de quem educa. S. P. Editora Abril, n. 191, abr. 2006.</p>
<p><strong>Parâmetros Curriculares Nacionais<em>:</em></strong> Orientação Sexual – Ensino Fundamental (1ª a 4ª séries) – Secretaria de Educação Fundamental – Brasília: MEC / SEF, 1996.</p>
<p>RIBEIRO, P. R. M. <strong>Educação sexual além da informação</strong>. São Paulo: EPU, 1990.</p>
<p>ROSEMBERG, Fúlvia. A educação sexual na escola. In: <strong>Cadernos de Pesquisa</strong>, n. 53, p. 11- 19, mai. 1985.</p>
<p>SUPLICY, Marta. <strong>Conversando sobre sexo<em>.</em></strong> 16. ed. Rio de Janeiro: Vozes, 1990.</p>
<p>________. <strong>Sexo se aprende na escola</strong>. São Paulo: Olho d&#8217;Água, 1998.</p>
<p>________. <strong>Educação e orientação sexual.</strong> In: RIBEIRO, Novas idéias: novas conquistas. Rio de Janeiro, Rosa dos Tempos, 1993.</p>
<p>VIDAL, Diana G. Sexualidade e docência feminina no ensino primário do Rio de Janeiro (1930-1940). In: BRUSCHINI, Cristina; HOLLANDA, Heloísa B. (Org.). <strong>Horizontes plurais: novos estudos de gênero no Brasil</strong>. 34. ed. São Paulo, 1998.</p>
<div>
<hr size="1" /></div>
<p>1 Os Temas Transversais são propostos pelos Parâmetros Curriculares Nacionais e definidos como o conjunto de temas de tratamento transversal de temáticas sociais na escola, como forma de contemplá-las na sua complexidade, sem restringi-las à abordagem de uma única área. São eles: Ética, Meio Ambiente, Pluralidade Cultural, Saúde e Orientação Sexual.<br />
Fonte:</p>
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<h2>Kelly Cristina Silva</h2>
<p><img src="http://www.webartigos.com/templates/Default/Images/NoPicture.gif" border="0" alt="" align="left" /></p>
<p>Psicopedagoga e professora de Educação Infantil.</p>
<p><a href="http://www.webartigos.com/authors/5506/Kelly-Cristina-Silva">Ler outros artigos de Kelly Cristina Silva</a></p>
<p>.</p>


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		<title>Respiração &#8211;  Inspiração</title>
		<link>http://psique.org/archives/306</link>
		<comments>http://psique.org/archives/306#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 25 Feb 2010 21:05:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilda Limberger</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[meditação]]></category>

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		<description><![CDATA[Respiração
Fenômeno rítmico:
2 fases : Inspiração e expiração
Processo de Troca:  através da inspiração oxigênio contido no ar é levado aos corpúsculos vermelhos do sangue,  através da expiração expelimos dióxido de carbono.
“Há duas bênçãos na respiração, absorver o ar e soltá-lo outra vez; uma nos pressiona outra nos refresca, que mistura maravilhosa é a vida.” [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 		A:link { so-language: zxx } 		A:visited { so-language: zxx } --><span style="font-size: medium;"><a href="http://psique.org/wp-content/uploads/2010/02/campo-4081_thumb.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-307" title="campo-4081_thumb" src="http://psique.org/wp-content/uploads/2010/02/campo-4081_thumb.jpg" alt="" width="150" height="113" /></a>Respiração</span></p>
<p>Fenômeno rítmico:</p>
<p>2 fases : Inspiração e expiração</p>
<p>Processo de Troca:  através da inspiração oxigênio contido no ar é levado aos corpúsculos vermelhos do sangue,  através da expiração expelimos dióxido de carbono.</p>
<p>“<em><strong>Há duas bênçãos na respiração, absorver o ar e soltá-lo outra vez; uma nos pressiona outra nos refresca, que mistura maravilhosa é a vida.” Goethe</strong></em></p>
<p><em>Spirare </em>significa respirar e <em>spirtus</em> significa espírito; a raiz de ambas as palavras num único termo:</p>
<p>“inspiração” e assim está ligada inseparavelmente a respirar para dentro ou seja deixar entrar.</p>
<p>Em grego,<em> psyche</em> tanto significa respiração como alma. Em sânscrito encontramos a palavra <em>atman</em>, na qual podemos logo ver o elo que liga a palavra  germânica atman(respirar).</p>
<p>Na língua hindu quando alguém atinge a perfeição é chamado de <em>mahatma</em>, que significa tanto grande alma como grande respiração.</p>
<p>Da doutrina hindu aprendemos também que a respiração é a portadora de verdadeira força vital à qual os indianos chamam <em>prana</em>.</p>
<p>Na história da criação(Bíblia) Deus soprou se hálito divino no torrão de barro que formara e que ao fazê-lo, deu a Adão uma alma viva.</p>
<p>Respiremos!</p>
<p>Om, Om, Om</p>
<p>Marilda Limberger</p>


