Foi descrita em 1944, como crianças inteligentes, com memória excelente, porém com dificuldades na comunicação, interação social e imaginação, ou seja, a mesma tríade do autismo. Entretanto, não apresentam alterações no desenvolvimento de fala ou cognitivo, podendo passar como normal, porém, portadores de comportamentos estranhos. Essas crianças tem bom prognóstico e costumam receber diagnósticos errôneos de distúrbio de conduta, desordem da atenção (hiperatividade/ desatenção), dificuldades na socialização, entre outros.
Aprendem a ler e escrever precocemente e se dedicam intensamente a determinado assunto, pouco usual para a idade, tornando-se “especialista”. É capaz de citar de memória todas as capitais do mundo, dissertando sobre a população, tamanho geográfico e atividade econômica.
A fala é pedante, com frase rebuscadas, repetidas de forma estereotipadas; são falantes, mas, com prejuízo na produção dos discursos; têm dificuldades na compreensão de palavras muito simples de uso diário.
São muito isoladas socialmente, sem amigos e com incapacidade de perceber o sentimento dos outros, seus interesses são limitados e costumam apresentar depressão na evolução do quadro.
Fonte: Relvas Marta Pires
Neurociência e transtornos de aprendizagem
As múltiplas eficiências para uma educação inclusiva



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