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		<title>Alimentação Para Uma Vida Saudável de 120 Anos Solua</title>
		<link>http://psique.org/archives/301</link>
		<comments>http://psique.org/archives/301#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 12:52:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilda Limberger</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Este texto resume mais de 10 trabalhos sobre alimentação e saúde que o Grupo de Aprendizes da  Informação Aberta (GAIA) está disponibilizando para  Internet e para  impressão  (Internet:  index.html#Alimento). As bases  científicas   desta  informação  estão   no  livro  fundamental entitulado   [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://psique.org/wp-content/uploads/2010/02/psique.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-302" title="psique" src="http://psique.org/wp-content/uploads/2010/02/psique-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a>Este texto resume mais de 10 trabalhos sobre alimentação e saúde que o Grupo de Aprendizes da  Informação Aberta (GAIA) está disponibilizando para  Internet e para  impressão  <a href="http://www.gaia.unb.br/solua/index.html#Alimento">(Internet:  index.html#Alimento)</a>. As bases  científicas   desta  informação  estão   no  livro  fundamental entitulado     &#8220;A    Revolução     Antienvelhecimento&#8221;     <a href="http://www.gaia.unb.br/solua/longevidade.html">(Internet: longevidade.html)</a> [<a name="CITESMITH" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#SMITH">16</a>].  Este livro, escrito pelo Dr.  Timothy J.   Smith,  vice-presidente  da  Associação Médica  de  Nutrição  dos Estados Unidos, aconselha a saudável alimentação vegetariana, orgânica e integral.</p>
<div><!----></div>
<p>A   melhor   alimentação   é   a   natural    <a href="http://www.gaia.unb.br/solua/alinat.html">(Internet:   alinat.html)</a> [<a name="CITECASTANHO" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#CASTANHO">4</a>].    Natural  é   orgânico  e   vegetariano   <a href="http://www.gaia.unb.br/solua/longevidade.html#4.1">(Internet: longevidade.html#4.1)</a> [<a name="CITESMITH" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#SMITH">16</a>].   Natural   é   cru   <a href="http://www.gaia.unb.br/solua/cru.html">(Internet: cru.html)</a> [<a name="CITENOLFI" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#NOLFI">11</a>]. Natural  é integral  e sem  açúcar  <a href="http://www.gaia.unb.br/solua/sugarblues.html">(Internet: sugarblues.html)</a> [<a name="CITEDUFTY" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#DUFTY">6</a>].  Nossa alimentação anti-natural moderna provoca  doenças degenerativas  <a href="http://www.gaia.unb.br/solua/atkins.html">(Internet:  atkins.html)</a> [<a name="CITEATKINS" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#ATKINS">1</a>]. Estas  doenças  degenerativas  nos   impedem  de  viver  os  120  anos programados   em   nossos   gens    <a href="http://www.gaia.unb.br/solua/longevidade.html#1.2">(Internet:   longevidade.html#1.2)</a> [<a name="CITESMITH" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#SMITH">16</a>].  A  carne e produtos derivados de  animais apodrecem nos nossos   intestinos  e   nos   intoxicam   <a href="http://www.gaia.unb.br/solua/intestino.html">(Internet:   intestino.html)</a> [<a name="CITESHINYA" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#SHINYA">15</a>].</p>
<div><!----></div>
<p>A vida é  o mais importante. Nós do Grupo  de Aprendizes da Informação Aberta (GAIA), temos o dever  de defendê-la. Gaia, o organismo vivo da mãe terra<a name="tthFrefAAB" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#tthFtNtAAB"><sup>1</sup></a>,  vai cobrir  de bençãos,  todos  os guardiões  da vida.   Não apenas da  vida de nossa família  humana, mas também  de nossos irmãos menores os animais e de nossas  irmãs maiores as árvores.  Em honra ao fogo da vida, alimentado pelo oxigênio do ar que respiramos, queimando os carboidratos do alimento que comemos, vamos juntos vencer a doença, a velhice e a morte.</p>
<p>Para  isso  primeiro  venceremos  a  morte  por  acidentes  e  doenças infecto-contagiosas.      Depois       venceremos      as      doenças degenerativas. Finalmente venceremos a morte programada genéticamente, através  da fecundação do  nosso corpo  biológico com  nossas próprias células seminais. Vamos juntos em busca da vida eterna.</p>
<p><span id="more-301"></span></p>
<div><!----></div>
<div><!----></div>
<h1>Sumário</h1>
<p><a href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#1">1  Caminho para uma vida longa e saudável</a><br />
<a href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#2">2  Dieta antienvelhecimento</a><br />
<a href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#2.1">2.1  Programa de renovação antienvelhecimento</a><br />
<a href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#3">3  Vegetarianismo e vida longa</a><br />
<a href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#3.1">3.1  Centenários do Himalaia e sua dieta saudável</a><br />
<a href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#4">4  As doenças degenerativas e radicais livres</a><br />
<a href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#4.1">4.1  Formadores dos maléficos radicais livres</a><br />
<a href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#5">5  Radicais livres: peças quebradas do organismo</a><br />
<a href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#5.1">5.1  O envelhecimento precoce por dano</a><br />
<a href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#6">6  Corpo humano naturalmente vegetariano</a><br />
<a href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#6.1">6.1  Argumento científico em prol do frugivorismo.</a><br />
<a href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#7">7  Doenças degenerativas e alimentação moderna</a><br />
<a href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#7.1">7.1  20 anos de alimentos anti-naturais e doenças</a><br />
<a href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#8">8  Carne, açúcar e doenças degenerativas</a><br />
<a href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#8.1">8.1  Médicos falando da carne e doenças</a><br />
<a href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#9">9  O milagre dos alimentos vivos (cru)</a><br />
<a href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#9.1">9.1  Alimento aquecido, radicais livres e leucocitose</a><br />
<a href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#9.2">9.2  Alimentos mortos e acidez</a><br />
<a href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#9.3">9.3  Médica que se curou de câncer com alimentação crua</a><br />
<a href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#9.4">9.4  Como envelhecemos prematuramente</a><br />
<a href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#9.5">9.5  Eu amo Kristine Nolfi</a><br />
<a href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#10">10  Há 100 anos as &#8220;autoridades&#8221; permitem o envenenamento</a><br />
<a href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#10.1">10.1  Alimentos adulterados escapando da lei</a><br />
<a href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#10.2">10.2  A história de um crime contra a lei de alimentos</a><br />
<a href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#10.3">10.3  O governo proibiu importação de remédio que cura o câncer</a><br />
<a href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#11">11  Vegetarianismo e ecologia</a><br />
<a href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#12">12  Vegetarianismo e compaixão</a><br />
<a href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#12.1">12.1  O especismo: a arrogância do ser humano</a><br />
<a href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#12.2">12.2  Deus: O Todo Supremo, Íntegro e Atrativo</a><br />
<a href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#12.2.1">12.2.1  Supremo</a><br />
<a href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#12.2.2">12.2.2  União de Todos, Tudo e Todos os Reinos</a><br />
<a href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#12.2.3">12.2.3  Opulento</a></p>
<div><!----></div>
<h2><a name="1"> 1</a> Caminho para uma vida longa e saudável</h2>
<div><!----></div>
<p>Como percebeu L.  Ron Hubbard,  o princípio básico que motiva todos os seres vivos  é a  própria vida e  a sobrevivência<a name="tthFrefAAC" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#tthFtNtAAC"><sup>2</sup></a>. Todos os seres vivos buscam viver  melhor e  o maior tempo  possível.  Nesta busca  da vida eterna e  saudável primeiramente a  família humana se uniu  e trabalha para vencer a morte causada por acidentes.</p>
<div><!----></div>
<p>Em   segundo  lugar,  precisamos   vencer  as   doenças  degenerativas anti-naturais tais como: câncer,  infarto, derrame cerebral e inúmeras outras  <a href="http://www.gaia.unb.br/solua/longevidade.html#2.1">(Internet:  longevidade.html#2.1)</a> [<a name="CITESMITH" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#SMITH">16</a>].  Estas doenças são  chamadas  de<strong>gen</strong>erativas  porquê  não  estão programadas  em nossos <strong>gen</strong>s.  Através de  um modo de vida e alimentação natural, que obedeça  as leis da vida,  poderemos viver com saúde  até cerca de 120  anos  programados  genéticamente  <a href="http://www.gaia.unb.br/solua/longevidade.html#1">(Internet:  longevidade.html#1)</a> [<a name="CITESMITH" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#SMITH">16</a>].  Se  fizermos isso morreremos  dormindo e sem  dor, após viver com saúde  mais de 100 anos.  A parte  sobre alimentação e saúde desta página de  Internet, objetiva informar as pessoas  sobre as leis naturais e científicas, que permitirão todos viverem mais de um século com saúde.</p>
<div><!----></div>
<p>O terceiro passo,  em direção à imortalidade, é  trabalhar para que de alguma  forma  nossas próprias  células  troncos seminais,  refecundem nosso próprio corpo, reprogramando nossos  gens. E talvez isso só seja possível se estivermos em harmonia  com todos os seres que fazem parte da semente  do Todo, contida em  cada partícula material e  de luz, de nosso próprio corpo físico.</p>
<div><!----></div>
<p>Nas  palavras   do  Dr.   Timothy    <a href="http://www.gaia.unb.br/solua/longevidade.html#1.5">(Internet:  longevidade.html#1.5)</a> [<a name="CITESMITH" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#SMITH">16</a></p>
<p>]</p>
<div><!----></div>
<p>&#8230; você  está geneticamente programado  para viver 120  anos. Para chegar a esse tempo máximo de  vida, é necessário que faça o que puder para  diminuir  os danos  às  células,  que  precipitam as  doenças  e aceleram o  envelhecimento. Isso  significa fornecer ao  seu organismo grandes  quantidades  das  matérias  primas utilizadas  por  ele  para proteger células saudáveis, recuperar células danificadas e substituir células irrecuperáveis ou mortas.</p>
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<p>Proteção,  recuperação, regeneração  &#8211; essas  funções orgânicas  são a essência da  Renovação. Você pode  fortalecê-las com a ajuda  da minha Dieta    Antienvelhecimento,   com    o    Programa   de    Exercícios Antienvelhecimento &#8230;</p>
<div><!----></div>
<p>Lembre-se  de  que a  chave  para a  longevidade  está  ao alcance  de todos. As opções  que você faz todos os  dias &#8211; o que come  e bebe, os suplementos que  toma (ou não)  e os exercícios  que pratica ou  não &#8211; exercem profunda influência  sobre a duração da sua  vida.  Esses <strong> 120 anos que  a natureza lhe proporcionou estão,  em última instância, em suas mãos.</strong> &#8230;</p>
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<h2><a name="2"> 2</a> Dieta antienvelhecimento</h2>
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<p>A alimentação  para se viver  até 120 anos  com saúde é  a alimentação natural  <a href="http://www.gaia.unb.br/solua/alinat.html#1.12">(Internet: alinat.html#1.12)</a> [<a name="CITECASTANHO" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#CASTANHO">4</a>].  No caso do ser humano,  por  vários  motivos  biológicos  do nosso  corpo  físico,  a alimentação  natural é  a alimentação  vegetariana com  baixo  teor de gordura,  rica  em  legumes,   verduras,  frutas,  feijões  e  cereais  <a href="http://www.gaia.unb.br/solua/longevidade.html#4.1">(Internet: longevidade.html#4.1)</a> [<a name="CITESMITH" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#SMITH">16</a>].  Estes alimentos devem ser  preferencialmaente  crus  e  hidratados,  de  forma  a  manter  a integridade  das moléculas dos  fitonutrientes e  antioxidantes.  Além disso o  alimento cru  e vivo  não produz a  leuococitose e  a acidose  <a href="http://www.gaia.unb.br/solua/cru.html#3">(Internet: cru.html#3)</a> [<a name="CITENOLFI" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#NOLFI">11</a></p>
<p>].</p>
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<p>Os  vegetarianos não  podem esquecer  de manter  os níveis  seguros de ácidos  graxos,  vitaminas  e   todos  os  nutrientes  essenciais.   É fundamental combinar cereais e feijões para obter todos os aminoácidos essenciais  do  alimento  vegetal   <a href="http://www.gaia.unb.br/solua/longevidade.html#10.8">(Internet:  longevidade.html#10.8)</a> [<a name="CITESMITH" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#SMITH">16</a>]. Além  disso, devemos  evitar as toxicinas  dos alimentos cultivados   com  pesticidas,   processados  em   altas  temperaturas, adicionados  de  conservantes e  outras  substâncias  não orgânicas  e artificiais  <a href="http://www.gaia.unb.br/solua/longevidade.html#11">(Internet: longevidade.html#11)</a> [<a name="CITESMITH" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#SMITH">16</a>].</p>
<div><!----></div>
<p>Devemos evitar também o excesso de açúcar, gorduras e óleos, ingerindo nossas   calorias   preferencialmente   nos  carboidratos   complexos, presentes  no amido  do arroz  integral e  outros  vegetais  <a href="http://www.gaia.unb.br/solua/sugarblues.html">(Internet: sugarblues.html)</a> [<a name="CITEDUFTY" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#DUFTY">6</a>].</p>
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<p>Algumas  palavras  do  Doutor  Timothy  no  seu  livro  &#8220;A  Revolução Antienvelhecimento&#8221;  <a href="http://www.gaia.unb.br/solua/longevidade.html#4">(Internet: longevidade.html#4)</a> [<a name="CITESMITH" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#SMITH">16</a></p>
<p>]:</p>
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<p>&#8230;  O  Programa   Antienvelhecimento  para  Renovação  tem  alguns componentes básicos.</p>
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<ul>
<li> A Dieta Antienvelhecimento
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</li>
<li> O Programa de Exercícios Antienvelhecimento
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</li>
</ul>
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<p>&#8230;</p>
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<p><strong>A Dieta Antienvelhecimento</strong></p>
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<p>Para  otimizar a  Renovação,  <strong>sua  alimentação  deve maximizar  a ingestão de  antioxidantes e minimizar  a carga de radicais  livres. É fácil conseguir as duas coisas;  basta seguir uma dieta com baixo teor de gordura, do tipo vegan &#8211; onde só entram produtos de origem vegetal, nada de alimentos do tipo animal.</strong></p>
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<p><strong>A   Dieta    Antienvelhecimento    baseia-se   em    alimentos não-processados, cultivados  organicamente, sem adição  de substâncias químicas,  selecionados entre  os  Quatro Novos  Grupos de  Alimentos: cereais, feijões, frutas e hortaliças.</strong> (Você aprenderá mais sobre os Quatro   Novos  Grupos   de   Alimentos  no   Capítulo  5    <a href="http://www.gaia.unb.br/solua/longevidade.html#5">(Internet: longevidade.html#5)</a> [<a name="CITESMITH" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#SMITH">16</a>]) Essa dieta não só tem baixo teor de gorduras  como também  tem alto  teor de  carboidratos  complexos.  De fato, cerca de <strong>80% das calorias que você consome em um dia devem ser provenientes  de carboidratos complexos</strong>, como,  por exemplo, pães de trigo  integral, cereais, massas, arroz integral,  batata, inhame e abóbora.  Os outros 20% devem ser provenientes de proteína e gordura, em proporções iguais.</p>
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<p>Seguindo  essa  dieta,  você  eliminará  a carga  de  radicais  livres impostas por uma  alimentação com alto teor de  gordura. A dieta evita também outras  <strong>toxinas conhecidas,  entre elas os  pesticidas, os aditivos, bebidas alcoólicas e o açúcar.</strong></p>
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<p>Seguindo a Dieta Antienvelhecimento,  você pode proteger seus sistemas imunológico e cardiovascular dos danos, prevenir doenças degenerativas e retardar o processo de envelhecimento. Em outras palavras, você pode facilitar a Renovação. &#8230;</p>
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<h3><a name="2.1"> 2.1</a> Programa de renovação antienvelhecimento</h3>
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<p>Além   da  alimentação  natural,   é  fundamental   para  longevidade, constantemente  fazer  exercício  físicos  e mentais.   O  esporte,  a meditação,  alegria   e  a  felicidade  mantêm  regulada   a  taxa  de importantes  substâncias bioquímicas  no nosso  corpo.  Assim,  de uma forma  natural, conseguimos manter  a concentração  destas substâncias nos níveis da juventude eterna da alma.</p>
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<p>O  doutor Timothy  escreve sobre  a importância  destes  fatores, para estimularmos  a renovação  celular  e vivermos  mais  tempo com  saúde  <a href="http://www.gaia.unb.br/solua/longevidade.html#1.1">(Internet: longevidade.html#1.1)</a> [<a name="CITESMITH" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#SMITH">16</a></p>
<p>]:</p>
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<p>&#8230; Felizmente, <strong>sabemos como estimular a recuperação celular e como  evitar que as  células sofram  danos.</strong> Tudo  o que  você precisa fazer é:</p>
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<ul>
<li> Ter uma alimentação saudável
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</li>
<li> Exercitar-se regularmente
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</li>
<li> Diminuir o estresse
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</li>
<li> Evitar a exposição às toxinas
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</li>
</ul>
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<p>Essas estratégias  constituem <strong>o alicerce da  Teoria da Renovação, segundo a  qual o período de  vida pode ser  ampliado diminuindo-se os danos  celulares e  otimizando-se a  recuperação e  a  regeneração das células.</strong> &#8230;</p>
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<h2><a name="3"> 3</a> Vegetarianismo e vida longa</h2>
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<p>Quando a  semente do  todo se expandiu  criando tudo,  estabeleceu uma harmonia perfeita entre  o reino vegetal e o  reino animal. Esses dois reinos vivem uma simbiose complementar nos planos do ar e da terra. No plano do ar,  a fotossíntese dos vegetais complementa  com perfeição a respiração  dos  animais.   Pela  fotossíteses os  vegetais  exalam  o oxigênio  que os  animais inspiram  pela  respiração. Por  sua vez  os animais através da respiração expiram  o gás carbônico que os vegetais absorvem através da  fotossítese. No plano da terra,  essa ajuda mútua também  existe  entre  as  árvores  frutíferas e  os  animais  que  se alimentam  das  frutas.  Por  um  lado  essas  plantas geram  o  fruto saudável e gostoso,  por sua parte os animais  que se alimentam dessas frutas, disseminam as sementes da árvore, adubadas com as excreções do sistema digestivo  de seu  próprio corpo. Desta  forma a  mãe natureza criou um  paraíso para as árvores  frutíferas e para  os seres humanos que se alimentam de frutas cruas, sem matar outro ser vivo.</p>
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<p>A  seguir mencionamos  alguns exemplos  da  vida longa  e saudável  de vegetarianos  <a href="http://www.gaia.unb.br/solua/hortmednat.html#2.1">(Internet: hortmednat.html#2.1)</a> [<a name="CITEBALBACH1" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#BALBACH1">3</a>]:</p>
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<p>&#8230;   <em>No  livro   do   Dr.    Henri  Collierri,   intitulado &#8220;Vegetarianismo  e longevidade&#8221;, encontra-se  a biografia  de alguns centenários&#8230; Vejamos alguns exemplos: </em></p>
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<p><em>Nicole  Marc, criada  no castelo  de Colemberg,  em França,  viveu 100 anos, não comendo  carne. Nunca ficou doente e  apenas sentiu-se mal e um pouco cansada nos últimos dez  dias de vida. Possuía ainda todos os dentes,  com  exceção de  um  que  havia  perdido, cinco  anos  antes, quebrando uma noz muito dura. </em></p>
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<p><em>Patrice O&#8217;Neil, casou-se pela última vez  com 113 anos, e até o dia de sua   morte,  ocorrida  um   dia  depois   do  casamento,   andou  sem bengala. Toda a vida foi vegetariana. </em></p>
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<p><em>Jean Effingham  só comia vegetais  e, até a  idade de 100  anos, nunca esteve doente. Viveu 144 anos, e, oito dias antes de sua morte, fez um percurso, a pé, de cinco quilômetros. </em></p>
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<p><em>Jean Bill viveu 133 anos sem comer carne. </em></p>
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<p><em>Thomas Parr, com  120 anos, tornou a casar-se, e,  com 130 anos, ainda trabalhava no campo. Atingiu a  idade invejável de 152 anos, sem comer carne.  &#8220;Carlos,  o rei  da Inglaterra, desejando  conhecê-lo, mandou chamá-lo e fê-lo  sentar-se à sua mesa; no  dia seguinte morria Thomas Parr de indigestão&#8230;&#8221;</em></p>
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<p>Há  algum tempo  a imprensa  chamou a  atenção para  dois  exemplos de vegetarianismo e longevidade.</p>
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<p>O primeiro caso foi noticiado assim:</p>
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<p><em>&#8220;Faleceu  o homem mais velho do  mundo pelo menos de  que se tem notícia. Trata-se do marroquino Handy Mohamed Ben Bark, que assegurava ter  165 anos.   O macróbio  deixa  250 descendentes,  entre filhos  e netos. O filho  mais velho dos seus casamentos afirma  ter 100 anos. O extinto  sempre  atribuiu  a  sua  longevidade a  uma  saudável  dieta vegetariana e de produtos lácteos&#8221;</em>. Gazeta do Povo, Curitiba.</p>
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<p>O segundo caso é este:</p>
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<p><em>&#8220;Uma mulher,  com a  idade de  163 anos,  residente  em Moscou, Valentinovna  Poujak, se  recorda dos  exércitos napoleônicos  que ela viu,  com a  idade  de 9  anos, em  Lion,  assim como  da abolição  da servidão e da primeira ferrovia construída na Rússia. A anciã, que não sofre de  doença alguma, conserva toda  a sua lucidez,  os cabelos nem mesmo embranqueceram e consegue enfiar linha numa agulha fina sem usar óculos. Declarou  ela aos jornalistas que a  longevidade não constitui exceção em  sua família. Seus  três irmãos têm,  respectivamente: 129, 121 e 120 anos de idade. </em></p>
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<p><em>Perguntou  um dos  repórteres: &#8211;  A  sra. pode  nos dizer  qual é  seu principal  alimento?    A  anciã:  Eu   e  meus  irmãos   somos  todos vegetarianos&#8221;</em>. Gazeta do Povo, Curitiba. &#8230;</p>
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<h3><a name="3.1"> 3.1</a> Centenários do Himalaia e sua dieta saudável</h3>
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<p>Um dos exemplos mais inspiradores  na questão da dieta e longevidade é o do povo Hunza  <a href="http://www.gaia.unb.br/solua/hortmednat.html#2.5">(Internet: hortmednat.html#2.5)</a> [<a name="CITEBALBACH1" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#BALBACH1">3</a></p>
<p>]:</p>
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<p>&#8230; Dr.  Robert Mc  Carrison, médico e  fisiólogo inglês,  chefe do Serviço Sanitário da Índia Britânica,  por volta de 1947 fez inspeções na  região  dos hunzas,  um  pequeno povo  que  vive  nos vales  quase inacessíveis do Himalaia. A princípio receava que aqueles homens pouco civilizados  precisassem   muito  dos   seus  conselhos  e   dos  seus tratamentos. Mas  ficou surpreendido quando notou que  eles nem sequer tinham a  noção de  &#8220;doença&#8221;. Sadios e  fortes, os hunzas  viviam na ignorância  do mal  físico e  da morte  que não  fosse  provocada pela velhice. Todos eles eram muito longevos.</p>
<div><!----></div>
<p>Foi  bastante  fácil  para  o  Dr.   Mc  Carrison  compreender  que  a resistência  desse povo  às  bactérias,  aos vírus  e  às toxinas,  se relacionava  com  a sua  dieta.   Nunca  sofriam  do estômago  nem  do intestino.  Mesmo  os octogenários ignoravam  qualquer enfermidade dos rins, do  fígado, do coração, das  artérias.  Conservavam a  vista e o ouvido  perfeitos, dentes fortes  e sadios,  nervos firmes.   Em suma: todas as características da juventude.</p>
<div><!----></div>
<p>Após exame  cuidadoso do ambiente, das condições  climáticas, da raça, da hereditariedade, o  professor chegou à conclusão de  que a causa da saúde e da longevidade desse povo residia justamente na dieta.</p>
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<p>Viviam com  extrema parcimônia, e  exclusivamente dos produtos  da sua terra.   Não   conheciam  os  alimentos   requintados  da  civilização ocidental:  açúcar  industrial,   café,  chá  preto,  farinha  branca, conservas.   A  única  exceção  era  o sal,  que,  porém,  usavam  com parcimônia.</p>
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<p>A base de alimentação eram os produtos de seus campos: trigo, cevada e outros  cereais,  bem  como  frutas, que  representavam  seu  alimento principal; legumes e coalhadas que completavam a lista de seus gêneros alimentícios.</p>
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<p>Da cevada  e do trigo  guardavam a  casca que envolve  o grão e  que é muito rica em  vitaminas, como se sabe. Amassavam  a farinha com água, sem fermento, e comiam o pão em fatias ligeiramente torradas na grelha (antigamente numa pedra aquecida).</p>
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<p>Agora são  conhecidas pela civilização ocidental as  virtudes do germe de trigo, que esses orientais conhecem há séculos.</p>
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<p>Dr. Mc Carrison informou que esse povo costuma demolhar trigo, cevada, grão-de-bico, transferindo  em seguida estes cereais e  legumes para a areia úmida. Quando dos grãos saem os germes, comem-nos. Sabe-se agora que,  durante o  processo  de  germinação dos  grãos  dos cereais,  se verifica a síntese de vitamina C e outros nutrientes vitais. &#8230;</p>
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<h2><a name="4"> 4</a> As doenças degenerativas e radicais livres</h2>
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<p>As doenças  degenerativas anti-naturais são  provocadas pelos radicais livres. A alimentação vegetariana é duplamente benéfica no combate aos radicais  livres e  no consequente  envelhecimento por  danos, doenças degenerativas e morte precoce. Por  um lado, o alimento vegetal produz muito  menos radicais  livres ao  ser digerido  pelo ser  humano. Além disso os vegetais são  ricos em substâncias antioxidantes que combatem os radicais livres produzidos naturalmente pelos organismos vivos.</p>
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<p>Todo  o meu  estudo sobre  alimentação  e saúde  me leva  a uma  única conclusão: A Semente do Todo, que se expandiu no Ventre do Nada, Criou Tudo  Perfeito.  Assim  o  reino humano,  animal,  vegetal e  mineral, conviveriam em perfeita harmonia  na terra, se tivessemos mantido esta perfeição,   naturalmente  criada.   Veremos   mais  adiante   que  as características  biológicas  do  corpo   humano  são  de  um  primata, mamífero,  vegetariano   e  frugívoro,   <a href="http://www.gaia.unb.br/solua/alinat.html#1.12">(Internet:  alinat.html#1.12)</a> [<a name="CITECASTANHO" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#CASTANHO">4</a>].  Matar  desnecessáriamente plantas  e  animais não  é natural  de  nenhum  ser  vivo.   O livro  &#8220;Alimentação:  A  Terceira Medicina&#8221;[<a name="CITESEIGNALET" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#SEIGNALET">14</a>], comprova como as doenças degenerativas são causadas  pela  desconexão   da  natureza  e  consequente  alimentação anti-natural.  O mandamento mais importante  para os seres vivos é não matar.  Este  mandamento é  naturalmente seguido quando  obedecemos as leis da natureza de nosso corpo humano frugívoro.</p>
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<p>O Doutor Timothy  explica como os radicais livres  provocam as doenças degenerativas     e     o     envelhecimento    precoce      <a href="http://www.gaia.unb.br/solua/longevidade.html#2.1">(Internet: longevidade.html#2.1)</a> [<a name="CITESMITH" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#SMITH">16</a>]:</p>
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<p>&#8230; Com o passar do tempo, os danos dos radicais livres podem impor um tributo  a praticamente  todos os órgãos  e sistemas  do organismo. Isso,  por  sua  vez abre  caminho  para  todos  os tipos  de  doenças degenerativas,  como mostramos  aqui.  <strong>As seguintes  doenças são causadas  por   danos  impostos  pelos   radicais  livres:</strong><a name="tthFrefAAD" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#tthFtNtAAD"><sup>3</sup></a></p>
<div><!----></div>
<dl>
<dt><strong>No  coração  e  sistema  circulatório</strong></dt>
<dd> &#8211;  Doenças  cardíacas  e gastrintestinais   causadas   pelo   álcool;  Aterosclerose;   Doenças coronarianas; Infarto</dd>
<dt><strong>Em  Todo o  Organismo</strong></dt>
<dd> &#8211;  Doenças autoimunes;  Câncer; Problemas circulatórios;   Hipertensão  arterial;  Lúpus;   Esclerose  múltipla; Distrofia muscular;  Doença de Parkinson;  Artrite reumatóide; Efeitos colaterais de medicamentos</dd>
<dt><strong>No cérebro</strong></dt>
<dd> &#8211; Doença de  Alzheimer; Ressaca; Perda  de memória; Demência senil; Derrame</dd>
<dt><strong>No fígado e rim</strong></dt>
<dd> &#8211; Cirrose hepática; Insuficiência renal</dd>
<dt><strong>No pulmão</strong></dt>
<dd> &#8211; Enfisema</dd>
<dt><strong>Nos olhos</strong></dt>
<dd> &#8211; Catarata; Glaucoma; Degeneração macular</dd>
</dl>
<div><!----></div>
<p>&#8230;</p>
<div><!----></div>
<h3><a name="4.1"> 4.1</a> Formadores dos maléficos radicais livres</h3>
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<p>Doutor Timothy,  vice-presidente da Associação Médica  de Nutrição dos Estados Unidos, explica quais são as maiores fontes de radicais livres  <a href="http://www.gaia.unb.br/solua/longevidade.html#2.10">(Internet: longevidade.html#2.10)</a> [<a name="CITESMITH" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#SMITH">16</a></p>
<p>]:</p>
<div><!----></div>
<p>&#8230; Evitar os formadores de radicais livres pode parecer uma tarefa bastante fácil. Mas a verdade é que eles estão praticamente por toda a parte. A  lista a seguir é  uma simples amostra de  <strong>substâncias e outros fatores  que podem causar  uma sobrecarga de  radicais livres.</strong> Quantos desses você encontra diariamente?</p>
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<dl>
<dt><strong>Fatores Gerais</strong></dt>
<dd> &#8211; Envelhecimento; Estresse; Metabolismo</dd>
<dt><strong>Fatores  Alimentares</strong></dt>
<dd> &#8211;  Açúcar;  Aditivos;  Álcool;  Alimentos defumados, assados, fritos, grelhados ou cozidos de outro modo a altas temperaturas; Alimentos de origem animal; Alimentos que foram dourados ou   queimados;  Café;   Herbicidas;   Óleos  vegetais   hidrogenados; Pesticidas</dd>
<dt><strong>Fatores Químicos</strong></dt>
<dd> &#8211; Medicamentos  receitados pelo médico  ou no balcão;  Perfumes; Pesticidas;  Poluentes da  água como  clorofórmio e outros  trialometanos causados  pela  cloração; Poluentes  do ar  como amianto,  benzina, monóxido  de carbono,  cloro,  formaldeído, ozônio, fumaça  de tabaco e  tolueno; Solventes  de substâncias  químicas como produtos de limpeza, cola, tintas e solventes de tintas</dd>
<dt><strong>Radiação</strong></dt>
<dd> &#8211;  Campos  eletromagnéticos;  Gás  radônio;  Radiação cósmica; Radiação solar; Raios X usados na medicina e na odontologia</dd>
</dl>
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<p>&#8230;</p>
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<h2><a name="5"> 5</a> Radicais livres: peças quebradas do organismo</h2>
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<p>Os  radicais livres são  partes de  moléculas orgânicas  quebradas. As moléculas  orgânicas são  os componentes  fundamentais  dos organismos vivos. Por isso  os radicais livres são comparáveis  a peças quebradas do  sistema  orgânico.   O  próprio metabolismo  natural  sempre  gera radicais  livres. Nosso organismo  está sempre  tendo que  eliminar ou reprocessar estes  radicais que são partes  desfuncionais de moléculas orgânicas.  Contudo  o tipo  de alimentação pode  gerar mais  ou menos estes radicais.</p>
<div><!----></div>
<p>De uma  forma mais ampla, podemos dizer  que a semente do  Todo que se expandiu e  gerou tudo, é íntegra.  Como um Pai, esta  semente está no núcleo de  cada partícula do  universo. Ao mesmo tempo,  este universo inteiro é como  o ventre de uma mãe.   Frequentemente ofendemos outros seres  da realidade exterior,  dos reinos  mineral, vegetal,  animal e humano. Fazendo  isso a  parte do Todo  manifesta no ser  ofendido, se retrai na  semente do Todo  no núcleo de  nosso próprio ser.   Assim a partir  de   dimensões  diminutas   o  nosso  interior   vai  perdendo integridade.  As  moléculas orgânicas não estão  mais inteiras.  Nosso corpo começa  a se encher  de pedaços de moléculas  orgânicas chamadas radicais  livres.  Então  estes pedaços  de peças  orgânicas  do nosso organismo vão detonando tudo de dentro  para fora e, cada vez mais nos afastamos da vida  saudável aqui e agora.  A  cura definitiva consiste em  engrandecer, com  amor e  equanimidade,  todas as  partes do  Todo interior  e exterior,  na  semente e  no  ventre, do  &#8220;Pai  e da  Mãe Universal&#8221;.</p>
<div><!----></div>
<p>A carne mal digerida que apodrece nos intestinos é uma fonte enorme de radicais livres.  O alimento vegetal além de não gerar tantos radicais livres possui um número infindável  de substâncias que anulam o efeito destas  peças orgânicas quebradas  e danosas.   Isso ocorre  devido ao fato  dos  vegetais não  possuirem  sistema  excretor.   Por isso,  os vegetais  combatem  bioquímicamente   estes  radicais  livres.   Estes nutrientes  fitoquímicas  que   neutralizam  os  radicais  livres  são chamados  as  vezes  antioxidantes.   Estes  fitonutrientes  anulam  a oxidação dos radicais  livres. Oxidação é o nome  da ação dos radicais livres de &#8220;roubar&#8221; elétrons das moléculas orgânicas íntegras.</p>
<div><!----></div>
<p>Conclue-se  que a  alimentação  vegetariana é  duplamente benéfica  no combate aos radicais livres e no consequente envelhecimento por danos, doenças degenerativas e morte precoce. Por um lado, o alimento vegetal produz  muito   menos  radicais  livres  ao  ser   digerido  pelo  ser humano. Além disso os  vegetais são ricos em substâncias antioxidantes que  combatem   os  radicais  livres   produzidos  naturalmente  pelos organismos vivos.</p>
<div><!----></div>
<p>Alimentos muito calóricos como os carbohidratos (açúcar) e os lipídios (óleos  e gordura)  promovem  um metabolismo  maior  que o  necessário quando consumidos excessivamente.  Esta sobrecarga do sistema orgânico é uma grande  fonte de radicais livres e aos  poucos vai danificando o organismo  vivo. Óleos hidrogenados  artificialmente por  processos de alta  temperatura  perdem sua  função  alimentar.  Modificações  sutis transformam estas gorduras de isômero Cis para Trans e elas perdem seu valor funcionam se tornando uma fonte de radicais orgânicos livres.</p>
<div><!----></div>
<p>O próprio aquecimento do alimento  à temperaturas acima de certo valor desnatura    inúmeras   moléculas   orgânicas    promovendo   radicais livres. Existem  trabalhos mostrado como o  aquecimento por irradiação do microndas  produz algumas substâncias  tóxicas e do perigo  para os bebês  quando  seu alimento  é  aquecido  desta  forma artificial.   É possível  controlar a  temperatura de  aquecimento para  pasteurizar o leite e o alimento  matando as bactérias e microorganismos patogênicos sem  decompor   as  moléculas   do  alimento  em   radicais  orgânicos desfuncionais.   Existem processos de  aquecimento e  pasteurização do leite que  não ultrapassam determinada  temperatura de forma  a manter intacto os  seus nutrientes.  Da  mesma forma poderia-se  pesquisar as temperaturas adequadas para se aquecer e esterilizar cada alimento sem degradar as  moléculas orgânicas.  O que  temos certeza é  que <strong>os alimentos crus como as frutas,  verduras, legumes, brotos de cereais e outros são mais  naturais e contém uma porcentagem  maior de moléculas orgânicas    integrais   e   não-degradadas</strong> <a href="http://www.gaia.unb.br/solua/cru.html">(Internet:   cru.html)</a> [<a name="CITENOLFI" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#NOLFI">11</a>].</p>
<div><!----></div>
<h3><a name="5.1"> 5.1</a> O envelhecimento precoce por dano</h3>
<div><!----></div>
<p>Com gratidão,  novamente menciono as  palavras do Dr. Timothy,  no seu benfeitor   livro   entitulado   &#8220;A  Revolução   Antienvelhecimento&#8221;  <a href="http://www.gaia.unb.br/solua/longevidade.html#1.4">(Internet: longevidade.html#1.4)</a> [<a name="CITESMITH" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#SMITH">16</a>]:</p>
<div><!----></div>
<p>&#8230; Se o corpo humano  está geneticamente preparado <strong>para durar 120 anos, por  que não nos aproximamos dessa  marca?</strong> Segundo as <strong> teorias do  dano, é  o desgaste celular  imposto pela vida  diária que acelera o envelhecimento e acaba conosco tão cedo.</strong></p>
<div><!----></div>
<p><strong>Os danos aos quais se  refere a <em>teoria do dano</em> são causados exclusivamente por radicais livres.</strong> Os radicais livres, a galeria de foragidos  da bioquímica,  são  fragmentos moleculares  de alta  carga elétrica   que  se   movimentam  com   rapidez  e   danificam  células saudáveis. <strong>Quanto mais radicais livres, mais danos são causados e mais o processo de envelhecimento se acelera.</strong></p>
<div><!----></div>
<p>Sendo assim, de onde vêm  esses <strong>radicais livres?</strong> Alguns ocorrem naturalmente,  <strong>são  subprodutos  do metabolismo  celular  humano normal</strong> (embora o  organismo, em  suas melhores  condições  de saúde, tenha  sistemas  eficientes  para  eliminá-los).  Muitos  <strong>outros resultam de  dietas inadequadas, deficiências de  nutrientes básicos e exposição a toxinas.</strong> Uma lista das <strong>causas  dos radicais livres incluiria praticamente  todas as substâncias  tóxicas conhecidas.</strong> Uma lista  dos  efeitos  dos  radicais  livres também  seria  longa,  <strong> abrangendo todas as doenças comuns que afligem os seres humanos.</strong></p>
<div><!----></div>
<p>Isso  não significa que  cada doença  seja causada  exclusivamente por radicais livres. Algumas  pessoas herdam <strong>predisposições genéticas a  certos   problemas  de  saúde,  como   doenças  cardíacas,  câncer, osteoporose, artrite,  mal de Alzheimer e doença  de Parkinson.</strong> Sendo assim, se  você tiver  um &#8220;gene doente&#8221;,  está condenado  a doenças? Claro que  não.  O fato de  esse gene se &#8220;expressar&#8221;  ou não depende inteiramente  de você.   Se você  <strong>diminuir  os radicais  livres e manter suas  células saudáveis, pode evitar uma  doença ou revertê-la, caso ela já tenha começado.</strong></p>
<div><!----></div>
<p>Como  você descobrirá  no Capítulo  2   <a href="http://www.gaia.unb.br/solua/longevidade.html#2">(Internet: longevidade.html#2)</a> [<a name="CITESMITH" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#SMITH">16</a>], seus maiores <strong>aliados na batalha contra os radicais livres   são  os  nutrientes   conhecidos  como   antioxidantes.</strong> Os antioxidantes  neutralizam  os  radicais  livres  e,  como  resultado, desaceleram  o processo  de envelhecimento.   São os  &#8220;mocinhos&#8221; que queremos ter por perto o tempo todo. Para tê-los por perto, basta <strong> ingerir muitos  alimentos ricos  em antioxidantes e  tomar suplementos antioxidantes.</strong> &#8230;</p>
<div><!----></div>
<h2><a name="6"> 6</a> Corpo humano naturalmente vegetariano</h2>
<div><!----></div>
<p>Porque afirmar que a alimentação natural do ser humano é a alimentação vegetariana?  Que  fatores biológicos  fazem nós termos  esta certeza? Existem diferenças biológicas no corpo dos carnívoros que se alimentam de carne e os vegetarianos que  se alimentam de vegetais. O ser humano possui mais de oito  características biológicas que somente os animais vegetarianos  possuem  conforme listado  no  livro &#8220;Gosto  Superior&#8221; [<a name="CITEPRABHUPADA" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#PRABHUPADA">12</a>] e reproduzido na tabela a seguir:</p>
<div><!----></div>
<table border="1">
<tbody>
<tr>
<td width="106"></td>
<td width="130">carnívoros</td>
<td width="197">vegetarianos e ser humano</td>
</tr>
<tr>
<td width="106">dentes caninos</td>
<td width="130">grandes e pontudos</td>
<td width="197">pequenos</td>
</tr>
<tr>
<td width="106">dentes molares</td>
<td width="130">pequenos</td>
<td width="197">grandes e largos</td>
</tr>
<tr>
<td width="106">mandíbulas</td>
<td width="130">move só na vertical</td>
<td width="197">move lateralmente</td>
</tr>
<tr>
<td width="106">saliva</td>
<td width="130">mais ácida</td>
<td width="197">neutra</td>
</tr>
<tr>
<td width="106">transpiração</td>
<td width="130">somente pela boca</td>
<td width="197">por todo corpo</td>
</tr>
<tr>
<td width="106">suco gástrico</td>
<td width="130">mais ácido</td>
<td width="197">menos ácido</td>
</tr>
<tr>
<td width="106">intestino</td>
<td width="130">três vezes o corpo</td>
<td width="197">seis vezes o corpo</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div><!----></div>
<p>Os dentes  caninos pontudos  e grandes dos  animais carnívoros  como o cão, tem esta forma para que  com a própria boca eles sejam capazes de rasgar e engolir a carne de  suas presas. Os seres humanos, assim como o  cavalo e  outros animais  vegetarianos, possuem  os  dentes molares grandes e largos e sua  boca possui um movimento lateral mais adequado para mastigar  e moer as  fibras vegetais.  O  PH da saliva e  do suco gástrico  dos animais  carnívoros  é mais  adequado  para digestão  da carne.   Nos seres  humanos e  animais vegetarianos,  este PH  é menos ácido. A carne  não é tão rica  em água como os vegetais,  por isso os animais carnívoros  transpiram só  pela boca de  forma a  perder menos água.   Isso explica  porque o  cachorro e  outros  animais carnívoros colocam a  língua para fora,  quando necessitam resfriar o  corpo após exercício físico. Já o homem e os animais vegetarianos transpiram pelo corpo  inteiro.   Por fim,  o  comprimento  do  intestino dos  animais carnívoros é metade de um animal vegetariano de mesmo tamanho, assim a carne  passa  rápido  pelo  intestino  dos  carnívoros.   Nos  animais vegetarianos como  o homem,  o alimento fica  mais tempo  no intestino mais comprido e a carne  apodrece dentro do nosso corpo gerando enorme quantidade de radicais livres, que de acordo com a teoria do dano, são o  principal causador  das doenças  degenerativas e  do envelhecimento precoce.</p>
<div><!----></div>
<h3><a name="6.1"> 6.1</a> Argumento científico em prol do frugivorismo.</h3>
<div><!----></div>
<p>No livro[<a name="CITECASTANHO" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#CASTANHO">4</a>] do professor Dieno sobre alimentação natural é mostrado como  os zoólogos classificam os vários  animais conforme sua dentição. O ser  humano tem a dentição de um  animal frugívoro, que se alimenta de  frutas.  Os  dentes são classificados  de acordo  com sua função  como  <strong>I</strong>ncisivos  (<strong>I</strong>)  para  incidir  cortando  o alimento, <strong>C</strong>aninos (<strong>C</strong>) para perfurar  e rasgar a  carne e <strong>M</strong>olares  (<strong>M</strong>) para  moer os vegetais.  Na  tabela zoológica que  se segue é  mostrada a  dentição de  vários animais  conforme sua alimentação. Para compreendê-la vejamos por exemplo, dentre os animais frugívoros como o homem que  I<sup>4</sup>/<sub>4</sub> significa que nós temos 4 dentes Incisivos na arcada dentária superior e 4 na arcada inferior.</p>
<div><!----></div>
<p>Observe  então  as  tabelas   de  anatomia  comparada  do  livro  <strong> Alimentação    Naturista   &#8211;    Saúde   e    Longevidade</strong> <a href="http://www.gaia.unb.br/solua/alinat.html#1.12">(Internet: alinat.html#1.12)</a> [<a name="CITECASTANHO" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#CASTANHO">4</a></p>
<p>]:</p>
<div><!----></div>
<p>&#8230;</p>
<div><!----></div>
<div><em>&#8220;Os frutos, folhas e raízes comestíveis<br />
constituem o verdadeiro alimento do homem.&#8221;</em><br />
(Cuvier.)</p>
<div><!----></div>
<p><em>&#8220;O homem nasce frugívoro.&#8221;</em><br />
(Dr. Letourneau.)</p>
<div><!----></div>
<p><em>&#8220;O homem é frugívoro.&#8221;</em><br />
(Darwin, Geoffroy Saint Hilaire, Huxley,<br />
HaeckeL Flourens, Lamarck, Lambeton, Linneu,<br />
Hartmann, Lawrence, Owen, etc.)</p>
<div><!----></div>
</div>
<p><span style="font-size: x-small;"><strong>Classificação Zoológica pelos Dentes</strong></span></p>
<div><!----></div>
<p><span style="font-size: xx-small;"><strong>Zoófagos. animais que se alimentam de outros animais</strong></span></p>
<table border="1">
<tbody>
<tr>
<td align="center"><strong>Classe</strong></td>
<td align="center"><strong>Animais</strong></td>
<td align="center"><strong>Fórmula Dentária</strong></td>
</tr>
<tr>
<td align="center">Carnívoros</td>
<td align="center">gato, tigre, etc.</td>
<td align="center">I<sup>6</sup>/<sub>6</sub>C<sup>2</sup>/<sub>2</sub>M<sup>8</sup>/<sub>6</sub></td>
</tr>
<tr>
<td align="center">Carniceiros</td>
<td align="center">cão, lobo, hiena</td>
<td align="center">I<sup>6</sup>/<sub>6</sub>C<sup>2</sup>/<sub>2</sub>M<sup>8</sup>/<sub>6</sub></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div><!----></div>
<p><span style="font-size: xx-small;"><strong>Fitófagos: animais que se alimentam de plantas</strong></span></p>
<table border="1">
<tbody>
<tr>
<td width="138"><strong>Classe</strong></td>
<td width="138"><strong>Animais</strong></td>
<td width="138"><strong>Fórmula Dentária</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="138">Frugívoros</td>
<td width="138">homem, macaco, orangotango, gorila e chimpmzé</td>
<td width="138">I<sup>4</sup>/<sub>4</sub>C<sup>2</sup>/<sub>2</sub>M<sup>10</sup>/<sub>10</sub></td>
</tr>
<tr>
<td width="138">Herbívoros ruminantes</td>
<td width="138">boi, carneiro</td>
<td width="138">I<sup>6</sup>/<sub>6</sub>C<sup>0</sup>/<sub>0</sub>M<sup>14</sup>/<sub>14</sub></td>
</tr>
<tr>
<td width="138">Herbívoros não ruminantes</td>
<td width="138">cavalo, anta</td>
<td width="138">I<sup>6</sup>/<sub>6</sub>C<sup>2</sup>/<sub>2</sub>M<sup>12</sup>/<sub>12</sub></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div><!----></div>
<p><span style="font-size: xx-small;"><strong>Onívoros: animais de alimentação mista</strong></span></p>
<table border="1">
<tbody>
<tr>
<td align="center"><strong>Classe</strong></td>
<td align="center"><strong>Animais</strong></td>
<td align="center"><strong>Fórmula Dentária</strong></td>
</tr>
<tr>
<td align="center">Onívoros</td>
<td align="center">porco, gambá</td>
<td align="center">I<sup>6</sup>/<sub>6</sub>C<sup>2</sup>/<sub>2</sub>M<sup>14</sup>/<sub>14</sub></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div><!----></div>
<p>&#8230;</p>
<div><!----></div>
<h2><a name="7"> 7</a> Doenças degenerativas e alimentação moderna</h2>
<div><!----></div>
<p>Naturalmente e geneticamente nós somos biologicamente programados para viver pelo menos  até 120 anos com saúde. Mas uma  série de fatores na nossa  alimentação  artificial  e  industrializada, causa  as  doenças degenerativas e por isso nós morremos mais cedo. Doenças como: câncer, ataque cardíaco, aterosclerose,  derrame cerebral, osteoporose não são naturais.   São  doenças  que   ocorrem  devido  a  nossa  alimentação anti-natural que se contrapõe  ao alimento natural ofertado pela graça da mãe natureza. Foi observado  que 20 anos depois da introdução deste tipo  de   alimentação  moderna  começam  a   aparecer  estas  doenças degenerativas.  Esta é  a chamada regra de 20  anos. Ela foi observada em inúmeros povos.</p>
<div><!----></div>
<h3><a name="7.1"> 7.1</a> 20 anos de alimentos anti-naturais e doenças</h3>
<div><!----></div>
<p>A regra  dos 20 anos é  melhor explicada no livro  escrito pelo médico cardiologista    Robert   C.    Atkins     <a href="http://www.gaia.unb.br/solua/atkins.html#2">(Internet:   atkins.html#2)</a> [<a name="CITEATKINS" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#ATKINS">1</a></p>
<p>]:</p>
<div><!----></div>
<p>&#8230; Em 1974,  um médico brilhante chamado T.L.  Cleave, cirurgião e capitão da Marinha Real e ex-diretor de pesquisas médicas do Instituto de Medicina Naval, publicou  um estudo epidemiológico chamado <em>The Saccharine Disease</em><a name="tthFrefAAE" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#tthFtNtAAE"><sup>4</sup></a>. Considero  seu trabalho,  hoje infelizmente esgotado, o principal livro de saúde do século XX.</p>
<div><!----></div>
<p>Cleave estudou  minuciosamente os registros hospitalares  de países do Terceiro Mundo,  sobretudo na África, e  qual não foi  sua surpresa ao descobrir nesses países  a ausência quase total das  doenças comuns na cultura ocidental, como obesidade,  diabetes, câncer de cólon, cálculo biliar, diverticulite  e doenças  cardíacas. Essas doenças,  comuns no Ocidente, não eram apenas menos freqüentes &#8211; eram inexistentes.</p>
<div><!----></div>
<p>Ao contrário de seu colega,  Dr. Dennis Burkitt, que analisou dados do mesmo tipo e concluiu que o  alto teor de fibras na alimentação dessas pessoas  era responsável  pela  proteção contra  tais doenças,  Cleave acreditava firmemente que  o X da questão era  exatamente o outro lado da moeda.   Era a ausência  de carboidratos refinados que  os protegia contra as doenças  típicas do século XX. Cleave  demonstrou com esmero que, quase  vinte anos após  a introdução dos alimentos  ocidentais na alimentação  desses  povos  em  substituição  aos  alimentos  nativos, começaram  a  surgir casos  de  diabetes  e  doenças cardíacas  nessas populações.    Dentro  de  quarenta   anos,  essas   doenças  estariam disseminadas. Cleave  deu a  esse fenômeno o  nome de Regra  dos Vinte Anos e, em minha opinião, essa regra já foi provada diversas vezes.</p>
<div><!----></div>
<p>Um indício, em particular, confirmou as explicações de Cleave. Estudos realizados em  Israel revelaram  que vinte anos  depois que  os judeus iemenitas  se mudaram  para Israel  e abriram  mão de  sua alimentação tradicional  &#8211;   composta  basicamente  de   alimentos  naturais,  não refinados &#8211; em  favor de uma dieta mais  ocidentalizada, com alto teor de açúcar e outros carboidratos refinados, começaram a surgir casos de diabetes.  Enquanto  ainda tinham uma  vida em família  tradicional no Iêmen, a  doença praticamente  não existia. Na  verdade, acreditava-se que eles fossem geneticamente livres da doença.</p>
<div><!----></div>
<p>Cleave  observou  que  aproximadamente   vinte  anos  depois  que  uma sociedade  introduz  carboidratos refinados  em  seu  estilo de  vida, começam a surgir  casos de diabetes e doenças  cardíacas.  Os judeus iemenitas foram  um exemplo perfeito. Em  1977, cerca de  25 anos após sua imigração para  Israel, a incidência de diabetes  e intolerância à glicose entre os  iemenitas chegou a 11,8%, bastante  semelhante à do restante  da  comunidade<a name="tthFrefAAF" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#tthFtNtAAF"><sup>5</sup></a>.   Cleave  citou  diversos  outros  exemplos  semelhantes, sobretudo entre habitantes da Islândia e das ilhas do Pacífico.</p>
<div><!----></div>
<p>Mais recente,  a Regra dos Vinte  Anos de Cleave  reapareceu em outros estudos. Os índios Pima do Arizona têm uma taxa de insuficiência renal decorrente do diabetes  tão alta que a reserva  tem seu próprio centro de  diálise.   Na  Arábia  Saudita,  o diabetes  e  doenças  cardíacas associadas  ao diabetes surgiram  exatamente quase  vinte anos  após a adoção de  carboidratos refinados e  de uma dieta  mais ocidentalizada tornar-se norma. Hoje,  na Arábia Saudita, o diabetes  aflige 12% dos homens e 14% das mulheres  que vivem em áreas urbanas. Entre mulheres urbanas na faixa  etária de 51 a 60 anos, a  prevalência do diabetes é surpreendente:  49%. Nas  populações  rurais, onde  as pessoas  ainda mantêm  vestígios  da dieta  alimentar  tradicional,  a incidência  da doença é  menor, mas ainda assim é  alta: 7% entre os  homens e 7,7% entre as mulheres. A Arábia Saudita  deixou de ser um país onde, antes de 1970,  praticamente não havia  diabetes, para se transformar  em um dos  países  com  um dos  maiores  números  de  casos de  diabetes  do mundo<a name="tthFrefAAG" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#tthFtNtAAG"><sup>6</sup></a></p>
<p>.</p>
<div><!----></div>
<p>A Regra dos  Vinte Anos de Cleave também  está provando sua veracidade no Japão, na Índia, no México  e em diversos outros países. A hipótese da ligação entre carboidratos refinados e diabetes e aterosclerose foi indubitavelmente comprovada.</p>
<div><!----></div>
<p>As  descobertas   de  Cleave   nunca  foram  refutadas;   na  verdade, mostraram-se  proféticas.  A  Regra  dos  Vinte  Anos  de  Cleave  nos ensinaram quando surgiriam os  primeiríssimos casos de doença cardíaca induzida pelo diabetes mas, em minha opinião, seu maior mérito está na capacidade  de  prever  quando  essas  doenças  alcançarão  proporções epidêmicas  em culturas  suficientemente variadas  onde já  exista uma certa familiaridade com essas doenças. &#8230;</p>
<div><!----></div>
<h2><a name="8"> 8</a> Carne, açúcar e doenças degenerativas</h2>
<div><!----></div>
<p>Observe atentamente, o que diz o vice-presidente  da Associação Médica de Nutrição  dos Estados Unidos, sobre &#8220;o  triste estado  da nutrição moderna&#8221;  <a href="http://www.gaia.unb.br/solua/longevidade.html#5.3">(Internet: longevidade.html#5.3)</a> [<a name="CITESMITH" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#SMITH">16</a></p>
<p>]:</p>
<div><!----></div>
<p>&#8230;  Infelizmente, até  mesmo a  nova e  &#8220;melhorada&#8221;  Pirâmide de Nutrição deixa de defender <strong>a verdade mais fundamental da nutrição moderna:  os  alimentos derivados  dos  vegetais  curam, os  alimentos derivados dos  animais matam.</strong> Em  vez disso, a pirâmide  perpetua uma dieta  que  pouco faz  para  deter  a  onda de  doenças  degenerativas crônicas.</p>
<div><!----></div>
<p><strong>Diretrizes    alimentares    cientificamente    corretas</strong> e intelectualmente  honestas  enfatizariam  a  ingestão  ideal  de  <strong> cereais,  feijões,  frutas   e  hortaliças,</strong> que  contêm  suprimentos abundantes  de substâncias  que  combatem as  doenças, nutrientes  que estimulam  a  Renovação.   Tais  diretrizes não  mencionariam  carnes, laticínios, gorduras,  óleos e açucares, pois esses  alimentos não têm lugar em uma dieta que promova a saúde e a longevidade. Eles privam as pessoas  de   nutrientes  essenciais,   expondo-as  a  uma   série  de substâncias causadoras de doenças.</p>
<div><!----></div>
<p>Ainda  assim,   a  Pirâmide  de   Nutrição,  com  suas   camadas  para carnes/laticínios  e gorduras/açucares,  dá a  impressão de  que esses alimentos não são apenas aceitáveis, mas também necessários. Chega até a recomendar o consumo diário de  duas ou três porções de carne, aves, peixe ou ovos e duas ou três porções de leite, iogurte ou queijo.</p>
<div><!----></div>
<p>Para reforçar sua aparente aceitação dos alimentos de origem animal, o <strong>Departamento de Agricultura</strong> lançou um panfleto sobre a pirâmide que dizia: &#8220;Nenhum grupo de alimentos é mais importante que o outro &#8211; para uma boa saúde, você precisa de todos eles.&#8221; <strong>Mentira!</strong></p>
<div><!----></div>
<p>Se você acreditar nesse conselho antiquado, vai se expor ao duplo azar nutricional.  Em  primeiro lugar, <strong>os alimentos de  origem animal aumentam o  risco de doenças  degenerativas crônicas.</strong> Em  segundo, ao ingeri-los, você  negligencia os alimentos derivados  dos vegetais que fornecem os nutrientes de que  seu organismo necessita.  Isso o coloca dois passos atrás no processo de Renovação. &#8230;</p>
<div><!----></div>
<h3><a name="8.1"> 8.1</a> Médicos falando da carne e doenças</h3>
<div><!----></div>
<p>Vejamos  o que  outros médicos  falam do  consumo da  carne  <a href="http://www.gaia.unb.br/solua/hortmednat.html#1.9">(Internet: hortmednat.html#1.9)</a> [<a name="CITEBALBACH1" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#BALBACH1">3</a></p>
<p>]:</p>
<div><!----></div>
<p>&#8230; Ainda a palavra autorizada de alguns médicos:</p>
<div><!----></div>
<p><em>&#8220;Não têm  direito algum  de criticar  o Naturismo  os  que, por condição  de sua  própria  vida, mastigam  cadáveres,  bebem álcool  e praticam outros vícios degradantes.&#8221;</em> Dr. Heghel.</p>
<div><!----></div>
<p><em>&#8220;O alcoolismo  e o  abuso da  carne são  alguns  dos principais motivos pelos  quais o homem  não chega a  viver até 140 ou  150 anos, como deveria suceder.&#8221;</em> Dr. Henrique Roxo.</p>
<div><!----></div>
<p><em>&#8220;O  consumo excessivo de carne  em nosso país  (Canadá) não mais pode  ser  ignorado  como  um  dos principais  fatores  de  doença.&#8221;</em> Dr. Fredéric M. Rossiter.</p>
<div><!----></div>
<p><em>&#8220;A freqüência dos casos  de apendicite é devida principalmente à alimentação cárnea.&#8221;</em> Dr. A. Gautier.</p>
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<p><em>&#8220;O reumatismo,  a  gota,  a tuberculose,  o  câncer, o  diabete melito,  a apendicite  e outras  enfermidades, são,  em  grande parte, causadas  pelo costume  de alimentar-se  com cadáveres  de animais.&#8221;</em> Dr. Chittenden.</p>
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<p><em>&#8220;A carne é, ao contrário do que se pensa geralmente, um alimento medíocre&#8230; Pensamos  ser mais acertado  abster-se da carne,  para não adquirir  o  hábito  de   uma  alimentação  tóxica&#8230;&#8221;</em> Dr.  Alberto Seabra. &#8230;</p>
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<h2><a name="9"> 9</a> O milagre dos alimentos vivos (cru)</h2>
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<p>O livro  do Doutor  Timothy é um  dos mais  completos que já  li sobre alimentação e  saúde. É magistral  a sua explicação sobre  os radicais livres,  estes  fragmentos de  moléculas  orgânicas,  que provocam  as doenças  degenerativas  e o  envelhecimento  por  danos.  Esta  teoria explica porque a alimentação vegetariana é mais saudável. Já li livros sobre como comer  pouco, dormir bastante e respirar  pouco, prolonga a vida. Todos estes procedimentos diminuem o metabolismo e a produção de radicais livres. Contudo em  seu livro [<a name="CITESMITH" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#SMITH">16</a>], o vice-presidente da Associação Médica de Nutrição dos Estados Unidos, apenas menciona a importância  do  alimento cru.   Por  isso,  é  importante conhecer  o trabalho  da médica  dinamarquesa,  Kirstine Nolfi,  que  se curou  de câncer de mama através da alimentação viva e crua.</p>
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<h3><a name="9.1"> 9.1</a> Alimento aquecido, radicais livres e leucocitose</h3>
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<p>Quando  aquecemos  o alimento  acima  de  determinada temperatura,  as moléculas orgânicas  se quebram  se transformando em  radicais livres. Estes  pedaços  de  moléculas  sem integridade,  são  percebidos  pelo organismo como  um corpo estranho.   Os leucócitos aumentam  em número toda  vez que  o corpo  se &#8220;sente&#8221;  invadido. De  fato,  pouco tempo depois de  ingerirmos alimentos  cozidos a concentração  de leucócitos chega a triplicar.  Este fenômeno é chamado leucocitose fisiológica.</p>
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<p>Nas  palavras  da  médica  Kirstine  Nolfi   <a href="http://www.gaia.unb.br/solua/cru.html#3.1">(Internet:  cru.html#3.1)</a> [<a name="CITENOLFI" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#NOLFI">11</a></p>
<p>]:</p>
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<p>&#8230;  Devo  aqui mencionar  a  leucocitose  fisiológica.  O termo  é derivado  de  &#8220;leucócito&#8221;,  nome  oficial dos  glóbulos  brancos  do sangue. Normalmente,  um mm<sup>3</sup> de sangue contém  6.000 &#8211;  mas quando comemos alimentos mortos &#8211; principalmente  doces e bolos &#8211; o número de leucócitos no sangue até triplica,  chegando a 18.000 mm<sup>3</sup>.  Como os leucócitos são os defensores do  organismo e sempre aparecem quando há perigo,  percebemos  que o  sangue  está  fortemente envenenado  pelos alimentos mortos que comemos.  Imaginem  o trabalhão que a produção de tantos leucócitos impõe ao organismo várias vezes ao dia.  O resultado pode ser uma leucemia fatal.</p>
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<p>0 consumo regular de frutas e hortaliças cruas nunca causa leucocitose fisiológica ou digestiva.</p>
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<p>Os produtos naturais constituem uma  unidade em que os componentes são equilibrados  em proporções  exatas. Quando  separamos suco  e matéria seca, as  duas partes se tornam  incompletas.  Além disso,  ao tomar o suco sem  salivação e  beber mais do  que o  suco gástrico é  capaz de digerir, estamos nutrindo nossa doença e não nossa saúde. &#8230;</p>
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<h3><a name="9.2"> 9.2</a> Alimentos mortos e acidez</h3>
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<p>No livro &#8220;O Milagre dos  Alimentos Vivos&#8221; é explicado que  <a href="http://www.gaia.unb.br/solua/cru.html#3.2">(Internet: cru.html#3.2)</a> [<a name="CITENOLFI" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#NOLFI">11</a></p>
<p>]:</p>
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<p>&#8230;  Todos os  alimentos  crus, como  nozes,  frutas, hortaliças  e também o  leite fresco  cru, são básicos.  Quando esses  alimentos são aquecidos,  eles  se  tornam   acidificantes,  o  que  é  extremamente prejudicial para o organismo.</p>
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<p>Fazemos  uma  refeição de  frutas  pela manhã  e  outra  à noite.   Ao meio-dia,fazemos  uma  refeição de  hortaliças  cruas.  Nunca  comemos frutas e hortaliças na mesma refeição. Enquanto hortaliças requerem um meio   digestivo  ácido,   as  frutas   requerem  um   meio  digestivo alcalino. &#8230;</p>
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<p>James Redfield escreve sobre a  acidificação do organismo no seu livro &#8220;Segredo   de   Shambhala&#8221;   <a href="http://www.gaia.unb.br/solua/segredo_shambhala.html#4">(Internet:   segredo_shambhala.html#4)</a> [<a name="CITEREDFIELD" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#REDFIELD">13</a>]:</p>
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<p>&#8230;</p>
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<p>- Quer dizer, desintegrar fisicamente? &#8211; perguntei.</p>
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<p>- Sim. Torne a olhar com  visão ampla: quando alguma coisa morre, como   por exemplo um cachorro atropelado por um carro ou uma pessoa depois   de longa doença, as células do corpo imediatamente perdem a vibração   e se tornam  muito ácidas quimicamente. Esse estado  ácido é o sinal   para  os micróbios  do mundo,  os  protozoários, as  bactérias e  os   fungos, de que está na hora  de decompor aquele tecido morto. Este é   o trabalho deles no universo físico: devolver um corpo à terra.</p>
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<p>Ele continuou:</p>
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<p>- Já lhe disse  que quando a energia em nosso  corpo diminui por causa   do  tipo de  alimento  que  comemos, isso  nos  torna suscetível  às   doenças.   Eis   como  funciona:   quando  comemos,  o   alimento  é   metabolizado  e deixa  resíduos  ou cinzas  em  nosso corpo.   Esses   resíduos são de natureza ácida ou alcalina, dependendo da comida; se   ela for alcalina, então pode ser rapidamente extraída de nosso corpo   com  pouca energia.   No entanto,  se esses  produtos  residuais são   ácidos, fica  muito difícil para o  sangue e o  sistema linfático os   eliminarem, e eles  são depositados em nossos órgãos  e tecidos como   sólidos, formas cristalinas de baixa vibração que criam bloqueios ou   rupturas  nos níveis  vibratórios  das nossas  células. Quanto  mais   desses  subprodutos  ácidos são  depositados  em  nosso corpo,  mais   ácidos os tecidos se tornam, e adivinhe o que acontece.</p>
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<p>Tornou a olhar para mim com expressão teatral.</p>
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<p>- Um micróbio aparece,  sente todo esse ácido e  diz: &#8220;Ah, este corpo   está  pronto para  ser  decomposto.&#8221;  Está  entendendo?  Quando  um   organismo morre, o corpo muda rapidamente para um ambiente altamente   ácido e  é consumido pelos  micróbios bem depressa. Se  começarmos a   aparentar  esse  estado  muito  ácido,  ou estado  de  morte,  então   começamos a sofrer  o ataque de micróbios. Todas  as doenças humanas   resultam de um ataque desses.</p>
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<p>O que Hanh dizia fazia  sentido; muito tempo antes eu tinha encontrado na  Internet algumas  informações sobre  o  PH do  corpo. Mais  ainda: parecia que eu sabia aquelas coisas intuitivamente. &#8230;</p>
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<h3><a name="9.3"> 9.3</a> Médica que se curou de câncer com alimentação crua</h3>
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<p>Vejam que história bonita!  <a href="http://www.gaia.unb.br/solua/cru.html#2">(Internet: cru.html#2)</a> [<a name="CITENOLFI" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#NOLFI">11</a></p>
<p>]:</p>
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<p>&#8230; O que me motivou  como médica a adotar uma alimentação composta exclusivamente de frutas e  hortaliças cruas? Isso foi conseqüência de adoecer de câncer da mama.</p>
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<p>Como de costume, a doença  foi precedida por um período de alimentação deficiente e  hábitos de vida  errados, principalmente nos 12  anos de trabalho no hospital, um período em que sofri constantemente de prisão de ventre  e gastrite. Certa  vez,quase morri devido a  uma hemorragia causada por úlcera gástrica.</p>
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<p>Foi   nessa    ocasião   que   aboli   carne   e    peixe   de   minha alimentação,tornando-me  vegetariana.  Entretanto,foi  bem  mais tarde que comecei a comer frutas e hortaliças cruas, aumentando a quantidade gradativamente. Minha  digestão melhorou,  assim como a  saúde, porém, ainda não estava me sentindo realmente bem.</p>
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<p>Após uns  10 anos de uma alimentação  que consistia em 50%  a 75% de hortaliças  e  frutas cruas,  sentia  um  cansaço  constante, mas  não conseguia diagnosticar nenhuma causa  definida.  Na primavera de 1940, descobri, por acaso, um pequeno nódulo na mama direita. Muito cansada, não dei  atenção. Assim, fiquei  apavorada quando, cinco  semanas mais tarde,  descobri,  também por  acaso,que  o  tumor  havia crescido  ao tamanho de um ovo e estava aderido à pele. Somente o câncer age assim.</p>
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<p>Em um Congresso de Oncologia na Finlândia, havia ouvido de um eminente oncologista &#8220;O  tratamento habitual do câncer é  apenas um paliativo, pois não sabemos qual é a  sua causa.&#8221; Portanto, decidi, na hora, que não deveria  me submeter a esse  tratamento.  Mas então,  o que fazer? Tinha  que   tomar  providências  sérias   ou  logo  iria   morrer  de câncer. Decidi, então, seguir uma  alimentação 100% crua. Com a minha própria vida em jogo, fui obrigada a provar o valor de uma alimentação regular desse tipo.</p>
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<p>Parti em busca  da Natureza.  Comecei imediatamente. Fui  morar em uma barraca,  numa  pequena  ilha   do  Kattegat  e  comia  exclusivamente alimentos crus. Tomava  banhos de sol algumas horas  por dia, quando o tempo permitia. Quando o calor era muito forte, mergulhava no mar.</p>
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<p>Durante os dois primeiros meses, continuei muito cansada e o tumor não diminuiu.   Foi então  que  minha recuperação  teve  início.  O  tumor diminuiu e  comecei a recuperar  a energia. Há  muitos anos eu  não me sentia tão bem.</p>
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<p>Antes, havia  consultado o Dr. Hindhede,  renomado médico dinamarquês, que recomendou  que não me  submetesse a uma biópsia.   Ambos sabíamos que essa intervenção iria abrir  vasos sangüíneos, ajudando o câncer a se espalhar. Portanto, desisti dessa idéia.</p>
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<p>Quando já estava me sentindo bem &#8211; após um ano alimentando-me 100% de frutas  e  hortaliças cruas  &#8211;  voltei  à  minha alimentação  anterior vegetariana de  50% a  75% de alimentos  crus. Isso, porém,  não deu certo. Três ou  quatro meses depois, comecei a  sentir dores agudas no seio, no ponto em que o tumor  havia aderido à pele A dor aumentou nas semanas   seguintes  e   percebi   que  o   câncer  estava   crescendo novamente. Voltei à alimentação  100% crua. A dor passou rapidamente, assim   como   o   cansaço   que  antecedera   o   reaparecimento   do problema. &#8230;</p>
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<h3><a name="9.4"> 9.4</a> Como envelhecemos prematuramente</h3>
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<p>Olhe a explicação da venerada Kirstine Nolfi  <a href="http://www.gaia.unb.br/solua/cru.html#3.5">(Internet: cru.html#3.5)</a> [<a name="CITENOLFI" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#NOLFI">11</a></p>
<p>]:</p>
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<p>&#8230; Fazemos bebidas de café, de cacau e de folhas de chá que contêm venenos que, primeiro estimulam o  córtex do cérebro onde a sensação é coordenada e depois o paralisam. Preservamos alimentos mortos por meio de produtos químicos nocivos, como o ácido benzóico, ácido salicílico, salitre, ácido  bórico e ácido tiosulfúrico, para  conservá-los e para que tenham um bom aspecto.</p>
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<p>Mas,  não  é  só  isso!  Tomamos  analgésicos,  soníferos,  sedativos, laxantes, venenos químicos poderosos  que são substâncias estranhas ao organismo.   Fumamos,   inalando  a   fumaça  nociva  das   folhas  de tabaco. Mesmo em  pequena quantidade, a nicotina é  um veneno perigoso que enfraquece  o coração.  O  envenenamento crônico por nicotina  &#8211; e pelas  outras  substâncias contida  no  cigarro  &#8211;  é considerado  por cientistas  americanos  como causa  das  doenças  cardíacas que  matam tantos homens  por volta dos 50  anos. O fumo  também causa laringite, predispõe as pessoas  ao câncer da garganta e dos  pulmões e causa uma gastrite que,  na maioria das  vezes, só pode  ser curada se  o doente parar de fumar.</p>
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<p>O   fumo   nos    envelhece   precocemente,   tanto   interna   quanto externamente. Finalmente, o fumo é um dos fatores da doença de Bürger, que causa  flebite e gangrena  nas pernas e  nos pés, muitas  vezes em jovens. Os alimentos crus permitem vencer o vício do fumo. Percebi que os doentes que  se submetem totalmente à alimentação  crua perdem, aos poucos, a vontade de fumar.</p>
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<p>Não  podemos também  esquecer  que cultivamos  as  plantas de  maneira errada, pulverizando as árvores frutíferas e as plantações com venenos químicos poderosos. O solo adubado com produtos químicos corre o risco de  se tornar  tão doente  quanto  o homem  &#8211; com  excesso de  acidez, super-alimentado, de  onde brotam plantas doentes,  inadequadas para o consumo humano.</p>
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<p>Em suma, estragamos  os alimentos crus &#8211; a  alimentação viva natural &#8211; da forma mais absurda, ignorando completamente as conseqüências para a nossa saúde.</p>
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<p>Não  percebemos,  ou  não  entendemos,  a  enorme  diferença  entre  a alimentação crua de um lado e  a alimentação habitual &#8211; mista ou mesmo vegetariana &#8211; do  outro. Os alimentos mortos e  os alimentos feitos de animais  mortos  apodrecem e  fermentam  no  trato  digestivo, onde  a temperatura  é  de cerca  de  37<sup>o</sup>C.   Produzem  fezes repulsivas  e transformam  nossos   órgãos  digestivos  em   uma  malcheirosa  fossa séptica. O resultado disso é sangue poluído, que gradualmente envenena e enfraquece o organismo.</p>
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<p>Por  outro lado,  frutas  e vegetais  crus  &#8211; os  alimentos vivos,  os alimentos da energia  solar &#8211; dissolvem e eliminam  esses tóxicos. São facilmente  digeridos  e produzem  pouca  matéria  fecal.  Protegem  e fortalecem  o  organismo  graças  ao  seu conteúdo  vivo  em  enzimas, vitaminas e minerais em combinações naturais e na proporção certa.</p>
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<p>Veja os animais. Pense no pequeno cavalo islandês. Ele consegue correr com  um homem  nas costas  a 10  km por  hora, durante  12  horas, por caminhos acidentados. Do que ele  se alimenta? Grama, feno e talvez um pouco de aveia,  e vive ao ar livre  o ano inteiro. Pense no  boi e no elefante!  Eles  vivem de capim  e folhas de árvores.   Eles conseguem atingir um peso enorme e têm uma força tremenda.</p>
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<p>Para comparar, pense nos animais que devoram carniça &#8211; chacais, hienas e  abutres &#8211;  que vivem  de alimentos  mortos. São  bichos  covardes e fracos que exalam um cheiro desagradável. Existem centenas de milhares de  espécies diferentes  de animais  e todos  eles &#8211;  com  exceção dos comedores  de carniça  (necrófagos)  &#8211; consomem  alimentos vivos.   As únicas  outras exceções são  o homem  e seus  animais domésticos  &#8211; os únicos que adoecem.</p>
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<p>Refletindo bem, as pessoas logo percebem que a nossa alimentação atual não é  natural. É desvitalizada  e extremamente destrutiva. É  a causa mais  grave  e  generalizada  de  doenças  físicas  e  mentais,  e  da degeneração do organismo. Não é de admirar que as doenças se alastrem! São  as  principais  causas  do  desperdício  econômico,  da  agitação familiar e social.</p>
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<p>Precisamos encontrar  o caminho  para uma alimentação  e um  estilo de vida  saudáveis,  se  desejamos  criar  um mundo  mais  equilibrado  e feliz. Não podemos  fazer concessões quando a vida e  a saúde estão em jogo.   Precisamos  seguir  o  único  caminho certo  &#8211;  o  caminho  da alimentação  crua  e  dos  hábitos  simples  e  naturais,  que  são  a conseqüência dessa dieta. Essa maneira  de agir tem um efeito curativo não apenas sobre  uma doença ou um órgão específico,  mas sobre todo o organismo. Ela cura  não só as doenças contraídas  durante nossa vida, mas   melhora  também   certas   doenças  que   são  conseqüência   de predisposição hereditária. &#8230;</p>
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<h3><a name="9.5"> 9.5</a> Eu amo Kristine Nolfi</h3>
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<p>Depois de ter se curado de câncer com alimentação crua, Kristine Nolfi fundou um sanatório. Em suas palavras</p>
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<p>&#8230;  Assim, deixei  de tratar  meus pacientes  com  medicamentos e, desde  então, os  tratei  todos com  métodos  naturais &#8211;  isto é,  com alimentos   vivos.   Os  resultados   têm  sido   impressionantes.   O sanatório, Humlegaarden,  tem sempre uma lista de  espera. Não lamento ter rompido  com a profissão médica  e estou feliz  por ter enveredado pelo caminho da cura natural. &#8230;</p>
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<p>Inúmeras  curas de  variadas enfermidades  são descritas  pela própria Kristine  <a href="http://www.gaia.unb.br/solua/cru.html#9">(Internet: cru.html#9)</a> [<a name="CITENOLFI" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#NOLFI">11</a>].  Com gratidão, listamos aqui as doenças curadas com alimentação natural e crua.</p>
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<ul>
<li> Acne
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</li>
<li> Angina do peito
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</li>
<li> Asma
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</li>
<li> Câncer
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</li>
<li> Diabete
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</li>
<li> Difteria
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</li>
<li> Hidropisia (acúmulo anormal de líquido)
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</li>
<li> Hipertensão
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</li>
<li> Menstruação irregular
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</li>
<li> Obesidade
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</li>
<li> Poliartrite
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</li>
<li> Prisão de ventre
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</li>
<li> Tumor cerebral
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</li>
</ul>
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<h2><a name="10"> 10</a> Há 100 anos as &#8220;autoridades&#8221; permitem o envenenamento</h2>
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<p>É uma ilusão pensar que a  indústria de drogas e alimentos não exercem fortes influências nas agências de  governamentais como a Food em Drug Administraion  nos EUA  e a  ANVISA no  Brasil.  A  história  a seguir mostra  como esta  influência  já  existia desde  o  início do  século passado  <a href="http://www.gaia.unb.br/solua/sugarblues.html#32">(Internet: sugarblues.html#32)</a> [<a name="CITEDUFTY" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#DUFTY">6</a></p>
<p>]:</p>
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<p>&#8230; O  chefe do Bureau  de Química do Departamento  de Agricultura, Dr.  Harvey W.  Wiley, foi o Ralph Nader de seu tempo.  Após se bater, algumas  décadas, por uma  <strong>legislação  sobre drogas  e alimentos</strong> puros, finalmente, em 1902, iniciou um experimento público que cativou a  imaginação do povo  americano.  Os  voluntários foram  divididos em grupos  (que os  jornais chamaram  &#8220;A esquadra  do  Veneno&#8221;). Homens jovens e saudáveis foram alimentados da maneira tradicional americana. Um a um,  os novos aditivos que os  fabricantes estavam adicionando ao ketchup, ao  milho enlatado,  ao pão e  à carne foram  introduzidos na dieta.   Os negociantes  de  alimentos tremiam,  o  público vibrava  e acompanhava  as  experiências,  que  eram  diariamente  relatadas  nos jornais, com um ávido interesse.   Por cinco anos a Esquadra do Veneno foi alimentada  com doses  regulares de preservativos,  adulterantes e corantes, de  uso então  generalizado pelos fabricantes  de alimentos: ácido  bórico, bórax, ácido  salicílico, salicilatos,  ácido benzóico, benzoatos, dióxido de enxofre, sulfitas, formaldeído, sulfato de cobre e salitre. Periodicamente o Dr. Wiley publicava boletins detalhando os graves efeitos físicos desses  produtos químicos usados nos alimentos. Os jornais, rapidamente, transformaram  Wiley numa figura popular.  Em seu apogeu, a Esquadra do Veneno foi tão famosa quanto os astronautas.</p>
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<p>&#8230;</p>
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<p>A seguir,  Teddy (Presidente Americano Teddy  Roosevelt) virou-se para Wiley e perguntou o que ele achava.</p>
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<p>&#8220;Sr. Presidente&#8221;, respondeu Wiley, &#8220;eu  não <em>acho</em>, eu sei, por uma paciente investigação, que o  benzoato de soda, ou ácido benzóico, adicionado ao alimento humano é nocivo à saúde.&#8221; &#8230;</p>
<div><!----></div>
<p>&#8220;Todos os que comeram aquele milho foram enganados&#8221;, declarou Wiley. &#8220;Eles  pensaram  que  estavam  comendo açúcar,  quando,  na  verdade, estavam comendo  um produto derivado do alcatrão  de hulha, totalmente privado de valor alimentício e extremamente nocivo à saúde.&#8221;</p>
<div><!----></div>
<p>Como Wiley  recordaria mais tarde, o  Presidente mudou da  água para o vinho. Voltando-se furioso para Wiley, disse:</p>
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<p>&#8220;Você está me dizendo que a <strong>sacarina é nociva</strong> à saúde?&#8221;</p>
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<p>&#8220;Sim, Sr. Presidente&#8221;, disse Wiley. &#8220;É justamente isso.&#8221;</p>
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<h3><a name="10.1"> 10.1</a> Alimentos adulterados escapando da lei</h3>
<div><!----></div>
<p>(Dr. Wiley em seu  livro[<a name="CITEWILEY" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#WILEY">17</a>] escreveu) A patente atribuição do ato,  que ficou  claramente  estabelecida no  momento  de sua  edição, conforme determinado  pela própria lei, conferia ao  Bureau de Química (comandado  por Wiley)  as funções  de examinar  todas as  amostras de alimentos e  drogas suspeitas, para determinar  se estavam adulteradas ou incorretamente rotuladas e, caso tais investigações demonstrassem a veracidade desses  fatos, o assunto deveria ser  enviado aos tribunais para decisão.  Interesse após interesse,  engajados no que o Bureau de Química descobriu ser os fabricantes  de <strong>alimentos</strong> e drogas <strong> adulterados</strong> e  incorretamente  rotulados,  exerceram  influência  no sentido de  <strong>escapar</strong> aos  tribunais para defender  tais práticas. Vários  métodos foram utilizados  para assegurar  tal fim;  muitos dos quais resultaram bem sucedidos.</p>
<div><!----></div>
<p>Constatei que,  uma a  uma, as atividades  do Bureau de  Química foram restritas e  vários produtos alimentícios  manipulados foram retirados de   sua  consideração   e  enviados   a  outros   departamentos,  não contemplados   pela  lei,   ou  diretamente   privados   de  controles posteriores.  Alguns  exemplos são bastante  conhecidos.  Entre esses, podemos  mencionar o  caso do  chamado uísque,  fabricado a  partir de álcool, corantes  e flavorizantes; a  adição de ácido benzóico  e seus sais,  de ácido  de  enxofre e  seus  sais, de  sulfato  de cobre,  de sacarina  e de  alúmen  aos produtos  alimentícios;  a fabricação  dos chamados  vinhos, a partir  de bagaço,  produtos químicos  e corantes; criação  de ostras  em águas  poluídas,  com o  propósito de  faze-las parecerem maiores  e mais  gordas do que  realmente eram,  para melhor comércio;  a venda  de  grãos mofados,  fermentados  e decompostos;  a oferta de  glicose sob  o nome de  &#8220;xarope de  milho&#8221;, apossando-se, dessa forma,  de um nome que  pertence legalmente a  um outro produto, feito diretamente de espigas de milho.</p>
<div><!----></div>
<p>A  tolerância e  validação oficiais  a tais  práticas  restringiram as atividades  do Bureau  de  Química  a um  campo  muito pequeno.   Como resultados de  tais restrições, fui instruído no  sentido de abster-me de  emitir  publicamente  minhas  opiniões  sobre  os  efeitos  dessas substâncias  na saúde, e  tal restrição  interfere em  minha liberdade acadêmica  para  falar  sobre  assuntos  diretamente  relacionados  ao bem-estar público.[<a name="CITEWILEY" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#WILEY">17</a>]</p>
<div><!----></div>
<h3><a name="10.2"> 10.2</a> A história de um crime contra a lei de alimentos</h3>
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<p>Wiley, financiando  seu próprio  livro, levou seu  precioso manuscrito para um impressor.   Este manuscrito &#8220;desapareceu&#8221; misteriosamente e não foi mais  encontrado. Raramente se descobre como  essas coisas são feitas.</p>
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<p>Arruinado, mas imbatível, o Dr. Wiley retornou bravamente ao trabalho, rescrevendo  seu   livro  desde  o  princípio.    Essa  tarefa  ocupou completamente dez anos de sua  vida. Ele tentou atualizar os assuntos, mas,  em 1929,  várias de  suas  chocantes revelações  já eram  coisas ultrapassadas.  Alguns  dos vilões  estavam mortos.  A  grande maioria dos políticos havia morrido ou  estava fora do poder. Ainda assim, seu livro &#8220;A  História de um  Crime Contra a  Lei de Alimentos&#8221;  (<em>A History of  a Crime  Against the Food  Law</em>[<a name="CITEWILEY" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#WILEY">17</a>]) foi  uma obra prima  sobre a  corrupção  governamental, distinta  de qualquer  outra escrita anteriormente. Dessa vez, tentou proteger-se. Não permitiu que seu  manuscrito fosse  mais uma  vez  perdido.  Todos  os estágios  de produção   e   impressão   foram  supervisionados   pessoalmente   por Wiley. Quando começou a ser  distribuído, em 1929, parecia ser um <em> best seller</em>.  Os livros  desapareciam rapidamente das prateleiras das livrarias.   Ainda assim,  ele  não recebia  cartas  de leitores,  nem congratulações,  nem  surgiam   críticas.   Os  livros  continuavam  a desaparecer, as cópias não eram encontradas em lugar nenhum.</p>
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<p>Desesperado,  Dr.   Wiley pôs  os  últimos  exemplares em  bibliotecas espalhadas pelo  país &#8211; eles desapareceram das  bibliotecas tão rápido quanto das livrarias.  Olhe em qualquer biblioteca americana e veja se consegue  encontrar  algum  exemplar.   Isso não  deveria  surpreender ninguém, já que a verba de propaganda de um conglomerado alimentício é maior do  que todo o orçamento  anual da agência  do governo americano encarregada de fiscalizar a indústria.  Em 1929 o fim da exposição que aparecia na última  página de seu livro parecia  profético.  Hoje, soa como um estilhaço de granada.</p>
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<p>Se tivessem permitido  ao Bureau de Química cumprir  as atribuições da lei, da maneira em que ela foi escrita e da forma que se tentou fazer, qual seria a situação hoje?  Nenhum alimento teria, no país, traços de ácido  benzóico, de  ácido de  enxofre  ou sulfito,  nenhum alúmen  ou sacarina, a não ser com propósitos médicos.  Nenhum refrigerante teria cafeína  ou  teobromina.   Nenhuma  farinha  branqueada  cruzaria  uma fronteira  interestadual.   Nossos alimentos  e  nossas drogas  seriam integrais, sem  nenhuma forma  de adulteração. A  saúde de  nosso povo teria  sido  amplamente  melhorada   e  a  duração  de  nossas  vidas, ampliadas.   Os  fabricantes  de  nossos alimentos,  especialmente  os proprietários de moinhos, devotariam  suas energias para a melhoria da saúde pública, levando a felicidade a cada lar, através da produção de farinhas integrais e não peneiradas.</p>
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<p>A resistência de nosso povo às doenças infecciosas teria sido ampliada por uma  dieta integral e  aperfeiçoada.  Nosso exemplo  seria seguido pelo  mundo  civilizado,  levando,   assim,  a  todo  o  universo,  os benefícios que nossa gente teria desfrutado.</p>
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<p>Seríamos poupados da vergonha e  da desgraça de ver grandes cientistas conduzindo seus esforços  no sentido de derrubar uma  das maiores leis jamais  criadas  para  a  proteção do  bem-estar  público.   Eminentes membros  de nosso  governo teriam  escapado da  indignação  da opinião pública ultrajada  por terem permitido  e encorajado tais  fraudes.  A causa  de uma  dieta integral  não teria  retroagido cinqüenta  ou cem anos.  E, por último, mas  não menos importante, esta &#8220;História de um Crime&#8221; não teria sido escrita. &#8230;</p>
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<h3><a name="10.3"> 10.3</a> O governo proibiu importação de remédio que cura o câncer</h3>
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<p>Assisti  quatro palestras  que o  Dr.  Vinholis  proferiu  em Brasília  <a href="http://www.gaia.unb.br/solua/vinholis_cartaz.pdf">(Internet: vinholis_cartaz.pdf)</a>.  Em todas  elas ele descreveu a cura de inúmeras doenças com a  desintoxicação orgânica e dieta. No caso do câncer, ele  falou também de um medicamente  chamada Iscador, extraído da &#8220;erva de  passarinho&#8221;. A cura do câncer  com Iscador foi proposta pelo grandioso e sábio Rudolf Steiner.  Vinholis contou suas visitas a renomados  oncologistas da Alemanha.   Mencionou um  hospital, naquela região da Europa, que possui um  índice de cura do câncer de 95%!  No mesmo dia o Dr.  Vinholis citou um paciente que apresentou um exame de dosagem do Antígeno Prostático  Específico (PSA) com um valor superior a 1000. Normalmente  este valor não passa de  poucas unidades, valores altos são indicativos  do câncer de próstata.  Este  paciente já tinha sido desenganado  pelos médicos que  o aconselharam a  aproveitar seus últimos dias de vida.  Então  o doutor Vinholis descreveu o tratamento bem sucedido deste paciente com o remédio extraído a partir da erva de passarinho,  injetado  na  periferia  dos focos  cancerígenos.   Estas informações me fizeram exultar de  esperanças de uma boa saúde para os brasileiros e  parentes.  <strong>Contudo na última  palestra que assisti com este médico  brasileiro, ele falou que a  ANVISA, Agência Nacional de Vigilância  Sanitária, proibiu a  importação do extrato da  erva de passarinho, o medicamento que está curando câncer!</strong></p>
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<p>Você  entendeu  isso  bem?   A agência  governamental  brasileira  que fiscaliza as  drogas e alimentos no  país, proibiu a  importação de um remédio  que  está  curando  câncer.   Esta mesma  agência  proibiu  a auto-hemoterapia, uma técnica simples  e barata que estimula o sistema imunológico e cura inúmeras doenças  como mostrou o médico Luís Moura. O governo brasileiro, através  da ANVISA, permite drogas psiquiátricas como o  Zyprexa, que provocam  demência e uma lobotomia  química.  Por outro lado,  esta mesma  agência governamental proibe  procedimentos e remédios   que  curam  o   câncer.   O   documentário  cinematográfico Zeitgeist, explica  como o &#8220;governo mundial&#8221; escraviza  e controla o povo  pelos mitos religiosos,  pela mídia,  pelo sistema  financeiro e pelas  guerras   <a href="http://www.gaia.unb.br/solua/zeitgeist.html">(Internet: zeitgeist.html)</a>.  Contudo,  com certeza,  o maior controle  é pelas  drogas e alimentos.  Esta história  vai ficar muito  pior  se entrar  em  vigor  em  2010 o  &#8220;codex  alimentarius&#8221;  <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Codex_Alimentarius">(Internet: http://pt.wikipedia.org/wiki/Codex_Alimentarius)</a></p>
<p>.</p>
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<p>Nós,  do Grupo  de  Aprendizes da  Informação  Aberta, acreditamos  na educação  das  pessoas sobre  estas  questões  de  saúde, alimentos  e drogas. Estamos concluindo a  primeira fase do projeto de disseminação desta informação pela Internet. A  próxima fase é a educativa. Contudo só  venceremos  a  noite escura  da  ignorância,  se  cada um  de  nós estudarmos  e  praticarmos  estes  princípios de  alimentação  e  vida saudável. É  preciso que deixemos de ser  meros expectadores, tenhamos coragem  de encarar  os  problemas  e tenhamos  fé  na integridade  da semente interior que nos criou ao se expandir.</p>
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<p>É fundamental que a população  seja informada a respeito da real causa das  doenças degenerativas  que  estão nos  matando diáriamente.   Uma Sistema de Economia Local  Organizado (SELO), pode permitir a formação de grupos de estudo   <a href="http://www.gaia.unb.br/solua/selo.html">(Internet: selo.html)</a>. Trabalhando como estudante de  naturologia, nutrição, medicina  e saúde,  poderemos primeiramente salvar a nós mesmos, nossos familiares e amigos de uma morte prematura por  doenças degenerativas. Então  uma terceira  fase de  trabalho, se iniciará quando um emprendedor ativo movimentar nossa cooperativa GAIA de alimentos orgânicos e saúde integral.</p>
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<h2><a name="11"> 11</a> Vegetarianismo e ecologia</h2>
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<p>Existem três DVDs importantes sobre vegetarianismo e ecologia. Eles se chamam  &#8220;A   Carne  é   Fraca&#8221;  [<a name="CITECARNE" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#CARNE">7</a>],  &#8220;Olhe   nos  Olhos&#8221; [<a name="CITEOLHOS" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#OLHOS">8</a>] e  &#8220;Verdade mais do  que Inconveniente&#8221; [<a name="CITEVERDADE" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#VERDADE">10</a>]. Estes vídeos  fornecem algumas informações  alarmantes.  Gastamos mais de 10 Kilogramas de alimento  vegetal para obter 1 Kilograma de carne. Isso  significa  que haveria  muito  mais  alimento  no mundo  se  não consumissemos  carne.  A  própria fome  praticamente  desapareceria se tivessemos 10 Kilogramas de alimento vegetal a mais para cada 1 Kg. de carne que deixássemos de consumir.</p>
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<p>Além de  debelar o problema da  fome humana o  vegetarianismo seria um avanço para  ecologia, pois grande parte das  florestas são devastadas para  se transformarem em  pastos para  os animais  sacrificados. Além disso muitos nutrientes do arroz,  trigo e soja terminam virando ração destes animais.   Isso significa que  o desmatamento ocorre  em grande parte para  fazer pasto  e plantar  os insumos da  ração que  mantêm a atividade pecuária.</p>
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<p>A devastação  das florestas é uma  fonte enorme de  gás carbônico para atmosfera, isso alimenta  o efeito estufa. Além disso,  as florestas e as árvores oxigenam as terra e  purificam o ar.  Sem considerar o fato das  espécies   que  se  extinguem  e  dos   sistemas  ecológicos  que desaparecem, com a destruição  das florestas virgens, para produção de ração  e criação  de  animais  sacrificados, para  o  consumo de  seus cadáveres pelos seres humanos que ignoram estas informações.</p>
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<p>Além disso a  proposta de uma alimentação natural  pressupõe o cultivo de vegetais de  forma orgânica.  Mantendo a terra  viva e mineralizada com  plantações ecológicas  que respeitam  e mantém  a  diversidade de plantas, insetos  e animais  no seio da  mãe terra.   Esta agricultura orgânica não é poluente. Não são  usados venenos que ao final poluem a água e o solo se acumulando ao longo da cadeia alimentar.</p>
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<h2><a name="12"> 12</a> Vegetarianismo e compaixão</h2>
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<p>Existem três motivos fortes para nos tornarmos vegetarianos.  Primeiro por respeito a toda vida inclusive nossos irmãos menores, os animais e nossas  irmãs maiores, as  plantas. Segundo  o vegetarianismo  faz bem para  nossa  própria  saúde.    Em  terceiro  lugar  existe  o  motivo ecológico. O  aspecto da  compaixão para com  todos os seres  vivos de alguma forma  foi mencionado  no seguinte diálogo  fictício:</p>
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<p>- Porque se perder na erudição  destes livros. É tão simples. A melhor alimentação é a  natural. O alimento cru é mais  natural que o cozido. O alimento  fresco é  mais natural que  o industrializado.  O alimento orgânico é mais natural do que o que tem agrotóxicos. E principalmente a alimentação vegetariana é mais natural  para o corpo humano do que a alimentação com produtos animais.</p>
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<p>- Isto   está   mostrado   cientificamente  no   livro   &#8220;Alimentação Naturista&#8221; escrito pelo brasileiro  Dieno Castanho.  Ali se demonstra claramente  que por  várias  características da  dentição, do  sistema digestivo, da forma  de transpiração, o ser humano  é classificado sem sombra de  dúvidas como um  ser vivo frugívoro  que se alimenta  só de frutas. Fugir deste fato da  própria natureza de nosso corpo, nos leva a muitos problemas de saúde e às doenças degenerativas.</p>
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<p>- Mas quer  saber de uma coisa.  Se cada um  acreditasse realmente num Deus de  toda vida  e não  em um Deus  antropocêntrico o  melhor seria feito. Não  é possível que uma  ofensa tão grave a  outros seres vivos possa ficar  impune.  Se todo universo,  galáxias, estrelas, planetas, animais e  vegetais estão  dentro de  nós na forma  de uma  semente no coração de  nossas almas, então  ao ofendermos qualquer  ser estaremos ofendendo o  eu deste ser  em Deus dentro  de nós, e estas  ofensas às entidades  vivas certamente  geram, dor  e  sofrimento para  nós e  os outros.</p>
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<p>- Talvez o  contrário também seja  verdadeiro. Quem sabe se  amarmos e engrandecermos a semente do Todo, a  fonte da vida, Deus pai em nossos corações. Quem sabe  ele se expande pelo nosso amor  e nos alimenta de dentro para  fora.  Talvez  foi isso que  se quis dizer  em Revelação: &#8220;Aqueles  que  forem fiéis  até  o fim  alcançarão  a  vitória e  não morrerão&#8221;.   Ou seja,  vida eterna,  vencer  os males  da doença,  da velhice  e morte  sendo fiel  ao Deus  de toda  vida e  não  apenas ao semi-deus dos arrogantes seres humanos.</p>
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<p>- Dos que  lerem ou  ouvirem este texto  vamos combinar que  se alguém descobrir a fórmula da vida eterna, conta para todos os outros!</p>
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<h3><a name="12.1"> 12.1</a> O especismo: a arrogância do ser humano</h3>
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<p>Especismo é o nome dado a arrogância  do ser humano em achar que ele é mais importante  que outras  partes do Todo.  Este termo se  refere ao sentimento tirano da  espécie humana de acreditar que  ela tem direito de matar outros  seres vivos e ofender os  viventes dos reinos animal, vegetal e mineral. A palavra especismo eu ouvi pela primeira vez em um vídeo chamado &#8220;Terráqueos&#8221; [<a name="CITETERRAQUEOS" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#TERRAQUEOS">9</a></p>
<p>].</p>
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<p>Quando assisti este vídeo fiquei com  vergonha de mim mesmo e do atual estado da espécie humana. Minha mãe dizia, não adianta tapar o sol com a peneira. Pois a verdade sobre a crueldade dos seres humanos para com outros  seres  vivos,  está  ecoando  profundo na  terra  e  alto  nos céus. Este pecado  contra a vida não passará sem  retorno. Mesmo que o arragoante, egofrênico  e antropocêntrico  ser humano não  acredite na vida  eterna  da alma  de  todos  os  seres, aqueles  que  continuarem ofendendo a  vida do espírito santo  de Deus, sofrerão  muito antes de conhecerem a  verdadeira luz  do amor.  Pois o senhor  é um  oceano de sabedoria cuja essência é  pura misericórdia &#8230; extendida ao menor átomo de vida. O  senhor é capaz de fazer nascer flor  da pedra como o pequeno príncipe no seu planeta Buda12.</p>
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<h3><a name="12.2"> 12.2</a> Deus: O Todo Supremo, Íntegro e Atrativo</h3>
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<p>Continuemos a serviço do Todo Supremo  Uno, do Todo Íntegro Duplo e do Todo   Atrativo   Triplo    como   descrito no início de uma oração:</p>
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<p>&#8230; <span style="font-size: xx-small;"><strong>Deus,</strong></span></p>
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<h4><a name="12.2.1"> 12.2.1</a> Supremo</h4>
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<p>Ser <strong>Supremo</strong> que é o menor, maior e mais ágil do todo.</p>
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<ul>
<li> Menor do todo,  que como  a semente  de um  <strong>Pai</strong>,  está no centro de todos, de tudo e de todos os reinos do todo.
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</li>
<li> Maior  do todo, que  como o ventre  de uma <strong>Mãe</strong>,  envolve a todos, a tudo e todos os reinos do todo.
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</li>
<li> Mais ágil  do todo, que como o coração de  um <strong>Filho</strong> movido pelo <strong>Espírito Santo</strong>, pulsa  entre a semente interior de Deus Pai e o ventre exterior de Deus Mãe,
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<ul>
<li> que ao se expandir tudo cria pela sua potência interior,
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</li>
<li> ao contrair tudo finaliza pelo seu amor todo atrativo e
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</li>
<li> ao pulsar tudo mantém  pela sua consciência da totalidade média, interior e exterior de si mesmo.
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</li>
</ul>
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</li>
</ul>
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<h4><a name="12.2.2"> 12.2.2</a> União de Todos, Tudo e Todos os Reinos</h4>
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<ul>
<li> <strong>União de  todos</strong> os mantedores,  de tudo  o que é  bom, de todos os <strong>eus</strong> em D<strong>eus</strong>.
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</li>
<li> União de todos os  criadores e finalizadores de tudo que existe, de todas as almas na Alma Universal.
<div><!----></div>
</li>
<li> União  de todas as pessoas manifestas,  na Suprema Personalidade de Deus.
<div><!----></div>
</li>
</ul>
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<p><strong>União</strong>,</p>
<div><!----></div>
<ul>
<li> de toda vida: animal, vegetal e humana,
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</li>
<li> de todas as energias: materiais, luminosas e do vácuo,
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</li>
<li> de todas as totalidades: interiores, exteriores e médias
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</li>
<li> e de todas as informações: espaciais, temporais e eventuais.
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</li>
</ul>
<div><!----></div>
<p><strong>União de todos os reinos</strong>:  do reino animal, do reino vegetal, do reino humano, do reino mineral,  do reino elemental, do reino do nada, do reino  do todo, do  reino divino, do  reino do tao: o  movimento do todo, do reino espiritual, do reino dos anjos e do reino da alma.</p>
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<h4><a name="12.2.3"> 12.2.3</a> Opulento</h4>
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<p>Mais <strong>opulento</strong> de todos os seres, almas e pessoas:</p>
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<ul>
<li> mais puro e famoso como uma criança divina,
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</li>
<li> mais devoto e bonito como um filho de Deus,
<div><!----></div>
</li>
<li> mais íntegro e sábio como um santo,
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</li>
<li> mais humilde e forte como um servo de Deus,
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</li>
<li> mais generoso e rico como o pai divino,
<div><!----></div>
</li>
<li> mais grato e renunciado como uma alma perdoada,
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</li>
<li> mais perfeito e livre como um anjo de Deus e
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</li>
<li> mais verdadeiro e eterno como o próprio Deus,
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</li>
</ul>
<div><!----></div>
<p>&#8230;</p>
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<h2>Referências Bibliográficas</h2>
<dl>
<dt><a name="ATKINS" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#CITEATKINS">[1]</a></dt>
<dd> Atkins, Robert  C.  <em>As Doenças  da Alimentação Moderna</em>.</p>
<div><!----></div>
</dd>
<dt><a name="BALBACH" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#CITEBALBACH">[2]</a></dt>
<dd> Balbach,  Alfons &amp;  Boarim,  Daniel  S.F. <em>As Frutas na Medicina Natural</em>.</p>
<div><!----></div>
</dd>
<dt><a name="BALBACH1" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#CITEBALBACH1">[3]</a></dt>
<dd> Balbach, Alfons  &amp;  Boarim, Daniel  S.F. <em>As Hortaliças na Medicina Natural</em>.</p>
<div><!----></div>
</dd>
<dt><a name="CASTANHO" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#CITECASTANHO">[4]</a></dt>
<dd> Castanho, Dieno  <em>Alimentação Naturista &#8211; Saúde e Longevidade</em>. Alvorada Editora. 6<sup><span style="text-decoration: underline;">a</span></sup> edição.</p>
<div><!----></div>
</dd>
<dt><a name="COLLIERI" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#CITECOLLIERI">[5]</a></dt>
<dd> Colliéri,   Henri.    <em>Vegetarianismo   e Longevidade</em>.</p>
<div><!----></div>
</dd>
<dt><a name="DUFTY" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#CITEDUFTY">[6]</a></dt>
<dd> Dufty, William. <em>Sugar Blues</em>.</p>
<div><!----></div>
</dd>
<dt><a name="CARNE" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#CITECARNE">[7]</a></dt>
<dd> DVD, Vídeo &#8211; <em>A Carne é Fraca</em>.</p>
<div><!----></div>
</dd>
<dt><a name="OLHOS" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#CITEOLHOS">[8]</a></dt>
<dd> DVD, Vídeo &#8211; <em>Olhe nos Olhos</em>.</p>
<div><!----></div>
</dd>
<dt><a name="TERRAQUEOS" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#CITETERRAQUEOS">[9]</a></dt>
<dd> DVD, Vídeo &#8211; <em>Terráqueos</em>.</p>
<div><!----></div>
</dd>
<dt><a name="VERDADE" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#CITEVERDADE">[10]</a></dt>
<dd> DVD,   Vídeo   &#8211;   <em>Verdade   mais   do   que Inconveniente</em>.</p>
<div><!----></div>
</dd>
<dt><a name="NOLFI" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#CITENOLFI">[11]</a></dt>
<dd> Nolfi, Kirstine. <em>O Milagre dos Alimentos Vivos</em>.</p>
<div><!----></div>
</dd>
<dt><a name="PRABHUPADA" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#CITEPRABHUPADA">[12]</a></dt>
<dd> Prabhupada. <em>Gosto Superior</em>.</p>
<div><!----></div>
</dd>
<dt><a name="REDFIELD" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#CITEREDFIELD">[13]</a></dt>
<dd> Redfield, James. <em>Segredo de Shambhala</em>.</p>
<div><!----></div>
</dd>
<dt><a name="SEIGNALET" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#CITESEIGNALET">[14]</a></dt>
<dd> Seignalet,  Jean.   <em>L&#8217; Alimentation  ou  la Troisième Médecine</em>.</p>
<div><!----></div>
</dd>
<dt><a name="SHINYA" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#CITESHINYA">[15]</a></dt>
<dd> Shinya, Hiromi. <em>A Saúde  Depende do  Estado do Intestino</em>.</p>
<div><!----></div>
</dd>
<dt><a name="SMITH" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#CITESMITH">[16]</a></dt>
<dd> Smith,    Timothy     J.     <em>A    Revolução Antienvelhecimento</em>.   Editora  Campus,   2000.   Original:  <em>The Anti-Aging Revolution</em>.</p>
<div><!----></div>
</dd>
<dt><a name="WILEY" href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#CITEWILEY">[17]</a></dt>
<dd> Wiley, H.W. <em>The History  of Crimes  Against the Food Law (A História dos Crimes Contra a Lei dos Alimentos)</em>.</dd>
</dl>
<div><!----></div>
<hr />
<h3>Notas de Rodapé:</h3>
<div><!----></div>
<p><a name="tthFtNtAAB"></a><a href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#tthFrefAAB"><sup>1</sup></a>O inglês Lovelock, propôs a Teoria de Gaia, na qual a terra inteira é vista como um organismo vivo do qual todos nós somos parte.</p>
<div><!----></div>
<p><a name="tthFtNtAAC"></a><a href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#tthFrefAAC"><sup>2</sup></a>Sobreviver! Este é  o primeiro axioma,  o princípio dinâmico da  existência. Assim escreveu L. Ron  Hubbard no livro &#8220;Dianética &#8211;  A Tese Original&#8221;. no Capítulo 1, entitulado: &#8220;Axiomas  Primários&#8221;.</p>
<div><!----></div>
<p><a name="tthFtNtAAD"></a><a href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#tthFrefAAD"><sup>3</sup></a>É indiginador como através das drogas e alimentos a população está sendo literalmente envenenada. Talvez, os defensores  da lei e os amantes da vida pudessem  elaborar um processo legal padrão,  enumerando todas as substâncias que  provocam as  doenças degenerativas. Isto  seria usado para processar  as empresas e orgãos  governamentais responsáveis toda vez que um cidadão sofresse de uma destas doenças aqui listadas.</p>
<div><!----></div>
<p><a name="tthFtNtAAE"></a><a href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#tthFrefAAE"><sup>4</sup></a><em>A Doença da Sacarina</em>. Lembrando que sacarina  é um  adoçante  artificial.</p>
<div><!----></div>
<p><a name="tthFtNtAAF"></a><a href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#tthFrefAAF"><sup>5</sup></a>Cohen  AM,   Fidel  J,  Cohen  B  et al. Diabetes,  blood lipids, lipoproteins, and  change of environment; restudy of the &#8220;new immigrant yemenites&#8221; in Israel. Metabolism 1979: 28:716-28.</p>
<div><!----></div>
<p><a name="tthFtNtAAG"></a><a href="http://www.gaia.unb.br/solua/alisau.html#tthFrefAAG"><sup>6</sup></a>Al-Nuaim Ar. Prevalence of glucose intolerance in urban and rural communities in Saudi Arabia. Diabet Med 1997; 14:595-602.</p>


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		<title>Psicologia, Psiquiatria, Psicopedagogia, Psicoterapia, Modelos Psicoterápicos</title>
		<link>http://psique.org/archives/298</link>
		<comments>http://psique.org/archives/298#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 28 Jan 2010 17:56:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilda Limberger</dc:creator>
				<category><![CDATA[Terapias]]></category>
		<category><![CDATA[psicanálise]]></category>

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		<description><![CDATA[
Psicologia: disciplina que visa o conhecimento das atividades mentais e dos comportamentos em função do meio.
Psiquiatria: Ramo da medicina dedicado ao estudo e tratamento das doenças e distúrbios mentais.
Psicopedagogia:  é uma área interdisciplinar fundamentada em conteúdos psicológicos e pedagógicos, bem como em contribuições da fonoaudiologia, lingüística, neurologia, dentre outros campos específicos de conhecimento (Bossa, 2000).Conjunto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://psique.org/wp-content/uploads/2010/01/amizade.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-299" title="amizade" src="http://psique.org/wp-content/uploads/2010/01/amizade.jpg" alt="" width="118" height="109" /></a><br />
Psicologia: disciplina que visa o conhecimento das atividades mentais e dos comportamentos em função do meio.</p>
<p>Psiquiatria: Ramo da medicina dedicado ao estudo e tratamento das doenças e distúrbios mentais.</p>
<p>Psicopedagogia:  é uma área interdisciplinar fundamentada em conteúdos psicológicos e pedagógicos, bem como em contribuições da fonoaudiologia, lingüística, neurologia, dentre outros campos específicos de conhecimento (Bossa, 2000).Conjunto de métodos fundamentado sobre aspectos psicológicos do desenvolvimento infantil, com enfoque nos distúrbios de aprendizagem.<br />
Psicoterapia: Conjunto de técnicas psicológicas que visam corrigir os distúrbios resultantes de um conflito psíquico.</p>
<p>Modelos psicoterápicos:<br />
Psicoterapia de apoio<br />
Ludoterapia<br />
psicodrama<br />
Terapia cognitivo-comportamental<br />
psicoterapia de orientação analítica<br />
Psicanálise</p>
<p>Marilda Limberger</p>


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		<title>Mecanismos de defesa &#8211; Continuação</title>
		<link>http://psique.org/archives/293</link>
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		<pubDate>Tue, 26 Jan 2010 18:32:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilda Limberger</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Projeção
A projeção é um mecanismo de defesa que faz com que uma pessoa atribua um desejo ou impulso seu a alguma outra pessoa, ou mesmo a algum objeto não pessoal do mundo externo. Os vícios que atribuímos aos nossos inimigos, os preconceitos que manifestamos contra pessoas estranhas, contra os estrangeiros, contra os que têm a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Projeção</p>
<p>A projeção é um mecanismo de defesa que faz com que uma pessoa atribua um desejo ou impulso seu a alguma outra pessoa, ou mesmo a algum objeto não pessoal do mundo externo. Os vícios que atribuímos aos nossos inimigos, os preconceitos que manifestamos contra pessoas estranhas, contra os estrangeiros, contra os que têm a cor de pele diferente da nossa, e muitas de nossas superstições e crenças religiosas excêntricas são frequentemente produtos de projeções insconscientes de nossos próprios desejos e impulsos.<br />
<span id="more-293"></span></p>
<p>Identificação ou introjeção</p>
<p>Identificação ou introjeção é o mecanismo através do qual um indivíduo assimila um aspecto, uma propriedade, um atributo, de algo ou alguém e se transforma, total ou parcialmente, tornando-se semelhante ao modelo em um ou em vários aspectos do pensamento ou do comportamento. Laplanche e Pontalis destacam que a personalidade constitui-se e diferencia-se por uma série de identificações. Isto também é chamado modernamente de modelagem. É desta forma que o ser humano aprende por mimetismo, a entonação, a altura, a pronúncia, as expressões idiomáticas, enfim, as características todas da linguagem motora (é claro que todos sabemos que uma criança só pode aprender a falar depois que seu sistema nervoso central tenha amadurecido o suficiente e que a aquisição da linguagem como um todo está bem longe de ser apenas um simples processo de imitação). O que foi dito acima também é verdadeiro no que diz respeito aos maneirismos físicos, às atividades esportivas e intelectuais, a interesses os mais diversos, aos passatempos e à recreação em geral, e inclusive, às expressões de temperamento e emoções.</p>
<p>O mecanismo de identificação não ocorre apenas na infância, mas em todas as épocas da vida do ser humano. A modelagem sempre é possível, e sempre ocorre, via de regra inconscientemente. Modernas técnicas de interferência nas estratégias cerebrais, conscientemente, a fim de se instalarem modelos de excelência escolhidos adrede e criteriosamente.</p>
<p>Regressão</p>
<p>A regressão é um retorno mental a aspectos anteriores do desenvolvimento pessoal em busca de modalidades ou objetos mais remotos de gratificação. Este mecanismo de defesa relaciona-se intimamente com outro fenômeno psíquico denominado fixação, que é a permanência mental do indivíduo em alguma experiência ou pessoa de seu passado, experiência ou pessoa essas que lhe trariam o prazer que no momento ele entende não ter. Se um prazer atual se mostra insatisfatório, é posto de lado e o indivíduo tende a refressar mentalmente aquiele do passado que foi experimentado e representado como satisfatório. Neste sentido, uma mulher malsucedida num romance, por exemplo, pode regredira à fixação ao pai na infância, a fim de buscar a gratificação afetiva desejada e não obtida no tempo presente. Pode ser também qie essa mulher venha se dando mal em seus relacionamentos amorosos ao longo da vida por ter se mantido ligada ao pai na infância e deste modo ter se tornado incapaz de transferir sua afetividade a outro homem. Todo comportamento é últil em algum contexto, a regressão inclusive. Mas todo comportamento descontextualizado não só é inútil como também é desconfortável e, às vezes, intensamente desconfortável. Este desconforto é o que pode vir a constituir a psicopatologia, embora nem toda regressão seja necessariamente patalógica ( assim como nem todos os demais mecanismos de defesa o são).</p>
<p>Sublimação</p>
<p>A mente inconsciente trabalha de tal modo a conseguir o máximo de satisfação, quer dizer, de prazer, que seja possível na interação entre os impulsos instintivos e as limitações impostas pelo ambiente. A sublimação permite conciliar estes dois aspectos, os impulsos e as limitações, constituindo-se numa atividade substituta que se adapte ao mesmo tempo às motivações inconscientes e às restrições do ambiente. Por exemplo, impulsos extremamente agressivos ou anti-sociais podem sublimar-se ou processar-se vicariamente atráves de uma atividade aceitável como um esporte de contato do tipo judô ou boxe. Quebrar pratos num restaurante grego também pode cumprir este papel. Há, ainda, outro exemplo que pode nos ajudar a entender a sublimação: é comum nas crianças o desejo de brincar com as próprias fezes, ato este que é tornado proibido isistentemente por seus pais ou responsáveis. Em muitos casos, a criança sublima tal desejo brincando com lama, podendo posteriormente vir a manipular argila ou gesso e, eventualmente, tornar-se até um artista plástico, um escultor. Cada uma dessas atividades substitutas proporciona um pouco (ou muito) do prazer obtido na infância ao brincar com fezes, mas, como é óbvio, elas modificaram-se a tal ponto que podem obter plena aprovação social e fazer com que o impulso original se torne inconsciente.</p>


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		<title>Mecanismos de defesa</title>
		<link>http://psique.org/archives/290</link>
		<comments>http://psique.org/archives/290#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 25 Jan 2010 12:15:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilda Limberger</dc:creator>
				<category><![CDATA[psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[freud]]></category>

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		<description><![CDATA[O inconsciente está o tempo todo esforçando-se para proteger a mente consciente dos efeitos deletérios de certas emoções consideradas como prejudiciais, tais como a culpa ou a inveja. Isto é feito através do que Anna Freud, em 1936, chamou de “mecanismos de defesa” em seu livro The Ego and the Mechanisms of Defense.
No meio psicanalítico, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: small;"><a href="http://psique.org/wp-content/uploads/2010/01/freupsique4.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-291" title="freupsique4" src="http://psique.org/wp-content/uploads/2010/01/freupsique4.jpg" alt="" width="144" height="258" /></a>O inconsciente está o tempo todo esforçando-se para proteger a mente consciente dos efeitos deletérios de certas emoções consideradas como prejudiciais, tais como a culpa ou a inveja. Isto é feito através do que Anna Freud, em 1936, chamou de “mecanismos de defesa” em seu livro </span><em><span style="font-size: small;">The Ego and the Mechanisms of Defense.</span></em></p>
<p><span style="font-size: small;">No meio psicanalítico, qualquer lista de mecanismos de defesa será sempre considerada incompleta e sujeita a críticas, uma vez que existem diferenças de opinião entre os profissionais da área a respeito deste assunto, a seguir alguns dos mecanismos de defesa geralmente reconhecidos como tais e tidos como sumamente importantes para o funcionamento mental. São eles:</span></p>
<p><span style="font-size: small;"> </span></p>
<p><span style="font-size: small;">•</span> <span style="font-size: small;">Repressão</span></p>
<p><span style="font-size: small;">•</span> <span style="font-size: small;">Formação reativa</span></p>
<p><span style="font-size: small;">•</span> <span style="font-size: small;">Isolamento</span></p>
<p><span style="font-size: small;">•</span> <span style="font-size: small;">Negação</span></p>
<p><span style="font-size: small;">•</span> <span style="font-size: small;">Projeção</span></p>
<p><span style="font-size: small;">•</span> <span style="font-size: small;">Identificação ou introjeção</span></p>
<p><span style="font-size: small;">•</span> <span style="font-size: small;">Regressão</span></p>
<p><span style="font-size: small;">•</span> <span style="font-size: small;">Sublimação</span></p>
<p><span style="font-size: small;"><span id="more-290"></span><br />
</span></p>
<p><strong><span style="font-size: medium;">Formação reativa</span></strong></p>
<p><span style="font-size: small;"> </span></p>
<p><span style="font-size: small;">A formação reativa é um mecanismo por meio do qual uma de duas atitudes ambivalentes torna-se inconsciente, permanecendo a outra, de forma acentuada, por ser mais aceitável socialmente.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Por exemplo, a formação reativa faz parecer que o ódio tenha sido substituído pelo amor, ou que a crueldade tenha sido substituída pela gentileza, o prazer da sujeira pelo cuidado com limpeza, a obstinação pela submissão, a promiscuidade pela moralidade, e assim por diante.</span></p>
<p><span style="font-size: small;"> </span></p>
<p><span style="font-size: small;">Mas o inverso também pode ocorrer: o ódio pode ser uma formação reativa contra o amor, a obstinação contra a submissão, etc. O que vai determinar a natureza exata deste mecanismo de defesa em cada caso particular é o que exatamente, é representado como perigo pelo inconsciente do indivíduo, o que ele teme, e portanto a que, especificamente, reage como o sinal de ansiedade. Se ele teme odiar, ou teme os impulsos associados ao ódio, então reagirá com uma exacerbação ao amor. Se é o amor que ele teme, então a reação será inversa. Por exemplo, uma pessoa pode </span><span style="font-size: small;">demonstrar grande ternura e afeto pelos seres humanos ou pelos animais e isto não passar de uma formação reativa necessária para controlar e conservar inconscientes impulsos agressivos, sem o que poderia tornar-se extremamente sádico e cruel contra os mesmos. Por outro lado, uma pessoa pode desenvolver sentimentos e atitudes de ódio e repulsa por alguém a quem inconscientemente ama e deseja. Isto pode ocorrer, por exemplo, no caso de um “amor impossível”.</span></p>
<p><span style="font-size: small;"> </span></p>
<p><span style="font-size: small;">Uma das vantagensde termos informações sobre este mecanismo de defesa é que sempre que observamos uma atitude exagerada, podemos indagar se isso não será uma hipérbole defensiva contra o seu – desejado – oposto. Quando depararmos certos religiosos excessivamente moralistas, puritanos, podemos muito bem imaginar quais não seriam as maquinações inconscientes contra o que eles precisam reagir. Podia muito bem ser sobre isto que Jesus falava certa vez aos fariseus:</span></p>
<p><em><span style="font-size: small;">“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos e de toda imundícia. Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e de iniquidade”</span></em></p>
<p><strong><span style="font-size: medium;"> </span></strong></p>
<p><strong><span style="font-size: medium;">Isolamento</span></strong></p>
<p><strong><span style="font-size: medium;"> </span></strong></p>
<p><span style="font-size: small;">O termo</span><em><span style="font-size: small;"> isolamento</span></em><span style="font-size: small;"> tem sido empregado na literatura psicanalítica para designar dois mecanismos de defesa, geralmente característicos de pacientes portadores de neurose obsessiva. Freud originalmente o chamou de </span><em><span style="font-size: small;">isolamento de sentimento.</span></em><span style="font-size: small;"> Ele ocorre quando uma pessoa recorda um acontecimento importante sem sentir a emoção correspondente. Atualmente, designamos tal estado pelo nome de </span><em><span style="font-size: small;">dissociação,</span></em><span style="font-size: small;"> ou seja, a pessoa está desagregada, separada de si mesma, de sua emoção. O processo de isolamento do sentimento, obviamente começa por barrar da consciência as emoções indesejadas, atuando no interesse daquilo a que Freud chamou de princípio do prazer geralmente não vai além disso. Entretanto, em alguns indivíduos pouco afortunados o isolamento atinge dimensão tal que dá origem à já citada alexitimia.</span></p>
<p><span style="font-size: small;"> </span></p>
<p><span style="font-size: small;">Há outro significado de isolamento ( no alemão usado por Freud, ungeschehenmachen, literalmente: “tornando não acontecido”). No dizer do próprio criador da psicanálise: “Quando algo desagradável aconteceu ao paciente ou quando ele próprio fez algo que tem um significado para sua neurose, ele interpola um intervalo durante o qual nada mais deve acontecer – durante o qual não deve perceber nem fazer nada” ( Inibições, Sintomas e Ansiedade). Este é o isolamento propriamente dito. O pensamento ligado a esse fato desagradável é inconscientemente isolado, perdendo qualquer conexão associativa na mente, a qual reduz ou elimina a possibilidade de sua reintrodução no consciente, onde causaria uma noxa (um dano) representada como extremamente desagradável.</span></p>
<p><span style="font-size: small;"> </span></p>
<p><strong><span style="font-size: medium;">Negação</span></strong></p>
<p><strong><span style="font-size: medium;"> </span></strong></p>
<p><span style="font-size: small;">A negação é um mecanismo que tem como finalidade desmentir uma parte da realidade externa desagradável ou indesejável, quer através de uma fantasia de satisfação de desejos, quer através do comportamento. Ocorre um bloqueio de certas impressões sensoriais do mundo externo com o fim de barrar totalmente seu acesso à consciência ou pelo menos fazer com que se lhes preste uma atenção diminuta o suficiente para, desta forma, minimizar consideravelmente as consequências dolorosas de sua presença. É o caso da pessoa que se declara apaixonada por outra e, dias depois tendo avaliado inconscientemente as consequências danosas que aquele amor poderia lhe trazer, afirma não ter feito aquela declaração, ou não com aquela intenção declarada, ou não ter certeza se sentia realmente aquela paixão. Um outro exemplo é o da criança que vive a fantasia de competir sempre com o pai e vencer e então gaba-se de ser mais forte ou mais apto que o pai. Sua mórbida motivação neste caso é o medo do pai e o que a criança nega é seu próprio tamanho e sua fraqueza. Esta fantasia produz a gratificação do desejo de ser fisicamente superior ao pai.</span></p>
<p><span style="font-size: small;"> </span></p>
<p><strong><span style="font-size: medium;">Projeção</span></strong></p>
<p><strong><span style="font-size: medium;"> </span></strong></p>
<p><span style="font-size: small;">A projeção é um mecanismo de defesa que faz com que uma pessoa atribua um desejo ou impulso seu a alguma outra pessoa, ou mesmo a algum objeto não pessoal do mundo externo. Certa vez, em São Paulo, atendi um homem de origem nipônica, que chegou até mim olhando para trás e para todos cantos do meu consultório e falando baixinho, pedindo segredo, me confidenciou estar sendo perseguido por agentes da Scotland Yard e da KGB, que queriam matá-lo. Era um caso típico de psicose paranóide, em que o paciente projetava seus próprios impulsos inaceitáveis. Mas a clínica tem demonstrado sobejamente que os vícios que atribuímos aos nossos inimigos, os preconceitos que manifestamos contra pessoas estranhas, contra os estrangeiros, contra os que têm a cor de pele diferente da nossa, e muitas de nossas superstições e crenças religiosas excêntricas são frequentemente produtos de projeções insconscientes de nossos próprios desejos e impulsos. A culpa de algo se translada para alguém ou algo distinto e assim encontrmos o trabalhador que atribui às ferramentas seu fracasso, o agressor que acusa sua vítima de ser agressivo, procurando justificar seu ato vil.</span></p>
<p>continua no  próximo posts</p>
<p><span style="font-size: small;">Marilda Limberger<br />
</span></p>


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		<title>Amor  transferêncial &#8211; Psicanálise</title>
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		<comments>http://psique.org/archives/284#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 21 Jan 2010 16:37:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilda Limberger</dc:creator>
				<category><![CDATA[psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[freud]]></category>

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		<description><![CDATA[A demanda amorosa adquire uma importância fundamental na relação analítica. Ela é material básico para o tratamento, ao mesmo tempo que é resistência e obstáculo à análise. Aparece com essa “dupla função”, ao mesmo tempo, antagônica e complementar. 
No texto “Observações sobre o amor transferencial” (1915), Freud, escreve sobre a situação específica em que uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;"><a href="http://psique.org/wp-content/uploads/2010/01/divã.jpe"><img class="alignleft size-full wp-image-285" title="divã" src="http://psique.org/wp-content/uploads/2010/01/divã.jpe" alt="" width="143" height="107" /></a>A demanda amorosa adquire uma importância fundamental na relação analítica. Ela é material básico para o tratamento, ao mesmo tempo que é resistência e obstáculo à análise. Aparece com essa “dupla função”, ao mesmo tempo, antagônica e complementar. </span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">No texto “Observações sobre o amor transferencial” (1915), Freud, escreve sobre a situação específica em que uma paciente se enamora do médico que a está analisando. Freud alerta sobre a constância desse fenômeno na clínica e das dificuldades que isso pode significar:<em> “Todo principiante em psicanálise, quando chega a ocasião, fica convencido de que as únicas dificuldades realmente sérias que tem de enfrentar residem no manejo da transferência”<span id="more-284"></span></em></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">Do ponto de vista do paciente, segundo Freud, são duas as alternativas diante desse fato:</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">abandonar o tratamento psicanalítico ou aceitar enamorar-se do médico com um destino inelutável.</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">A situação parece se complicar quando esse enamoramento, passa a agir com resistência à análise.</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">Escreve Freud sobre a paciente, que por causa da “irrupção de uma apaixonada exigência de amor” fica sem possibilidade de compreensão interna (insight) e se mostra absorvida pelo seu amor.</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">Depois adverte que esta mudança ocorre muito regularmente quando se está aproximando de uma recordação aflitiva ou de algum fragmento reprimido na história da sua vida. A resistência começa a se utilizar do amor, que já estava colocado na situação analítica, a fim de atrapalhar a continuação do tratamento, desviando o interesse da paciente pelo trabalho e colocando o analista em posição incómoda.</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;"><em>O papel desempenhado pela resistência no amor transferencial é inquestionável e muito considerável, entretanto, não é a resistência que provoca esse amor; encontra-o ponto e faz uso dele e agrava suas manifestações, escreve Freud.</em></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">Não há dúvidas que o amor que o paciente dedica ao analista seja amor “genuíno”; embora ele seja característico na transferência, pois é intensificado, provocado pela situação analítica, e não leva tanto em conta a realidade.</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">No entanto, estas características podem ser pensadas como próprias do apaixonamento.</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">Sentimentos muito poderosos porque derivam do reprimido, de fantasias inconscientes, próprias da sexualidade infantil. Freud, então aponta que não é isso o mais importante na transferência analítica.</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;">“<span style="font-size: small;"><em>É verdade que o amor consiste em novas adições de antigas características e que ele repete reações infantis. Mas este é o caráter essencial de todo estado amoroso. Não existe estado deste tipo que não se reproduza com protótipos infantis. É precisamente desta determinação infantil que ele recebe seu caráter compulsivo, beirando, como o faz, o patalógico. O amor transferencial possui talvez um grau menor de liberdade do que o amor que aparece na vida comum e é chamado normal; ele exibe sua dependência do padrão infantil mais claramente e é menos adaptável e capaz de modificação; mas isso é tudo, e não o que é essencial”<br />
</em></span></span></p>
<p>???</p>
<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">Freud aconselha o analista a não Instigar a paciente a suprimir, renunciar ou sublimar seus instintos, no momento em que ela admite a transferência erótica, pois não seria uma maneira analítica de lidar com os mesmos.</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">Propõe uma curiosa analogia: <em>“Seria exatamente como se, após invocar um espírito dos infernos, devêssemos mandá-lo de volta para baixo, sem lhe fazer uma única pergunta. Ter-se-ia trazido o reprimido à consciência, apenas para reprimi-lo mais uma vez, um susto”<br />
</em></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;"><em>Como princípio fundamental o analista deve permitir que a necessidade e o anseio da paciente persistam, de modo a poderem servir forças para o trabalho e para efetuar mudanças, propõe Freud no texto.</em></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">Entretanto, o analista não deve responder aos avanços do paciente, retribuindo-os: “ela teria alcançado sucesso naquilo por que todos os pacientes lutam na análise – teria tido êxito em atuar (acting out), em repetir na vida real o que deveria apenas ter lembrado, reproduzido como material psíquico e mantido dentro da esfera dos eventos psíquicos”<br />
</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">Não se trata de recusar a demanda de amor do paciente, não é isso que está mais em questão. Por outro lado, o analista não deve responder a essa demanda de amor. </span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">O próprio Freud mostra o caminho: <em>“O analista deve seguir um caminho para o qual não existe modelo na vida real”. </em>Não se trata exatamente de receber o amor do paciente na análise como algo irreal, mas de remetê-lo às suas origens inconscientes. Assim, a <em>“sinceridade do analista”, é condição para possibilitar ao paciente “sentir-se seguro o bastante para permitir que todas as suas precondições para amar, todas as fantasias que surgem de seus desejos sexuais, todas as características pormenorizadas de seu estado amoroso venham à luz. Ela própria abrirá caminho para as raízes infantis do seu amor.”<br />
</em></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;"><em>referências:</em></span></span></p>
<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">- Fédida, Pierre. &#8216;Amor e Morte na Transferência&#8217;; Clínica Psicanalítica; Ed. Escuta; SP, 1988.</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">Freud, Sigmund. Edição Brasileira das Obras Psicológicas Completas; RJ, imago, 1996:</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">- “Delírios e sonhos na Gradiva de Jensen” (1907);</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">- “A dinâmica da transferência” (1912);</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;">- “Observação sobre o amor transferencial” (1915);</span></span></p>
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		<title>Amor para as diversas tradições</title>
		<link>http://psique.org/archives/279</link>
		<comments>http://psique.org/archives/279#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 18 Jan 2010 18:20:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilda Limberger</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Amor para as diversas tradições
Assim como são diferentes as cores de um arco-íris, a primeira cor que nos revela o budismo é que o amor pode ser ua compaixão. Um estado de consciência não fixado sobre um objeto particular. Sob todas as circunstâncias o importante é permanecer capaz de amar.
A arte de amar no budismo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://psique.org/wp-content/uploads/2010/01/endimiao_girodet.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-282" title="endimiao_girodet" src="http://psique.org/wp-content/uploads/2010/01/endimiao_girodet-300x222.jpg" alt="" width="300" height="222" /></a>Amor para as diversas tradições</p>
<p>Assim como são diferentes as cores de um arco-íris, a primeira cor que nos revela o budismo é que o amor pode ser ua compaixão. Um estado de consciência não fixado sobre um objeto particular. Sob todas as circunstâncias o importante é permanecer capaz de amar.</p>
<p>A arte de amar no budismo será um trabalho a realizar em nossos pensamentos, em nossas projeções e em nossas ilusões. Será necessário deixar emergir este amor feito de calma, um amor não apenas de pulsão e de carência mas de uma plenitude de paz. Desenvolver o que poderíamos chamar um a priori de benvolência. Reencontrar nossa bondade natural. &#8220;Desfranzir-nos&#8221;, transformar as garras de nossas mãos em carícias.</p>
<p>Os chineses poderiam nos ajudar a desenvolver o sentido da harmonia, passando do contrário ao complementar. Em vez de ver o outro, o que ele pensa ou diz, como qualquer coisa oposta a nós, vê-lo como complementar, como um ponto de vista que vem enriquecer nosso ponto de vista. Isso, em verdade, requer maturidade, não ter medo da diferença. A diferença enriquece a minha visão de mundo. Em um campo não há flores apenas de uma só cor e as diferentes cores nos permitem fazer um belo ramalhete. Harmonizar sua cor, seu pensamento, seu ponto de vista, com outra cor, com outro pensamento, com outro ponto de vista, é também amor.</p>
<p>A Índia poderia nos ensinar a desenvolver em nós o sentido do sagrado que existe em cada coisa. Amar a sabedoria do feminino na mulher, amar a sabedoria do masculino no homem, amar a presença do Criador na criatura, amar o oceano em todas as ondas. Esta atitude poderia dar profundidade a nossos atos de amor. Quando tocar alguém, não tocar apenas um corpo, mas tocar um ser humano, um sopro cósmico, porque a Grande Vida está presente neste rosto que me olha. Quero, neste caso, reconhecer a persença divina no outro. Como no budismo, a arte de amar na Ìndia é a arte da meditação, a arte da atenção e da visão profunda.</p>
<p>A Grécia pode também nos ensinar a amar. Aceitar que só conhecerei a mim mesmo através do outro. Meu modo de amar e de reagir ao outro me revela a mim mesmo. O outro é, também, meu espelho. Não há verdadeiro conhecimento de si mesmo que não passe pelo outro. Assim, antes de querer se doar é preciso ter-se encontrado. Antes de ir além do Ego é preciso ter um.</p>
<p>Quando digo que amo alguém o que é que eu amo, oque é que ama em mim? Freqüentemenete são nossos inconscientes que se encontram. Muitas vezes ocorre o casamento de dois inconscientes. Para tornar-se sujeito há um longo caminho a percorrer. Como diz o poeta Rilke, o amor é constituído por &#8220;duas humanidades que sse inclinam uma diante da outra&#8221;.</p>
<p>A arte de amar no judaísmo nos traz a consciência de que nossos amores humanos são uma participação no ato criador de Deus. Lembra-nos que o outro não é apenas um meio de conhecimento de nós mesmos. O outro é a revelação de uma transcendência. A tradição judaica adiciona o respeito ao amor. Nem idolatria nem desprezo, porque temos sempre tendência a um dos dois ou amobs. Mas um caminho do meio, pois o respeito é uma dimensão muito nobre do amor e é o que dá nascimento à Ética.</p>
<p>Para Kant, a Ética consciste em nunca fazer do outro um meio. O outro não deve ser, jamais, um meio que eu possa utilizar para chegar a um fim. Ele é um fim em si mesmo, e&#8217;um sujeito, não é um objeto. Portanto, nesta tradição, a arte de amar é, realmente, um sentido do outro enquanto sujeito. É também uma lembrança de que a sociedade que podemos construir não será uma bela máquina cujas molas estarão sempre perfeitamente lubrificadas, mas uma assembléia de pessoas que, sem cessar, estarão aprendendo a amar.</p>
<p>O cristianismo nos convida a esta liberdade que se encontra na paralavra Ágape, o amor na superabundância, o amor de grauidade. Mas antes de conhecer este tipo de amor, existirão em nossos amores necesidades, solicitações, desejos, sempre com uma orientação em direção a uma maior autonomia e uma maior liberdade. Uma liberdade de amar o outro em sua diferença, de amar o divino no outro, de amar o outro como a mim emsmo, reconhecendo-me nele.</p>
<p>O amor do Si, o amor a Si e o amor do outro não estão separados. As diferentes tradições insistem mais em um ponto que em outro e cabe-nos fazer a síntese, alargar nossa paleta de cores do amor. Não podemos negigenciar nenhuma cor, nem o instinto nem o êxtase, nem o céu nem a terra. Unir não quer dizer misturar. Distinguir não quer dizer separar.</p>
<p>Cristo diz: &#8220;Você amará!&#8221; Esta palavra não é uma ordem, não é um mandamento no sentido habitual do termo, é uma espernaça. É um devir. Hoje você não ama, você ama mal ou ama apenas uma parte de si mesmo. Tavlez um dia e dia após dia você amará com todo o seu coração, com todo seu espírito e com todas as suas forças.</p>
<p>Todas as culturas, todas estas tradições, enriquecem nossa visão do amor. Amar é tudo isso junto. Sem cessar temos que alargar nossa paleta de cores a fim de chegar ao conhecimento do arco-íris, em um longo caminho. E podemos desejar uns aos outros uma boa viagem, lembrando-nos que, se devemos morrer um dia, não morreremos sem ter vivido e, se quisermos, não morreremos sem ter amado.</p>
<p>Extraído de:<br />
<span style="font-size: large;">O Cântico dos Cânticos</span><br />
Uma Arte de Amar para os Nossos tempos de Jean-Yves Leloup<br />
pag.:29 a 31</p>


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		<title>Dicas de como anotar seus sonhos</title>
		<link>http://psique.org/archives/271</link>
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		<pubDate>Tue, 12 Jan 2010 22:23:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilda Limberger</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise Junguiana]]></category>
		<category><![CDATA[Sonhos]]></category>
		<category><![CDATA[Carl Gustav Jung]]></category>
		<category><![CDATA[freud]]></category>

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		<description><![CDATA[ Dicas de como anotar  seus sonhos:

Tenha sempre ao lado da sua cama um bloco de notas ou um gravador  para registrar  o seu sonho - escreva, desenhe ou grave tudo o que lembrar de seu sonho, faça o registro  calmamente sem se preucupar com a lógica, vá lembrando e escrevendo ou gravando de acordo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://psique.org/wp-content/uploads/2010/01/748px-Pierre-Cécile_Puvis_de_Chavannes_003.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-274" title="748px-Pierre-Cécile_Puvis_de_Chavannes_003" src="http://psique.org/wp-content/uploads/2010/01/748px-Pierre-Cécile_Puvis_de_Chavannes_003-300x240.jpg" alt="" width="300" height="240" /></a></strong><strong> Dicas de como anotar  seus sonhos</strong>:</p>
<ul>
<li>Tenha sempre ao lado da sua cama um bloco de notas ou um gravador  para registrar  o seu sonho -<strong> </strong>escreva, desenhe ou grave tudo o que lembrar de seu sonho, faça o registro  calmamente sem se preucupar com a lógica, vá lembrando e escrevendo ou gravando de acordo com as lembranças que forem surgindo. Evite acender a luz  do teto do quarto, prefira acender a luz de um abajur ou lanterna.</li>
<li>Tenha um diário de sonhos, transfira as anotações do bloco de notas para o caderno assim que possivel, anote todos os detalhes do sonhos e que emoções sentiu, defina qual foi o ponto central do sonho( o que mais chamou atenção).</li>
<li>Dê um título para o sonho, ele vai dizer muito sobre o seu estado emocional.</li>
<li>Anote também o que vc. fez e o que sentiu no dia anterior, tente fazer uma ligação entre as emoções que sentiu durante o dia ou dias anteriores ao sonho. Veja se vc. quer lembrar das imagens ou elas lhe causam  constrangimento? Porque?</li>
<li>Pense nas personagens que apareceram  e dê um significado para cada um deles. Geralmente as personagens representam partes da psique do sonhador. Observe se apareceu alguma imagem mítica(arquétipo).</li>
<li>O  sonho é uma ferramenta  e uma experiência muito importante para o desvendar  o aculto em nós .</li>
<li>Antes de dormir peça para si-mesmo que ao acordar lembre o que sonhou.</li>
<li>Uma das funções dos sonhos é  provocar um encontro  entre a racionalidade do pensamento verbal com  a liberdade do pensamento em imagens e símbolos.</li>
</ul>
<p><em>O sonho é a realização de          um desejo:</em></p>
<p>&#8220;&#8230;Quando, após passarmos por um          estreito desfiladeiro, de repente emergimos num trecho de terreno elevado,          onde o caminho se divide e as mais belas paisagens se desdobram por todos          os lados, podemos parar por um momento e considerar em que direção deveremos          começar a orientar nossos passos. É esse o nosso caso, agora que ultrapassamos          a primeira interpretação de um sonho. Encontramo-nos em plena luz de uma          súbita descoberta. Não se devem assemelhar os sonhos aos sons desregulados          que saem de um instrumento musical atingido pelo golpe de alguma força          externa, e não tocado pela mão de um instrumentista (cf. págs. 98-9);          eles não são destituídos de sentido, não são absurdos; não implicam que          uma parcela da nossa reserva de representações esteja adormecida enquanto          outra começa a despertar. Pelo contrário, são fenômenos psíquicos de inteira          validade, realizações de desejos; podem ser inseridos na cadeia dos atos          mentais inteligíveis de vigília; são produzidos por uma atividade mental          altamente complexa&#8230;&#8221;</p>
<p>FREUD, Sigmund. <em>A Interpretação dos Sonhos</em>. Volumes          1 e 2. São Paulo: Círculo do Livro. Tradução de Walderedo Ismael de Oliveira          e revisão de Vera Ribeiro.</p>
<div>
<p><span style="color: #ff0000;">&#8220;Dentro de cada um de nós há um outro que não conhecemos. Ele fala conosco por meio dos sonhos.&#8221;(Carl Jung)</span></p>
</div>
<p>Tenha bons sonhos,<br />
Marilda Limberger</p>


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		<title>Psicanálise: Fases psicossexuais &#8211; Freud</title>
		<link>http://psique.org/archives/257</link>
		<comments>http://psique.org/archives/257#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 12 Jan 2010 18:08:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marilda Limberger</dc:creator>
				<category><![CDATA[psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[freud]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://psique.org/?p=257</guid>
		<description><![CDATA[Sigmund Freud 	(criador da abordagem), concebeu  uma teoria sobre o 	desenvolvimento infantil, fases psicossexuais:
Período pré-genital, 	pré-fálico ou infantil.

Fase oral.
Fase anal.
Erotismo uretral.
Fase fálica .

a) A angústia de 	castração nos meninos.
b) A inveja do pênis nas 	meninas.
Período Intermediário.
Fase Edipiana.

 Fase de latência.
Fase de maturação psicossexual ou puberdade.
Fase adolescência final e adulto jovem.
A sexualidade do idoso.

Marilda limberger






		
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Sigmund Freud 	(criador da abordagem), concebeu  uma teoria sobre o 	desenvolvimento infantil, fases psicossexuais:</p>
<h3>Período pré-genital, 	pré-fálico ou infantil.</h3>
<ol>
<li>Fase oral.</li>
<li>Fase anal.</li>
<li>Erotismo uretral.</li>
<li>Fase fálica .</li>
</ol>
<p>a) A angústia de 	castração nos meninos.</p>
<p>b) A inveja do pênis nas 	meninas.</p>
<h3>Período Intermediário.</h3>
<h4>Fase Edipiana.</h4>
<ol>
<li> Fase de latência.</li>
<li>Fase de maturação psicossexual ou puberdade.</li>
<li>Fase adolescência final e adulto jovem.</li>
<li>A sexualidade do idoso.</li>
</ol>
<p><a href="http://psique.org/wp-content/uploads/2010/01/freud.jpe"><img class="alignright size-full wp-image-258" title="freud" src="http://psique.org/wp-content/uploads/2010/01/freud.jpe" alt="" width="121" height="125" /></a>Marilda limberger</p>
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